Banco convoca para apresentar soluções para questões históricas do funcionalismo
Na próxima quinta-feira, dia 26, os representantes do funcionalismo de todo o País reúnem-se com a direção do Banco do Brasil – que solicitou o encontro, em Brasília –, para discutir um conjunto de propostas.
O pacote prevê as soluções construídas pelo banco para questões há tempos debatidas entre o funcionalismo: Cassi, Previ, PCC/PCS e o novo programa de metas, intitulado Sinergia.
“Até o presente momento não conhecemos o conteúdo de tais propostas, mas, antes de qualquer conclusão, elas devem ser apreciadas pela comissão de empresa e, se for o caso, negociadas ponto a ponto”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo Rafael Vieira de Matos.
Ele lembra as posições defendidas pelos trabalhadores sobre as questões que o banco afirma ter propostas. No que diz respeito à CASSI, as direções dos sindicatos exigem a revisão das contribuições do banco para os funcionários contratados a partir de 98 (32 mil funcionários, cerca de 40% do quadro) que passaram de 4,5% dos salários, para 3%. “Tal medida ajudaria a solucionar parcialmente o crescente déficit estrutural no plano de associados da entidade, que no ano passado fechou tais contas com resultado negativo de R$ 43,9 milhões.”
Para a Previ, segundo Rafael, é necessário cobrar mais rapidez na implantação da nova Parcela Previ (PP) de R$ 1.468, que ainda não foi implantada e para a qual, seriam utilizados os recursos existentes no fundo paridade. A aplicação do acordo, aprovado amplamente em recente consulta ao funcionalismo do BB, precisa passar por uma série de formalidades junto a órgãos que regulam a previdência. Além disso, diante dos resultados positivos previstos para o fechamento das contas de 2005, é necessário debater a redução das contribuições para ativos e aposentados e o aumento dos benefícios.
Nas discussões a respeito do PCC/PCS, a direção do banco deve atender às expectativas do funcionalismo do BB, revendo uma série de cargos e funções que têm parâmetros inferiores aos do mercado e redimensionar os critérios de ascensão profissional com a adoção de regras claras. Deve também, diminuir as diferenças salariais no plano de carreira, aumentando os interstícios trienais, valorizando o profissional recém ingresso na empresa.
“O BB se comprometeu a apresentar uma proposta para todos os temas, em até 90 dias após a assinatura do acordo. Porém, a direção do BB ainda não cumpriu o que foi prometido”, lembra o diretor.
Fábio Michel, com Seeb SP
Deixe um comentário