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Saúde Financeira: é tempo de férias

Julho é mês das férias para estudantes e muitos pais procuram conciliar seu descanso com os filhos. Porém, se não houve um planejamento e a grana ficou apertada, o que fazer para a diversão não ficar comprometida e, tampouco, o orçamento da família ficar no vermelho?

Antes de tudo, vale lembrar que as férias são um espelho do bom planejamento e de alguma paciência. Apesar das facilidades de crédito e pagamento, os educadores financeiros não recomendam parcelar o gasto com as férias. “Sair de férias com a família com a tranquilidade de não ter nenhuma dívida na volta ajuda, inclusive, a curtir melhor. Se não tem reserva para pagar, vale a pena buscar formas simples e criatividades de diversão. Mostrar afeto aos familiares não precisa necessariamente de muito dinheiro”, afirma a consultora de planejamento financeiro, Marília Mendes.

Prazos

A especialista lembra que é importante, para quem viaja ao exterior, fazer uma caixinha para comprar moeda estrangeira. Se houver pouco tempo, algo próximo a 12 meses, Marília recomenda a popular caderneta de poupança. Para prazos maiores, ela diz que é possível pensar em alternativas de aplicação.

Juliana Garcia, master coach e especialista em desenvolvimento pessoal e profissional, afirma que o prazo dependerá de alguns fatores. “Quanto maior for o gasto planejado, maior o tempo prévio de preparo. É preciso saber qual a porcentagem do salário que será reservada para as férias. Se a pessoa pode reservar uma porcentagem maior, em um prazo menor será mais fácil ter a quantidade necessária”, comenta Juliana.

A coach afirma que não existem fórmulas que sirvam para todos. Para ela, o importante é se informar e depois adequar as informações à realidade individual. “O que sempre apoio junto aos meus clientes é fazer seu planejamento financeiro de acordo com a sua realidade, a se centrar na solução e desenvolver, de maneira autônoma, o modo mais saudável de se relacionar com seu dinheiro”, explica.

Faltou planejamento. E, agora?

O cuidado com a educação financeira ainda é incipiente no país. Mas para Juliana, situações negativas como a falta de planejamento para as férias em família podem ser uma excelente oportunidade para todos os membros aprenderem a trocar ideias.

“O que todos sugerem? Anote tudo e escute sem julgar. Depois, com a listagem em mãos, comece a elencar o que é possível fazer com os recursos que se tem em mãos. Você pode se surpreender com esse exercício criativo. As férias podem ser muito bem aproveitadas como um tempo de convivência e lazer em família”, afirma.

Juliana recomenda usar a imaginação para driblar a falta de recursos. “Sessões de cinema em casa ou, quem sabe, algo que simplesmente se centre nas relações e deixe o tecnológico de lado, como jogos de mímica, de descobrir o que o outro está desenhando, passeios em parques e zoológicos. Aproveite para curtir roteiros diferentes em sua própria cidade e fuja do comum. Existem diversos programas gratuitos ou a preços populares. É só buscar para encontrar um que agrade a família”, recomenda.

Por dentro da cidade

Marília comenta que, viajar e conhecer lugares novos é ótimo para relaxar, mas que a própria cidade de moradia oferece lugares que muitas vezes os turistas conhecem bem e os moradores não.

Para quem não conhece os pontos turísticos de onde mora, recomendo aproveitar as férias para conhecê-los. Geralmente se cobra pouco ou nada e você pode ter uma grata surpresa. Vale pesquisar na internet e nos jornais. É uma chance de conversar com todos sobre dinheiro e ir criando uma cultura de planejamento em casa”, afirma.

Leia mais:

Férias escolares sem comprometer o orçamento familiar.

As férias acabaram e você ficou no vermelho.

Mais PREVI: conhecimento para um futuro melhor

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Saúde Financeira: um investimento para cada objetivo

Você, participante da PREVI, já possui um plano de previdência para o qual contribui mensalmente e, no caso do PREVI Futuro, pode fazer também contribuições esporádicas. Para este investimento, conta com PREVI para gerir da melhor forma os seus recursos. Mas para outros objetivos – como adquirir um imóvel, financiar os estudos dos filhos, fazer uma viagem para o exterior, comprar um carro -, precisa também fazer uma outra poupança.

Quando um indivíduo decide investir seu dinheiro e parte para o mercado financeiro, antes de qualquer coisa, precisa definir seus objetivos, traçar suas metas e, o mais importante, procurar conhecer as opções que tem e traçar o seu perfil de investidor.

Há sites, como o do Banco do Brasil, por exemplo, que oferecem um teste de “Análise de Perfil de Investidor”, que se propõe identificar o seu perfil e auxiliá-lo na escolha de produtos compatíveis com seus objetivos e expectativas de investimento. Geralmente, as perguntas estão relacionadas aos seus conhecimentos de mercado financeiro, prazo de seus investimentos e sua reação às oscilações do mercado.

Diversificar é o melhor caminho?

É bastante comum ouvir o aconselhamento: “não coloque todos os ovos em uma única cesta”. A estratégia da diversificação é recomendada por muitos especialistas que afirmam que, se um investimento não alcançar o resultado esperado, outra aplicação poderá render bons frutos para o indivíduo.

Edson Magalhães, gerente de negócios da Reserva Metais, afirma que diversificar a carteira de investimento pode reduzir o risco de decisões incorretas e, também, neutralizar performances indesejadas de algum segmento, para que tenham menos impacto no patrimônio do indivíduo. Mas ele alerta: o perfil do investidor irá definir em que tipo de investimento ele deve focar.

Idade, disposição para o risco, grau de conhecimento sobre o mercado financeiro e tempo para acompanhar o próprio investimento são variantes que, segundo o especialista, são fundamentais para um bom negócio.

Referências

Há também profissionais da área que dizem que nem todo mundo que ganha dinheiro investindo usa esse caminho. Aqueles que duvidam da diversificação da carteira possuem dois argumentos:

1) se o investidor não tiver clareza do que está fazendo pode ficar no zero a zero, pois ganha de um lado e perde do outro;
2) as maiores fortunas foram realizadas focadas em um ou em pouquíssimos investimentos. Os defensores dessa linha citam Warren Buffet, megainvestidor norte-americano.

Magalhães até concorda que grandes riscos podem trazer grandes retornos, mas lembra de que o nível educacional dos brasileiros no que tange finanças ainda é muito baixo. Para ele, se espelhar em um sujeito como Buffet pode ser extremamente perigoso, visto que uma figura como o norte-americano possui décadas de conhecimento sobre o mercado financeiro e tem condições de liquidez rápida, por exemplo. “Para a grande maioria dos investidores, me parece muito perigoso adotar uma postura de centralização. Em geral, as pessoas não sabem o que estão fazendo, não entendem o perfil de cada investimento, não conhecem os estatutos e não sabem seus limites”, afirma Magalhães.

O profissional comenta que já coordenou um clube de investimento concentrado. No primeiro ano, o grupo alcançou ótima rentabilidade. Nesse cenário, uma senhora que participava do clube resolveu fazer um saque afirmando que gostaria de retirar apenas o que era referente aos juros e ele ficou incomodado. “Estávamos focados em ações e esse tipo de aplicação não tem juros, tem rendimentos. O pedido dessa senhora me deixou preocupado, pois prova que ela sequer sabia os riscos que estava correndo e tampouco entendia como o seu dinheiro estava sendo investido”, analisa Magalhães.

Conhecimento

Georges Catalão, gestor de investimentos da Lecca, é a favor da diversificação da carteira. Para ele é uma garantia maior para o patrimônio. “Os ativos podem ser relacionados ou não entre si e os movimentos podem provocar quedas ou subidas do investimento. Diversificar gera compensações e reduz as chances de perdas. Mas o fundamental é que ele tenha noção do que está fazendo”, afirma Catação.

O especialista da Lecca reforça: “o investidor precisa saber quanto ele tem para investir, qual o objetivo daquele investimento e qual o horizonte. Conhecer o próprio perfil é importante para saber como diversificar”.

Mais PREVI

Por acreditar que o conhecimento de finanças está intimamente ligado à questão previdenciária, a PREVI lançou, em 2010, o Programa Mais PREVI.

Todas as matérias publicadas às segundas-feiras na coluna Saúde Financeira, sobre planejamento financeiro, finanças para a família e para os filhos, aposentadoria e benefícios do seu plano estão reunidas no espaço do Programa, aqui no site. O espaço reúne informações em textos, áudios e vídeos sobre educação financeira e previdenciária e outros assuntos que podem te ajudar a se preparar para tomar decisões conscientes sobre seu futuro.

Para ler outras matérias publicadas na coluna Saúde Financeira,  clique aqui.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.previ.com.br

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Saúde Financeira: é tempo de férias

Julho é mês das férias para estudantes e muitos pais procuram conciliar seu descanso com os filhos. Porém, se não houve um planejamento e a grana ficou apertada, o que fazer para a diversão não ficar comprometida e, tampouco, o orçamento da família ficar no vermelho?

Antes de tudo, vale lembrar que as férias são um espelho do bom planejamento e de alguma paciência. Apesar das facilidades de crédito e pagamento, os educadores financeiros não recomendam parcelar o gasto com as férias. “Sair de férias com a família com a tranquilidade de não ter nenhuma dívida na volta ajuda, inclusive, a curtir melhor. Se não tem reserva para pagar, vale a pena buscar formas simples e criatividades de diversão. Mostrar afeto aos familiares não precisa necessariamente de muito dinheiro”, afirma a consultora de planejamento financeiro, Marília Mendes.

Prazos

A especialista lembra que é importante, para quem viaja ao exterior, fazer uma caixinha para comprar moeda estrangeira. Se houver pouco tempo, algo próximo a 12 meses, Marília recomenda a popular caderneta de poupança. Para prazos maiores, ela diz que é possível pensar em alternativas de aplicação.

Juliana Garcia, master coach e especialista em desenvolvimento pessoal e profissional, afirma que o prazo dependerá de alguns fatores. “Quanto maior for o gasto planejado, maior o tempo prévio de preparo. É preciso saber qual a porcentagem do salário que será reservada para as férias. Se a pessoa pode reservar uma porcentagem maior, em um prazo menor será mais fácil ter a quantidade necessária”, comenta Juliana.

A coach afirma que não existem fórmulas que sirvam para todos. Para ela, o importante é se informar e depois adequar as informações à realidade individual. “O que sempre apoio junto aos meus clientes é fazer seu planejamento financeiro de acordo com a sua realidade, a se centrar na solução e desenvolver, de maneira autônoma, o modo mais saudável de se relacionar com seu dinheiro”, explica.

Faltou planejamento. E, agora?

O cuidado com a educação financeira ainda é incipiente no país. Mas para Juliana, situações negativas como a falta de planejamento para as férias em família podem ser uma excelente oportunidade para todos os membros aprenderem a trocar ideias.

“O que todos sugerem? Anote tudo e escute sem julgar. Depois, com a listagem em mãos, comece a elencar o que é possível fazer com os recursos que se tem em mãos. Você pode se surpreender com esse exercício criativo. As férias podem ser muito bem aproveitadas como um tempo de convivência e lazer em família”, afirma.

Juliana recomenda usar a imaginação para driblar a falta de recursos. “Sessões de cinema em casa ou, quem sabe, algo que simplesmente se centre nas relações e deixe o tecnológico de lado, como jogos de mímica, de descobrir o que o outro está desenhando, passeios em parques e zoológicos. Aproveite para curtir roteiros diferentes em sua própria cidade e fuja do comum. Existem diversos programas gratuitos ou a preços populares. É só buscar para encontrar um que agrade a família”, recomenda.

Por dentro da cidade

Marília comenta que, viajar e conhecer lugares novos é ótimo para relaxar, mas que a própria cidade de moradia oferece lugares que muitas vezes os turistas conhecem bem e os moradores não.

“Para quem não conhece os pontos turísticos de onde mora, recomendo aproveitar as férias para conhecê-los. Geralmente se cobra pouco ou nada e você pode ter uma grata surpresa. Vale pesquisar na internet e nos jornais. É uma chance de conversar com todos sobre dinheiro e ir criando uma cultura de planejamento em casa”, afirma.
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As férias acabaram e você ficou no vermelho.

 

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