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Seminário avalia formas de avançar na geração de empregos

Nos dias 20 e 21 de fevereiro acontece no Hotel San Raphel (Largo de Arouche, 150 – próximo a estação República), em São Paulo, o seminário “Trabalhar Mais ou Trabalhar Melhor?”, que discutirá uma das principais bandeiras da CUT: a redução da jornada de trabalho. O debate é organizado pela Secretaria de Política Sindical da CUT (SPS) em parceria com o Dieese e demais centrais sindicais.

Segundo estudo da SPS, para que a questão avance é necessário estabelecer um diálogo permanente com o poder público (TST, MTE e Congresso), além de especialistas, entidades empresariais, formadores sindicais e sociedade em geral. O eixo principal da discussão será a redução da jornada de trabalho como parte de uma política de emprego, a relação do tempo no trabalho com a geração de emprego, saúde, formação, negociação coletiva e tempo livre.

Em entrevista ao Portal Mundo do Trabalho-CUT o economista do Dieese, Cássio Calvete, que participará da mesa “Por que reduzir a jornada de Trabalho?”, afirmou que a carga de trabalho brasileira é a mais alta do mundo, e dobrou nos últimos dez anos. Para o economista, a redução da jornada de trabalho é uma forma de dividir os ganhos e uma estratégia que beneficia tanto os empregos formais como os informais. “A redução da jornada gera emprego e melhora a vida de quem já está no mercado. Com isso o poder de barganha de negociação também aumenta”, enfatizou o Calvete.

Já para o professor da Unicamp, Márcio Pochmann, a questão envolve a concepção de construção da sociedade na qual o tempo de trabalho é mais intenso. Hoje, a expectativa de vida é maior e o ingresso no mercado de trabalho é mais tarde. “É tecnicamente possível reduzir a jornada de trabalho dentro de uma sociedade industrial”, salientou o professor.

Para a secretária de Políticas Sindicais da CUT, Rosane Silva, a idéia é sensibilizar e chamar a atenção para esse importante tema. Para avaliar a exposição demasiada ao trabalho e os seus problemas decorrentes, o Dieese elaborou uma pesquisa que será divulgada nesta quarta-feira (15), que aponta entre as principais necessidades humanas o lazer: passar mais tempo com a família e a retomada aos estudos. “Falar em redução da jornada é falar em reorganização do mercado de trabalho; atualmente, uma pessoa cumpre várias funções fechando postos de emprego e gerando esgotamento físico e mental”, enfatizou.

Segundo Rosane, com esse reforço no mercado formal a distribuição de renda do país aumentaria e a mobilização da classe trabalhadora se fortaleceria. A presença de outras centrais sindicais intensifica nossa necessidade de unidade em defesa de bandeiras históricas como a redução da jornada do trabalho. “Quando existe a união as conquistas para os trabalhadores são mais significativas”, concluiu a secretária.

Veja, a seguir, cronograma do Seminário Nacional Sobre a Redução da Jornada do Trabalho:

8:00 Credenciamento e café de recepção aos participantes

8:30 Mesa de abertura

* Presidentes das Centrais Sindicais
* Senador Paulo Paim
* Deputado Federal Inácio Arruda
* Diretor Técnico do DIEESE
* Coordenação da FES

9:30 “Qual o papel do poder público na definição da Jornada de Trabalho?”.

* Poder Executivo: Ministro do Trabalho e do Emprego
* Poder Judiciário: Ministro do Tribunal Superior do Trabalho
* Poder Legislativo: Comissão do Trabalho da Câmara Federal

11:00 Debate da manhã

12:30 Almoço oferecido no Hotel

13:30 “Por que reduzir a Jornada de Trabalho?”.

* Márcio Pochmann – Professor da UNICAMP
* Manuel Campos – Adido trabalhista da Embaixada da Alemanha
* Cássio Calvete – Economista do DIEESE

15:00 “A negociação coletiva é suficiente para garantir um processo de redução da

Jornada de Trabalho?”

* OIT
* Representante dos empregadores
* Representante dos trabalhadores

16:30 Debate da tarde

18:00 Encerramento 1º dia

Fonte: CUT

Por 11:57 Notícias

Seminário avalia formas de avançar na geração de empregos

Nos dias 20 e 21 de fevereiro acontece no Hotel San Raphel (Largo de Arouche, 150 – próximo a estação República), em São Paulo, o seminário “Trabalhar Mais ou Trabalhar Melhor?”, que discutirá uma das principais bandeiras da CUT: a redução da jornada de trabalho. O debate é organizado pela Secretaria de Política Sindical da CUT (SPS) em parceria com o Dieese e demais centrais sindicais.
Segundo estudo da SPS, para que a questão avance é necessário estabelecer um diálogo permanente com o poder público (TST, MTE e Congresso), além de especialistas, entidades empresariais, formadores sindicais e sociedade em geral. O eixo principal da discussão será a redução da jornada de trabalho como parte de uma política de emprego, a relação do tempo no trabalho com a geração de emprego, saúde, formação, negociação coletiva e tempo livre.
Em entrevista ao Portal Mundo do Trabalho-CUT o economista do Dieese, Cássio Calvete, que participará da mesa “Por que reduzir a jornada de Trabalho?”, afirmou que a carga de trabalho brasileira é a mais alta do mundo, e dobrou nos últimos dez anos. Para o economista, a redução da jornada de trabalho é uma forma de dividir os ganhos e uma estratégia que beneficia tanto os empregos formais como os informais. “A redução da jornada gera emprego e melhora a vida de quem já está no mercado. Com isso o poder de barganha de negociação também aumenta”, enfatizou o Calvete.
Já para o professor da Unicamp, Márcio Pochmann, a questão envolve a concepção de construção da sociedade na qual o tempo de trabalho é mais intenso. Hoje, a expectativa de vida é maior e o ingresso no mercado de trabalho é mais tarde. “É tecnicamente possível reduzir a jornada de trabalho dentro de uma sociedade industrial”, salientou o professor.
Para a secretária de Políticas Sindicais da CUT, Rosane Silva, a idéia é sensibilizar e chamar a atenção para esse importante tema. Para avaliar a exposição demasiada ao trabalho e os seus problemas decorrentes, o Dieese elaborou uma pesquisa que será divulgada nesta quarta-feira (15), que aponta entre as principais necessidades humanas o lazer: passar mais tempo com a família e a retomada aos estudos. “Falar em redução da jornada é falar em reorganização do mercado de trabalho; atualmente, uma pessoa cumpre várias funções fechando postos de emprego e gerando esgotamento físico e mental”, enfatizou.
Segundo Rosane, com esse reforço no mercado formal a distribuição de renda do país aumentaria e a mobilização da classe trabalhadora se fortaleceria. A presença de outras centrais sindicais intensifica nossa necessidade de unidade em defesa de bandeiras históricas como a redução da jornada do trabalho. “Quando existe a união as conquistas para os trabalhadores são mais significativas”, concluiu a secretária.
Veja, a seguir, cronograma do Seminário Nacional Sobre a Redução da Jornada do Trabalho:
8:00 Credenciamento e café de recepção aos participantes
8:30 Mesa de abertura
* Presidentes das Centrais Sindicais
* Senador Paulo Paim
* Deputado Federal Inácio Arruda
* Diretor Técnico do DIEESE
* Coordenação da FES
9:30 “Qual o papel do poder público na definição da Jornada de Trabalho?”.
* Poder Executivo: Ministro do Trabalho e do Emprego
* Poder Judiciário: Ministro do Tribunal Superior do Trabalho
* Poder Legislativo: Comissão do Trabalho da Câmara Federal
11:00 Debate da manhã
12:30 Almoço oferecido no Hotel
13:30 “Por que reduzir a Jornada de Trabalho?”.
* Márcio Pochmann – Professor da UNICAMP
* Manuel Campos – Adido trabalhista da Embaixada da Alemanha
* Cássio Calvete – Economista do DIEESE
15:00 “A negociação coletiva é suficiente para garantir um processo de redução da
Jornada de Trabalho?”
* OIT
* Representante dos empregadores
* Representante dos trabalhadores
16:30 Debate da tarde
18:00 Encerramento 1º dia
Fonte: CUT

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