Lucro do Banco do Brasil recua 16,3% em 2007
SÃO PAULO (Reuters) – O Banco do Brasil, maior instituição financeira do país, teve lucro líquido 16,3 por cento menor em 2007 em relação a 2006, pressionado por efeitos extraordinários em ambos os anos.
O banco teve lucro de 5,1 bilhões de reais em 2007, ante 6,04 bilhões de reais em 2006. Mas desconsiderando efeitos não-recorrentes, o resultado teria avançado 56,8 por cento no período.
Em 2006 a instituição teve 2,38 bilhões de reais em ganhos extraordinários, contra impacto negativo de 690 milhões de reais em 2007, formado principalmente por despesas com plano de afastamento voluntário e reestrutução do plano de saúde dos funcionários do banco.
O lucro do quarto trimestre se manteve praticamente estável entre ambos os anos, saindo de 1,25 bilhão de reais nos últimos três meses de 2006 para 1,22 bilhão de reais em igual período do ano passado.
O banco registrou crescimento de 20,7 por cento na carteira de crédito, que ao final do ano passado somava 160,74 bilhões de reais, para ativos de 357,75 bilhões de reais.
O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado, importante indicador da rentabilidade de um banco, foi de 22,2 por cento no quarto trimestre, contra 26,7 por cento um ano antes. No ano, o indicador caiu de 32,1 por cento em 2006 para 22,5 por cento.
(Reportagem de Alberto Alerigi Jr. edição de Vanessa Stelzer)
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Banco do Brasil tem lucro líquido 16,3% menor em 2007, de R$ 5,058 bilhões
SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BB) terminou 2007 com lucro líquido de R$ 5,058 bilhões, o que implica queda de 16,3% em relação aos R$ 6,044 bilhões somados um ano antes. A explicação para a diferença entre os resultados se deve ao impacto de efeitos extraordinários nos dois períodos, destacou a instituição em nota.
Desconsiderados os efeitos extraordinários, o banco apresentou lucro de R$ 5,748 bilhões no ano passado, com crescimento de 56,8% ante os R$ 3,665 bilhões dos 12 meses antecedentes.
“Enquanto o resultado de 2006 foi positivamente influenciado por eventos extraordinários de R$ 2,379 bilhões, com destaque para a ativação de crédito tributário, o resultado de 2007 foi impactado negativamente em R$ 690 milhões, decorrentes, sobretudo, dos incentivos pagos no Plano de Afastamento Antecipado (PAA) e das despesas com o plano de reestruturação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi)”, observou a instituição.
Nos três últimos meses de 2007, o ganho do BB foi de R$ 1,217 bilhão em uma base líquida, inferior em 2,5% ao R$ 1,248 bilhão somado em período correspondente de 2006.
O índice de Retorno sobre Patrimônio Líquido Médio anualizado (RSPL) foi de 22,5% no ano passado ante os 32,1% de um exercício antes. Excluídos itens extraordinários, o RSPL em 2007 seria 25,5%, ou 6 pontos percentuais superior ao de 2006.
(Valor Online)
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Análise do Desempenho 4T07
Introdução
O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 5,058 bilhões em 2007, resultado 16,3% menor do que o registrado em 2006. A explicação para a diferença entre os resultados se deve ao impacto de efeitos extraordinários nos dois períodos. Desconsiderados esses efeitos extraordinários, o lucro de 2007 foi de R$ 5,748 bilhões, desempenho 56,8% maior do que o de 2006, que foi de R$ 3,665 bilhões.
Enquanto o resultado de 2006 foi positivamente influenciado por eventos extraordinários de R$ 2,379 bilhões, com destaque para a ativação de crédito tributário; o resultado de 2007 foi impactado negativamente em R$ 690 milhões, decorrentes, sobretudo, dos incentivos pagos no Plano de Afastamento Antecipado (PAA) e das despesas com o plano de reestruturação da Cassi. A tabela abaixo detalha os efeitos extraordinários ocorridos em 2006 e 2007:
TABELA VISÍVEL EM http://www.bb.com.br/portalbb/page51,136,3696,0,0,1,8.bb?codigoMenu=410&codigoNoticia=7692&codigoRet=5586&bread=2
Retorno sobre PL, sem efeitos extraordinários, atinge 25,5%
O resultado do ano corresponde a Retorno sobre Patrimônio Líquido (RSPL) de 22,5%, contra 32,1% em 2006, e lucro por ação igual a R$ 2,04, contra R$ 2,44 no mesmo período do ano anterior. Excluídos os efeitos extraordinários, o RSPL em 2007 seria 25,5%, 6 pontos percentuais superior ao registrado em 2006.
R$ 2 bilhões destinados aos acionistas
Com esse resultado, a remuneração destinada aos acionistas somou R$ 2 bilhões, equivalentes a 40% do lucro líquido (payout). Foram destinados R$ 1,338 bilhão na forma de juros sobre o capital próprio (JCP) e R$ 685,2 milhões em dividendos.
Resultado da intermediação financeira cresce 16%
O resultado de intermediação financeira, antes das provisões para risco de crédito (PCLD), em 2007, foi de R$ 20,8 bilhões, crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período de 2006. O principal impacto ocorreu nas Receitas com Operações de Crédito, que atingiram R$ 25,3 bilhões em 2007, evolução de 16,9% em relação a 2006. Esse valor foi mais do que suficiente para cobrir o crescimento das despesas de captação que, em contrapartida, cresceram apenas 4,8% no ano, atingindo R$ 17,5 bilhões em 2007.
Carteira de crédito supera os R$ 160 bilhões
A carteira de crédito do Banco do Brasil (país e exterior) encerrou 2007 superando a marca de R$ 160 bilhões, crescimento de 20,7% em doze meses. No país, o Banco manteve sua liderança na concessão de crédito, com 16% de participação no Sistema Financeiro e crescimento de 23,5% em 2007.
BB é líder no mercado de crédito consignado
No segmento de pessoas físicas, a carteira de crédito cresceu 33,3% no ano, destacando-se:
crédito consignado – R$ 11,9 bilhões em dez/07, crescimento de 43,3% em um ano. O BB detém a liderança nesse segmento, com 18,5% do mercado;
financiamento de veículos – R$ 2,9 bilhões, crescimento de 227,4% em relação a dez/06, com 3,5% do mercado.
MPE cresce 34,4% em 2007
No tocante ao segmento de pessoas jurídicas, o crescimento foi de 26,1% no ano. Somente nos três últimos meses de 2007 essas operações cresceram 9,7%. Nesse segmento de negócios merecem destaques:
Micro e Pequenas Empresas – R$ 24,6 bilhões de saldo no final de 2007, crescimento de 34,4% em comparação a dez/06, com ênfase para as operações para capital de giro que tiveram incremento de 32,5% em 12 meses;
Grandes e Médias Empresas – Saldo de R$ 40,9 bilhões, evolução de 21,6% no ano (não incluídas operações agroindustriais e carteira registrada no exterior).
R$ 10,7 bilhões desembolsados para crédito de investimento
O volume de operações de crédito de investimento, desembolsado em 2007, atingiu R$ 10,7 bilhões, 33,3% superior ao registrado no ano anterior. Foram realizadas 29,3 milhões de operações com repasse de recursos do BNDES, totalizando R$ 5,6 bilhões.
Carteira do agronegócio ultrapassa os R$ 50 bilhões
No Agronegócios, o saldo da carteira atingiu R$ 51,9 bilhões, acréscimo de 15,1% em 2007. A distribuição da carteira de crédito do BB é de 19,9% para Pessoas Físicas, 40,7% para Pessoas Jurídicas, 32,3% para o Agronegócio e 7,1% empréstimos no exterior.
Devido à maior participação da carteira rural no total da carteira de crédito do Banco, seu menor crescimento foi preponderante para que o desempenho total da carteira ficasse abaixo do crescimento do crédito do sistema financeiro em 2007, o que contribuiu para a redução na participação de mercado verificada neste período.
Margem financeira cresce amparada pela ampliação do crédito
A ampliação do crédito explica o crescimento da margem financeira (receitas menos despesas financeiras) e o aumento da participação dos ativos rentáveis no total de ativos em 110 pontos base, passando de 81,5 % em dez/06 para R$ 82,6 % em dez/07.
Depósitos crescem 18,5% no período
Em dez/07, o BB registrou R$ 188,3 bilhões captados em depósitos totais, crescimento de 18,5% em relação a dez/06, enquanto as captações de poupança cresceram 24,9% no mesmo período, atingindo R$ 45,8 bilhões. O Banco do Brasil manteve sua condição de principal destino dos depósitos à vista dos brasileiros, registrando saldo de R$ 51,3 bilhões no final de 2007, aumento de 28,1% em 12 meses.
Despesas de PCLD registram queda no exercício
A par do bom desempenho na intermediação financeira, em 2007 as despesas de Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD), que somaram R$ 5,4 bilhões, apresentaram queda de 6,3% em relação a 2006. Essa redução decorre, basicamente, da melhora observada no risco da carteira de crédito ao longo do exercício de 2007. Mesmo com o crescimento do crédito, a inadimplência manteve-se sob controle, com índice de despesa de provisão sobre a carteira de crédito reduzindo de 5% no ano anterior para 3,7% ao final de 2007.
RPS atingem R$ 9,9 bilhões
As Receitas de Prestação de Serviços (RPS) atingiram R$ 9,9 bilhões em 2007, crescimento de 11,4% no ano, impulsionadas sobretudo pelo crescimento da base de cartões, pelo incremento de 20,5% no volume de recursos administrados em fundos, que agregou R$ 1,7 bilhões nas RPS, e pelo crescimento da base de clientes.
Base de cartões cresce 22,5% no ano
O faturamento com cartões atingiu R$ 49,3 bilhões, crescimento de 30,1% em relação a 2006. O BB evoluiu sua participação de mercado no volume de faturamento de 15,2% em 2006 para 15,8% em 2007, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A base de cartões cresceu 22,5%, alcançando 69,1 milhões de cartões ativos. As RPS de cartões totalizaram R$ 855 milhões no ano, 19% a mais do que em 2006, o que representa 8,6% do total de RPS do BB, em 2007, contra 8,1% no ano anterior.
Seguros, previdência e capitalização agregam R$ 1,2 bi às receitas do BB
Os negócios com seguros, previdência e capitalização agregaram, entre resultado de equivalência patrimonial e receita de serviço, R$ 1,2 bilhão às receitas do BB, incremento de 6,9% em relação a 2006.
BB é líder em administração de recursos de terceiros
A BB DTVM alcançou R$ 220,1 bilhões em recursos administrados, evolução de 20,5% em 12 meses. Com isso, a Empresa manteve sua liderança como maior administradora de recursos de terceiros da América Latina, com 18,3% de participação de mercado.
Excluídos efeitos extraordinários, despesas de pessoal decrescem
Do lado dos custos, as Despesas de Pessoal atingiram R$ 9,2 bilhões em 2007, crescimento de 16,4% no ano. Excluindo os efeitos extraordinários (R$ 493 milhões do plano de reestruturação da Cassi e R$ 915 milhões do PAA, os dois itens antes dos impostos), essas despesas teriam um decréscimo de 1,5% no ano, mesmo considerando a contratação de 1.800 novos funcionários no último trimestre e com o aumento salarial de 6% após a campanha salarial de 2007/08.
Excelência em Gestão para ganho de eficiência
No ano de 2007, o Banco implementou o Programa Excelência em Gestão composto por um conjunto de ações que visam melhorar a estrutura de custos e criar condições para a geração de resultados crescentes. As soluções implementadas permitiram o aperfeiçoamento do processo decisório; a centralização de atividades de suporte operacional; o aprimoramento dos parâmetros de relacionamento com clientes; e a liberação de pessoas para realização de negócios.
A estrutura de custos com pessoal também foi racionalizada mediante implementação do PAA, que viabilizou a adesão de cerca de 7 mil funcionários, com idade mínima de 50 anos a 15 anos de contribuição para a PREVI.
Despesas administrativas acompanham crescimento do negócio
O crescimento de 14,7% nas Outras Despesas Administrativas decorre, sobretudo, do aumento do custo dos serviços de vigilância, do incremento nos suprimentos de numerários, e da contratação de serviços terceirizados e temporários, ou seja, serviços diretamente ligados ao crescimento do negócio. O BB incorporou à sua base 1,6 milhão de novas contas correntes, encerrando 2007 com 26 milhões de clientes correntistas, quantidade 6,7% maior que no mesmo período do ano anterior. Para atendê-los, o Banco abriu 184 novas agências e pontos de atendimento. No total, o Banco dispõe de uma rede de 15,3 mil pontos de atendimentos em 3,2 mil municípios, e a maior rede de TAAs do País (39 mil máquinas em dez/07).
Assim, o total das Despesas Administrativas (Despesas de Pessoal e Outras Despesas Administrativas) atingiu R$ 15,9 bilhões, crescimento de 15,7 % em relação a 2006. Excluídos os efeitos extraordinários, o crescimento seria de 5,4%, um ponto percentual acima da inflação, medida pelo IPCA, no ano.
Índices de produtividade melhoram em 2007
O índice de cobertura das despesas de pessoal com as receitas de prestação de serviço caiu para 108,1% em 2007, contra 112,9% em 2006, e o de eficiência registrou 51,4%, contra 47,5% no ano anterior. Todavia, quando se ajustam os índices, expurgando os itens extraordinários mencionados anteriormente, os índices de eficiência e de cobertura de 2007 passam para 46,9% e 127,7%, respectivamente.
Outros Destaques de 2007
Ações do Banco do Brasil – valorização de 47% no ano, a maior entre os bancos listados no Ibovespa, cotada a R$ 30,40. No mesmo período, o Ibovespa apresentou evolução de 43,7%;
Distribuição de Dividendos e/ou JCP – o Conselho de Administração, em março de 2007, aprovou a fixação de payout mínimo de 40% do lucro líquido, com pagamento em periodicidade trimestral;
Desdobramento de Ações BB – Split – Em abril de 2007, a Assembléia Geral de Acionistas do Banco deliberou desdobrar as ações (BBAS3) na proporção 1:3, o que foi efetivado em bolsa de valores no dia 4 de junho de 2007;
Antecipação dos Bônus C – A Assembléia de Acionistas de 23.10.2007 aprovou proposta para antecipação do exercício dos Bônus “C”, possibilitando aos titulares desses Bônus o exercício do seu direito no período de 1º a 30/11/2007, não extinguindo o direito de exercício no período originalmente previsto (de 31.03.2011 a 30.06.2011). Foram exercidos 21,1 milhões de Bônus “C”, correspondentes a 66,2 milhões de ações. 5,9 milhões de Bônus não foram exercidos;
Oferta Pública de Ações – o BB realizou Oferta Pública Secundária de Ações cuja liquidação financeira ocorreu em 19/12/2007. A oferta foi de 117,7 milhões de ações de emissão do BB, sendo 100,4 milhões da BNDESPAR, e 17,3 milhões da Previ, ao preço de R$ 29,25 por ação. O valor total da Oferta foi de R$ 3,4 bilhões. É de se destacar a forte participação de pessoas físicas nessa oferta, 119 mil pessoas, mais do que o dobro obtido na oferta de 2006. Considerando o resultado da oferta e o exercício dos bônus de subscrição, as ações em circulação do Banco saltaram de 14,8% para 21,7%;
Enfoque em novos segmento de varejo – Foram criadas três novas diretorias (Diretoria de Cartões, de Novos Negócios de Varejo e de Seguros, Previdência e Capitalização) para potencializar o ingresso do BB em negócios de varejo, subordinadas à nova Vice-Presidência de Cartões e Novos Negócios de Varejo;
Negociação para incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Em outubro de 2007, foram firmados os termos da operação, condicionada à promulgação de resolução específica do Senado Federal bem como de decreto presidencial para a retirada do Besc e da Bescri do Programa Nacional de Desestatização (PND);
Lançamento da Agenda 21 do BB em maio de 2007, iniciativa pioneira no País. A agenda agrupa os compromissos, define um roteiro e elenca os principais desafios para o processo de incorporação dos princípios socioambientais nos processos administrativos e negociais do BB;
O BB compõe a carteira do ISE desde a criação do índice. Em 2007, o Banco aumentou sua participação para 3,057% (dez.07/nov.08), contra 2,025% em 2006 (dez.06/nov.07).
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