GENEBRA – Os serviços respondem por uma parte crescente do investimento externo direto, em detrimento de setores mais tradicionais, como o industrial. Foi o que revelou ontem relatório publicado em Genebra, pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Segundo o estudo, 60% dos investimentos são direcionados para o setor de serviços. Há dez anos esta proporção não chegava a 30%.
Esse aumento, que afeta tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento, corre em paralelo à perda de investimentos do setor manufatureiro: em 1990, a indústria recebia 40% dos recursos e hoje essa fatia é de 35%. Do total aplicado em serviços, a fatia financeira e comercial caiu de 65% (1990), para 45% (2001). A parcela de recursos em geração e distribuição de eletricidade e telecomunicações passou de 17% para 44%, no mesmo período.
A tradicional concentração dos investimentos externos nos serviços financeiros e comerciais reflete a adiantada expansão internacional das empresas e dos bancos transnacionais. Embora essa tendência continue, as indústrias em questão perderam dinamismo.
Segundo a Unctad, esse aumento do investimento estrangeiro direto nos serviços reflete dois fatores: seu maior peso na economia de países desenvolvidos (dois terços do Produto Interno Bruto).
Em termos absolutos, os investimentos estrangeiros diretos cresceram em todos os setores e em quase todas as indústrias. Na agricultura, exploração florestal e pesca, os desembolsos dobraram entre 1990 e 1991. Os recursos para o setor de serviços, por sua vez, quintuplicaram no mesmo período.
Com Agência EFE
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Por Mhais• 29 de outubro de 2003• 11:58• Sem categoria
SERVIÇOS ATRAEM CAPITAL EXTERNO
GENEBRA – Os serviços respondem por uma parte crescente do investimento externo direto, em detrimento de setores mais tradicionais, como o industrial. Foi o que revelou ontem relatório publicado em Genebra, pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Segundo o estudo, 60% dos investimentos são direcionados para o setor de serviços. Há dez anos esta proporção não chegava a 30%.
Esse aumento, que afeta tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento, corre em paralelo à perda de investimentos do setor manufatureiro: em 1990, a indústria recebia 40% dos recursos e hoje essa fatia é de 35%. Do total aplicado em serviços, a fatia financeira e comercial caiu de 65% (1990), para 45% (2001). A parcela de recursos em geração e distribuição de eletricidade e telecomunicações passou de 17% para 44%, no mesmo período.
A tradicional concentração dos investimentos externos nos serviços financeiros e comerciais reflete a adiantada expansão internacional das empresas e dos bancos transnacionais. Embora essa tendência continue, as indústrias em questão perderam dinamismo.
Segundo a Unctad, esse aumento do investimento estrangeiro direto nos serviços reflete dois fatores: seu maior peso na economia de países desenvolvidos (dois terços do Produto Interno Bruto).
Em termos absolutos, os investimentos estrangeiros diretos cresceram em todos os setores e em quase todas as indústrias. Na agricultura, exploração florestal e pesca, os desembolsos dobraram entre 1990 e 1991. Os recursos para o setor de serviços, por sua vez, quintuplicaram no mesmo período.
Com Agência EFE
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