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Por 20:35 Sem categoria

Segundo bloco das negociações trata das reivindicações econômicas

A partir de quarta, bancários levam exigências que refletem diretamente no poder aquisitivo dos trabalhadores

São Paulo – Após o resultado final do primeiro bloco, começa nesta quarta-feira, dia 5, a segunda mesa de negociações entre bancários e banqueiros. Agora, serão tratados assuntos econômicos como aumento real de salário, Plano de Lucros e Resultados (PLR) e a contratação da remuneração variável.

A partir deste ano, um novo sistema de negociações prevê a divisão das reivindicações em quatro grandes blocos, sendo que um só começa quando o anterior está encerrado. O primeiro terminou na última sexta-feira, com o esgotamento das conversas sobre os temas Saúde e Condições de Trabalho, Igualdade de Oportunidades, Segurança Bancária e sobre cláusulas novas.

Finalizada, a primeira mesa dá agora lugar para conversas sobre o tema Remuneração Total. Englobam este momento os seguintes assuntos: reajuste salarial; 14º salário; piso; contratação da remuneração variável; participação nos lucros; gratificação de caixa; gratificação semestral; auxílio-refeição; cesta-alimentação; auxílio-creche/babá; 13ª cesta-alimentação e auxílio-educação.

As demais reivindicações são o reajuste salarial de 10,3% (reposição da inflação mais aumento real de 5,5%); a PLR de dois salários mais o valor adicional de R$ 3.500 e a contratação da remuneração variável, que tem o objetivo de que os trabalhadores regrem o pagamento e acabem com a cobrança abusiva de metas.

Para tal, o bancários querem a distribuição de 5% da receita com prestação de serviços de forma igualitária entre todos os bancários, com o pagamento feito após a publicação do balanço trimestral. Além disso, 10% de toda a produção da agência devem ser distribuídos entre os bancários de forma linear. Anualmente um percentual do que for pago será incorporado aos salários.

Auxílio-educação custa pouco para bancos
O Sindicato quer que os bancos estabeleçam em contrato de trabalho o pagamento de auxílio-educação aos funcionários. A bolsa já foi conquistada em alguns bancos, após negociação com o Sindicato, e os números mostram que o custo disso para as instituições é ínfimo. Ou seja, o pagamento é plenamente possível.

No caso do Itaú, por exemplo, considerando o resultado de 2006 e o investimento em auxílio-educação projetado em um ano, com base no que foi gasto em agosto, o valor corresponde a 0,08% do lucro. Já no HSBC, o valor investido nas bolsas em 2006 correspondeu a 0,39% dos ganhos durante o ano. “Com certeza os ganhos dos bancos, com maior capacitação dos seus funcionários, é muito maior que o investimento”, resume o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Cláudia Motta e Elisangela Cordeiro – 03/09/2007.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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