Brasília – A presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Maria Lúcia Fattorelli, defendeu hoje um reajuste de 51% da tabela de incidência do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Ela criticou a determinação do governo, anunciada pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu, de não reajustar a tabela no próximo ano. Com base em estudo da Unafisco, a sindicalista afirmou que “a perversidade da falta de correção da tabela atinge principalmente as faixas de renda mais baixas”.
Pelo estudo, uma pessoa que ganhava no ano passado R$ 1.500,00 por mês e teve um reajuste para R$ 2.000,00 sofreu um aumento de imposto de mais de 100%, porque contribuía com R$ 34,50 e passou a pagar R$ 109,50 de IR. “É um absurdo (a falta de correção). Ao mesmo tempo em que autoriza a correção de tarifas para as prestadoras de serviço e garante remuneração para o capital e para os lucros, o governo onera o trabalhador”, afirmou Maria Lúcia.
O estudo do Unafisco foi feito com base em dados do IBGE. Pelos números, o IPCA-E acumulado desde janeiro de 1996 é de 77,84%. Em 2001, houve a correção da tabela em 17,50%, e o restante, de acordo com o estudo, é de 51,35%.
Denise Madueño
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Por Mhais• 8 de fevereiro de 2003• 09:32• Sem categoria
SINDICATO DEFENDE REAJUSTE DE 51% DA TABELA DO IR
Brasília – A presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Maria Lúcia Fattorelli, defendeu hoje um reajuste de 51% da tabela de incidência do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Ela criticou a determinação do governo, anunciada pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu, de não reajustar a tabela no próximo ano. Com base em estudo da Unafisco, a sindicalista afirmou que “a perversidade da falta de correção da tabela atinge principalmente as faixas de renda mais baixas”.
Pelo estudo, uma pessoa que ganhava no ano passado R$ 1.500,00 por mês e teve um reajuste para R$ 2.000,00 sofreu um aumento de imposto de mais de 100%, porque contribuía com R$ 34,50 e passou a pagar R$ 109,50 de IR. “É um absurdo (a falta de correção). Ao mesmo tempo em que autoriza a correção de tarifas para as prestadoras de serviço e garante remuneração para o capital e para os lucros, o governo onera o trabalhador”, afirmou Maria Lúcia.
O estudo do Unafisco foi feito com base em dados do IBGE. Pelos números, o IPCA-E acumulado desde janeiro de 1996 é de 77,84%. Em 2001, houve a correção da tabela em 17,50%, e o restante, de acordo com o estudo, é de 51,35%.
Denise Madueño
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