Banco se comprometeu, ainda, a ampliar quadro de funcionários com o acompanhamento do Sindicato
São Paulo – Valeu a mobilização dos bancários do Safra. Após o ato do dia 28, que parou a matriz do banco, o Sindicato conseguiu, em negociação com a direção da empresa, a suspensão das dispensas e mais quatro meses sem demissões injustificadas, o que dá mais tranqüilidade aos trabalhadores. O banco garantiu, ainda, em reunião realizada na terça, dia 4, a ampliação do quadro de funcionários com o acompanhamento do Sindicato.
No dia 28, os bancários cruzaram os braços e atrasaram a abertura do banco, na Avenida Paulista, para protestar contra a onda de demissões que começou a ocorrer após a fusão com o J.Safra.
Durante a reunião de terça, o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, e o diretor do Sindicato e funcionário do Safra Flávio Moraes, ressaltaram a importância de o banco se preocupar com o futuro e valorizar a carreira dos trabalhadores.
O Sindicato conquistou, ainda, a bolsa de pós-graduação para os bancários do Safra. “Trata-se da valorização dos funcionários que garantem bons resultados para o banco e merecem um futuro melhor, com investimento profissional, o que garante sua ascensão na empresa”, diz Marcolino. As quantidades e critérios para pleitear a bolsa serão definidos em breve pelo banco.
Também foi cobrada durante a reunião a necessidade de o banco instituir um fundo de pensão para os trabalhadores.
Por Gisele Coutinho – 03/06/2008.
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Demissões no Safra são injustificáveis
Mudanças na gestão do banco estão causando terror entre funcionários e isso tem que parar
São Paulo – O que vem acontecendo no Safra desde a fusão com o J. Safra, no início do ano, é mais uma prova da necessidade de o Brasil ratificar de vez a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho, que proíbe demissões imotivadas.
Apesar de representantes do banco terem negado, em reunião com dirigentes do Sindicato no mês de março, a fusão entre as duas empresas vem causando uma série de demissões.
Não bastasse isso, muitos bancários têm pedido para sair do banco porque não agüentam a pressão por metas impossíveis de serem atingidas. “Essas demissões são absolutamente injustificadas”, afirma Flavio Moraes, funcionário do Safra e diretor do Sindicato, ressaltando que o banco teve em 2007 lucro de R$ 831 milhões, alta de 6% em relação ao ano anterior.
Os ativos aumentaram 21% no período. “O Safra não só tem que parar de demitir como está em plenas condições de contratar”, destaca Flavio.
O dirigente orienta os bancários que estão sofrendo com pressões por metas a denunciar ao Sindicato. “Queremos o fim das demissões, da pressão, das metas abusivas, caso contrário os bancários responderão com mobilização”, completa Flavio.
Por Claudia Motta – 27/05/2008.
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Trabalhadores defendem 158 contra rotatividade de empregos
Em audiência na Câmara dos Deputados, representante afirma que a convenção da OIT ataca ainda a queda salarial
São Paulo – Em audiência pública realizada na terça-feira, dia 22, na Câmara dos Deputados, em Brasília, os trabalhadores, representados pelo diretor executivo da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Carlos Henrique de Oliveira, defenderam que a Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) é uma arma contra a alta rotatividade do emprego no Brasil e, conseqüentemente, ajudam a atacar a queda salarial.
Segundo Oliveira, as empresas demitem funcionários e contratam outros para a mesma atividade, mas com salários mais baixos. Ele apresentou um estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que mostra, em 2007, uma redução de 9,15% na média salarial dos novos contratados em relação aos que foram demitidos (R$ 642,67 contra R$ 707,39, respectivamente). “A rotatividade é um mecanismo de redução da massa salarial”, disse Oliveira, lembrando que o quadro de redução apresentado pelo Dieese ocorreu mesmo com o bom desempenho da economia brasileira.
Foi mostrado ainda, na audiência, e também de acordo com o Dieese, que, no mesmo 2007, cerca de 60% das demissões foram sem justa-causa. É justamente aí que a 158 interfere, já que prevê o fim da demissão por motivo injustificado. Ou seja, a relação de trabalho só pode ser rompida se o empregado apresentar, por exemplo, comportamento inadequado ou ainda se a empresa comprovar motivos econômicos ou tecnológicos. Ainda assim, neste último caso, ela é feita mediante indenização pecuniária.
Diálogo – O Governo Federal, na figura do Ministério do Trabalho, também defendeu a convenção por dar mais segurança aos trabalhadores e também aos empresários. Segundo a representante do órgão na audiência, Paula Polcheira, “a convenção é importante porque traz um diálogo no procedimento da demissão”.
Por André Rossi, com Agência Câmara e Agência Brasil – 23/04/2008.
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Convenção 158 da OIT já está no Congresso Nacional
Documento que dificulta a demissão imotivada tem apoio do presidente Lula
São Paulo – A bola está com o Congresso Nacional. Na quinta-feira, dia 14, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou para as duas Casas do parlamento nacional a solicitação de ratificação por parte do Brasil da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que cria barreiras contra a demissão imotivada.
Em solenidade realizada pela manhã no Palácio do Planalto, com a presença da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e das demais centrais, o presidente assinou o pedido dizendo que o governo vai trabalhar para que a convenção seja ratificada.
“Temos que cumprir com alguns compromissos históricos e princípios que defendemos durante muito tempo”, falou Lula. “A assinatura desta mensagem ao Congresso Nacional, enviando as duas medidas provisórias para resolver o problema da Convenção 151 e da 158, poderia ter sido feita antes. Mas, possivelmente, não teríamos um clima para fazer como temos hoje”, completou.
Também participaram da cerimônia os ministros do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Lupi; da Previdência Social, Luiz Marinho; da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci; do Planejamento, Paulo Bernardo, além da diretora da OIT Brasil, Lais Abramo.
“A 158 já é uma realidade em outros países e, com o Brasil com sua economia forte, a proteção ao emprego dá mais tranquilidade para o trabalhador poder se qualificar melhor ou se preparar para a aposentadoria”, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato.
Logo depois, já na Câmara, a solicitação de ratificação chegou às mãos do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que se prontificou a analisar e fazer consultas entre os parlamentares para que o trâmite seja rápido. No Senado, o presidente Garibaldi Alves Filho recebeu o documento e também pediu agilidade.
Para ser aprovada, a ratificação tem que passar nos dois parlamentos.
Gaveta – A Convenção 158 foi criada em 1982 e está em vigor em 34 países. O Brasil não é um deles, mas chegou a ser signatário do texto entre abril e novembro de 1996, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso, por pressão da Confederação Nacional da Indústria (CNI), denunciou a convenção, ou seja, decretou que ela deixaria de vigorar para os trabalhadores brasileiros.
151 – Junto com a 158 foi encaminhada também a Convenção 151 da mesma OIT. Ela aplica-se a todas as pessoas empregadas pelas autoridades públicas (em todos os níveis municipal, estadual e federal) e dá garantias à organização que tenha por fim promover e defender os interesses desses trabalhadores.
Por André Rossi – 14/02/2008.
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