Presidente do Bradesco diz que “crise está no retrovisor”
Embora os bancos privados estejam segurando o crédito, Luiz Carlos Trabuco reconhece que a inadimplência não cresceu
São Paulo – Apesar da saúde financeira dos bancos brasileiros, que passaram longe da crise econômica mundial, o volume de crédito das instituições privadas deve ficar bem abaixo do esperado. Em entrevista coletiva, o diretor-presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, afirmou nesta terça, dia 2, que a carteira de crédito da instituição deverá crescer neste ano pouco acima de 10%, ante expectativa anterior de aumento de 15%.
Apesar da redução da expectativa de crescimento do crédito, o próprio Trabuco declarou que a inadimplência está controlada e que o pior da crise já passou. “Os atrasos estão nos níveis previstos, as taxas estão sob controle. A crise já está no retrovisor”, avaliou.
O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, questiona os motivos que levam grandes bancos, como o Bradesco, a segurar o volume de empréstimos. “Se a inadimplência está controlada e não cresceu e a crise não atingiu os bancos, por que segurar o crédito? O próprio presidente do Bradesco avalia que a crise ‘está no retrovisor’. Então a hora é de aumentar o crédito para que as empresas possam investir na produção, gerar mais empregos e fazer a roda da economia girar”, diz.
Por Redação, com informações do Valor Econômico e DCI – 04/06/2009.
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Bancos públicos ampliam crédito, enquanto privados seguram
As instituições financeiras estatais elevaram a oferta de crédito duas vezes mais que os grandes bancos privados. Entre os pequenos e médios houve retração
São Paulo – Os bancos públicos continuam puxando a expansão do crédito no Brasil, enquanto as instituições financeiras privadas têm segurado a oferta de empréstimos. Segundo dados apresentados nesta quarta-feira, dia 3, pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, os bancos públicos elevaram a oferta de crédito em 19,5% entre setembro de 2008 e abril deste ano. Já os bancos privados grandes tiveram um aumento de 11%, quase a metade. No mesmo período, o volume de crédito emprestado pelos bancos menores caiu 5%, apesar de terem recebido R$ 41,8 bilhões por meio das medidas anunciadas pelo governo.
Segundo Henrique Meirelles, embora os bancos privados médios e pequenos tenham diminuído o crédito, essas instituições continuam captando recursos no valor diário de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões no início de junho. Os bancos menores já receberam recursos no valor de R$ 6 bilhões, captados por meio dos recibos de depósitos bancários garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Esses depósitos com garantia, criados no final de março pelo governo, podem significar uma injeção de até R$ 40 bilhões nesses bancos.
Exemplo dos bancos públicos – A oferta de crédito entre os grandes bancos privados só não é pior porque as instituições financeiras públicas têm aumentado os empréstimos e pressionado a concorrência no setor. Essa linha de atuação, definida pelo governo federal, tem forçado os bancos privados como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Real a reverem suas estratégias de atuação, investindo mais em marketing, reduzindo taxas e aumentando prazos, especialmente no financiamento de veículos, imóveis e consumo.
Dados do BC mostraram retração de 8,1% de março para abril das novas concessões de financiamento de carros, segmento em que os bancos privados têm elevado prazos para até 80 meses. Em abril, as novas concessões para outros bens duráveis (móveis e eletrodomésticos) tiveram retração de 4,7%; para imóveis, de 17,1%, segundo o BC.
Por Redação, com informações de agências – 03/06/2009.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.