“Sempre fui mais técnico do que político”, explica sempre Enio Verri, que embora seja militante do Partido dos Trabalhadores (PT) desde a adolescência, só há pouco tempo decidiu disputar cargos eletivos. Hoje, depois de disputar a Prefeitura de Maringá e vencer uma eleição para deputado estadual, o maringaense de 49 anos conta em seu currículo passagens como secretário municipal de Planejamento, secretário estadual de Planejamento, além de ter ocupado um importante cargo no Ministério do Planejamento. “Todos cargos técnicos”, deixa claro.
No sábado, em solenidade prestigiada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT à sucessão do presidente Lula, ministros, secretários, prefeitos e, principalmente a militância petista, ele assumiu a presidência do diretório estadual de seu partido com o desafio de esquecer o técnico e se tornar mais político do que nunca.
Afinal, o PT está no controle da Nação há oito anos e Enio quem fica com a responsabilidade de conduzir as articulações para que o Paraná ajude o partido a continuar dirigindo o País, ajudar o grupo a eleger o governador do Estado, conservar a representação no Senado e ainda ampliar as cadeiras na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
E todo esse trabalho deve acontecer junto com as atribuições de deputado e de candidato à reeleição.
“Vou concorrer em 2012. Não vou desistir só porque deixei de vencer em uma eleição. Em 2008 tinham vários candidatos à minha frente e terminei no segundo lugar. Vejo um cenário favorável para o futuro”
“Antigamente, se o prefeito fosse de grupo contrário ao do deputado ou do governo, não vinha recurso porque a ideia era matar o prefeito à mingua, para que ele não conseguisse fazer nada”
O DIÁRIO – É um desafio muito pesado presidir o PT em ano de uma eleição importante como essa?
ENIO VERRI – É um desafio, mas nunca fugi de desafios. Com a história que tenho no PT, tenho que estar preparado para o que aparecer, desde que seja para o fortalecimento do partido.
O DIÁRIO – Pelo jeito, com a necessidade de fazer as composições certas o senhor vai ter que conviver com gente que até agora foi adversário histórico?
ENIO VERRI -O PT é historicamente um partido que sabe negociar.
O DIÁRIO – O PT vai mesmo abraçar a candidatura do senador Osmar Dias ao governo do Estado, justo ele que representa os ruralistas, inimigos históricos da ideologia petista?
ENIO VERRI -É questão de estratégia. Se sair um candidato do partido, faremos quanto? Talvez 10% ou 20%. Com o Osmar, o porcentual é muitas vezes maior do que isso, o que significa mais votos do Paraná serão conduzidos para a Dilma. Uma aliança se impõe naturalmente.
O DIÁRIO – O PT era sinônimo de radicalismo, mas hoje dá muito valor às negociações.
ENIO VERRI -Acabou aquela ideia de que temos que ter candidato próprio para mostrar a presença do partido, o que a gente pensa, para provar que o partido vai crescer, coisas assim. Hoje todo mundo já sabe o que a gente faz, nós dirigimos esse País, vencemos essa etapa. Agora é continuar dirigindo esse País. É outra etapa da vida do partido.
O DIÁRIO – O PT indicará o vice para o Osmar?
ENIO VERRI -A ideia do PDT é que indicássemos o vice e o candidato do PT ao Senado tivesse alguém do PDT como suplente. Mas nós abrimos mão do vice e preferimos que o vice seja do PMDB, para continuar a aliança em âmbito nacional.
O DIÁRIO – Mas o PMDB já tem candidato a governador.
ENIO VERRI -Política é dinâmica, tudo é possível. Quando o vice-governador Pessuti (Orlando) acompanhar as pesquisas e perceber que em tão pouco tempo não conseguiu o espaço adequado, talvez sua ideia mude. Ele tem uma história na política paranaense e não vai jogar isso fora.
O DIÁRIO – A falta de candidatos petistas ao governo ocorre também em outros Estados?
ENIO VERRI -Um exemplo é São Paulo, onde o PT não tem candidato à altura de ser eleito e ainda carrear votos para a Dilma. A ideia foi lançar e apoiar o Ciro Gomes, que sempre foi ligado ao governo do presidente Lula.
O DIÁRIO – O senhor está confiante que a Dilma vai ganhar?
ENIO VERRI -Eu acho. A cúpula do partido acha e até partidos de oposição têm estudos que mostram que ela será vencedora.
O DIÁRIO – Mas, o fato de ela nunca ter disputado uma eleição não pode ser um fator negativo quando a campanha esquentar?
ENIO VERRI -O entendimento é que a definição virá quando começarem os programas de TV, quando o PT der início às comparações entre os governos Lula e FHC. Quem tem que fugir desse debate é o Serra.
O DIÁRIO – Mas o Serra pode ter estratégia para anular essas comparações, afinal ele não é o Fernando Henrique.
ENIO VERRI -Um dos problemas do Serra é que ele não está entusiasmado para disputar a Presidência, pois as pesquisas mostram que, contra qualquer candidato, ele seria reeleito governador no primeiro turno. Isso cria um dilema para ele: arriscar disputar a Presidência e perder, acabando com sua carreira política, ou disputar o governo com a certeza de vencer?
O DIÁRIO – O senhor foi o principal adversário do prefeito Silvio Barros na última eleição. Como está seu relacionamento com ele hoje?
ENIO VERRI -Fui eleito pela população para ter uma postura política na Assembleia ou mesmo como secretário e para defender os interesses da cidade. Tenho tido uma relação civilizada com o prefeito e tenho ajudado bastante, trouxe muito recurso para a cidade. Se eu não ajudar o prefeito, não é a ele que prejudico e sim à cidade. Temos tido uma relação muito madura, sempre nos eventos ele cita que “o Enio tem ajudado muito à cidade”, quando precisa de ajuda ele me liga e eu vou atrás.
O DIÁRIO – O senhor acha que política de Maringá mudou?
ENIO VERRI -Mudou e mudou muito. Mudaram a política e os políticos. Antigamente, se o prefeito fosse de grupo contrário ao do deputado ou do governo, não vinha recurso porque a ideia era matar o prefeito à mingua, para que ele não conseguisse fazer nada. Posso garantir que isso não acontece mais em Maringá e cito o exemplo do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), que é do PT e trata os prefeitos de todos os partidos da mesma forma, sem privilégio para prefeitos petistas. Eu também, tanto como deputado quanto como secretário, sempre trouxe recursos para Maringá.
O DIÁRIO – O senhor ainda pensa em disputar a prefeitura de Maringá?
ENIO VERRI -Penso sim, Vou concorrer em 2012. Não vou desistir só porque deixei de vencer em uma eleição. Em 2008 tinham vários candidatos à minha frente e terminei no segundo lugar. Vejo um cenário favorável para o futuro.
Por Luiz de Carvalho – carvalho@odiariomaringa.com.br
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/235416
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08/02/2010
Conjuntura política é apresentada na primeira reunião do Diretório Estadual
Neste sábado (8) aconteceu a primeira reunião do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores de 2010. Na pauta os assuntos tratados foram a conjuntura política do PT no estado e os nomes que vão compor o novo Diretório e Executiva Estadual.
Na apresentação da conjuntura política foram destacados os possíveis cenários para o PT no Paraná. Foi enfatizada a decisão no que diz respeito ao posicionamento do PT do Paraná para as eleições de 2010, que será anunciada no mês de março, conforme deliberação da última reunião do Diretório em 2009.
“Temos um grande desafio neste ano de 2010, somos parte que fortalece um projeto nacional. Neste Diretório colocamos a conjuntura, e a decisão final, conforme os debates, será no mês de março”, explica Ênio Verri, presidente eleito do PT/PR.
Também durante a reunião, Rose Zanardo, secretaria de Formação Política do PT/PR, informou sobre o resultado do Projeto Memórias, o livro que resgata a primeira década da história do partido no Paraná. “Estou aqui hoje para trazer para vocês o nosso livro do Projeto Memórias, Os Anos Heroicos”, destacou Rose. E acrescentou que “desde o ano passado a equipe do Projeto correu o estado para retratar toda a história que o PT construiu desde 1980 até 1990. É um presente que preparamos para o partido, pois este livro resgata o que nós somos”. “A missão foi cumprida, e os anos heróicos valeram a pena”, finalizou.
A próxima reunião da Executiva, já com a nova composição, ficou marcada para próximo dia primeiro de março. Na pauta o planejamento para 2010.
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10/02/2010
PT e PDT do Paraná elaboram juntos uma Carta de Princípios
Acabou há pouco a reunião na casa do senador Osmar Dias, em que estavam presentes, além do senador, o presidente eleito do PT Nacional – José Eduardo Dutra -, presidente do PT/PR Ênio Verri e o deputado federal Ângelo Vanhoni.
A pauta foi a conjuntura da política paranaense. Dutra teve a missão de levar um recado de Lula, dizer que o Presidente está engajado na construção desta aliança, PT e PDT e demais partidos da base aliada, para a construção de um palanque único e forte no Paraná.
Depois da conversa, ficou acordado que representantes do PT e PDT, de imediato, vão elaborar uma Carta de Princípios, que vai salientar, por exemplo, a manutenção dos 30% na educação, o porto público e outras políticas que são desenvolvidas no Paraná e que podem ser ampliadas.
A Carta vai ser a essência das diretrizes do Programa de Governo dessa aliança, PT e PDT e demais partidos da base aliada. Segundo Ênio Verri, o destaque principal do debate foi a necessidade de constar nessa Carta de Princípios a ampliação dos programas sociais. “Ou seja, total implantação e apoio dos programas sociais defendidos pelo governo Lula. Além de aproveitá-los, vamos ampliá-los, que é uma questão bastante importante”, explicou.
“Destacamos ainda, a importância do PT e PDT estarem juntos neste processo eleitoral, onde poderemos formar uma aliança ampla, com pelo menos oito partidos. Vamos trabalhar muito forte para que isto se torne realidade. PT e PDT terão uma relação de forma conjunta, trabalhando com afinco para eleição do Governador e dos senadores, também da nossa candidata a Presidência da República. Assim também como na candidatura dos nossos deputados federais e estaduais”, acrescentou.
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08/02/2010
Dilma ressalta importância do PT na história do Brasil
O PT é o partido da aliança social. Foi com esta frase que a ministra Dilma Roussef abriu o discurso na festa de 30 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores, que aconteceu no sábado (6), em Colombo,na Grande Curitiba. Na abertura das comemorações, a ministra destacou a importância do PT nas transformações sociais porque passa o Brasil. “Nosso país esta cada vez melhor. O presidente Lula, do partido dos Trabalhadores, tirou 20 milhões de pessoas da pobreza, melhorou a vida dos agricultores familiares, valorizou a Petrobras, além de outros avanços sociais que estão permitindo a inclusão social de milhões de brasileiros”, disse Dilma.
O evento reuniu as principais lideranças do partido do Paraná. O ministro Paulo Bernardo, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, o secretário especial do presidente Lula, Gilberto Carvalho, deputados estaduais, deputados federais, prefeitos, vereadores, militantes históricos e a pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann participaram da posse do novo presidente estadual do partido, o deputado estadual Enio Verri.
Dilma destacou em seu discurso a importância do PT na construção da democracia brasileira. “Somos um partido libertário, que deu voz a quem não tinha voz. Somos o partido que por 30 anos lutou para mostrar a sociedade que é possível crescimento econômico e desenvolvimento social”, disse. Dilma ressaltou que o PT tem garantido melhorias no salário mínimo e a inclusão de milhões de brasileiros a classe média.
“A festa do PT é uma celebração às conquistas do povo brasileiro com o governo do presidente Lula. Ter a participação da ministra Dilma Roussef que personificará a continuidade desse projeto é um orgulho para nós petistas”, comentou a pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.pt-pr.org.br.