O Santander ocupa o segundo lugar no ranking de empresas privadas e órgãos públicos com maior número de processos trabalhistas no TST. O banco espanhol sofre 4.235 ações
Para as entidades sindicais e de representação essa vice-liderança negativa do Santander, comprova mais uma vez que o banco é um dos que mais desrespeita os direitos dos bancários da ativa e aposentados. A empresa informou que não vai comentar o estudo.
O primeiro colocado é o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com 4.345 processos ativos no mês passado. Em terceiro lugar aparece o Banco do Brasil (3.400 ações), seguido do Itaú (2.523), Caixa Econômica Federal (2.297), Brasil Telecom (1.939), Fiat (1.900), Ceee (1.243), RFFSA (1.108) e Telemar (1.064).
O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho) ministro Vantuil Abdala, atribuiu a liderança do INSS no ranking à contratação de advogados privados para a representação do órgão em processos trabalhistas, principalmente em cidades onde não possui procuradores próprios.
Ele lembrou que os advogados privados têm benefícios ao recorrer até a última instância mesmo quando não têm chance de vitória nesses processos. Procurada, assessoria de imprensa do INSS informou que só deve se pronunciar nesta tarde.
No caso do BB, o número de processos, que alcançava 8.572 em 2004 caiu para 3.400 no mês passado. Segundo o TST, a queda deve-se à busca de soluções para litígios trabalhistas pela via da negociação.
Na Caixa, o número de ações trabalhistas caiu de 6.567 no penúltimo ranking para 2.297 em fevereiro deste ano. Apenas em setembro de 2004, após a divulgação do penúltimo ranking, a Caixa desistiu de 700 processos trabalhistas em que deveria ser derrotada.
O presidente do TST avalia que a redução do número de recursos que envolvam instituições financeiras deve-se também à adoção do ponto eletrônico pelos bancos, reduzindo a demanda dos bancários em relação às horas extras. O pagamento do trabalho extraordinário ainda constitui a principal reclamação dos empregados dos bancos.
Fonte:Afubesp
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