O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou o entusiasmo tucano pelas privatizações durante o lançamento da candidatura presidencial de José Serra, no sábado (10), em Brasília. De acordo com ele, o momento em que houve mais aplausos no evento tucano foi quando o ex-governador Aécio defendeu as privatizações de Fernando Henrique Cardoso. “Quem faz uma defesa dessa pode estar pensando que é melhor entregar os dedos porque os anéis já foram entregues. Ou quem sabe entregar os braços porque os dedos já foram entregues há muito tempo. Não podemos esquecer que a Petrobrás era para ser privatizada. Petrobrax, era para ser o nome”, afirmou Lula, no ato com as centrais em São Bernardo.
O presidente disse que recusa os aplausos privatistas. “Não é que eu seja estatista, mas se não fosse o Estado brasileiro, se não fosse o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES nós teríamos sucumbido na crise no ano passado”, ponderou.
Lula lembrou que a Petrobrás ficou impedida de investir e que estava predestinada a quebrar na época de FHC. “Foi graças à gente aumentar em cinco vezes o investimento em pesquisa que a Petrobrás encontrou o pré-sal em áreas que já tinha pesquisado petróleo, porque perfurou mais fundo”, observou o presidente.
“O Brasil pode mais nas palavras dos nossos adversários, mas nós dizemos que fazemos mais”, destacou Lula. “Aqueles que dizem que o Brasil pode mais, terminaram o mandato de oito anos sem fazer uma única universidade. Mas eu, que tenho só o quarto ano primário e um diploma do Senai, tenho diploma de vergonha e de compromisso com este país. Eu quero para meus filhos e para os meu netos aquilo que eu não pude ter, que é uma escola pública de qualidade”, acrescentou.
Segundo Lula, “os adversários agora vão começar a dizer que a Dilma é terrorista, que ela é dura. Conheço um monte de empresários e de intelectuais e posso garantir para vocês que não existe ninguém no país com a competência gerencial que tem a companheira Dilma Rousseff”.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.
===============================================
Centrais sindicais fecham apoio a Dilma e a Mercadante
Classe trabalhadora assumiu candidatura da ex-ministra, diz Lula
“Dilma, a classe trabalhadora brasileira acaba de assumir sua candidatura”, afirma o presidente
Cinco centrais sindicais brasileiras — Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), e União Geral dos Trabalhadores (UGT) — declararam apoio a ex-ministra Dilma Rousseff, pré candidata do PT à presidência da República, e ao senador Aloízio Mercadante, pré-candidato do partido ao governo de São Paulo.
“É a primeira vez na história que a gente sai com uma aliança tão ampla, apoiado pelas centrais sindicais do Brasil, tanto a candidatura da Dilma à presidência, quanto a minha ao governo de São Paulo”, comemorou Mercadante.
As entidades estiveram junto com a ex-ministra da Casa Civil e o senador na manhã deste sábado (10),em ato na Sewde do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, que divulgou estudo do Dieese sobre emprego e qualificação profissional.
“Um dos desafios dos trabalhadores é impedir o retrocesso”, afirmou Artur Henrique, presidente da CUT, logo após fazer uma comparação entre os oito anos do governo tucano de FHC e o governo Lula. Sobre São Paulo, Artur disse que “chegou a hora de acabar com o autoritarismo”, em crítica ao governo tucano de José Serra.
“Serra nunca gostou de trabalhador”, alfinetou Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, lembrando que os servidores públicos, especialmente professores, nunca conseguiram uma negociação com o governo do PSDB.
“Nosso lado é o do crescimento com emprego e não o da doação do patrimônio público”, criticou Wagner Gomes, presidente da CTB, sobre a política de privatização do governo do PSDB.
O presidente Lula ficou bastante satisfeito com a manifestação. “Dilma, a classe trabalhadora brasileira acaba de assumir sua candidatura”, afirmou o presidente da República olhando para a ex-ministra.
Dilma agradeceu o apoio e prometeu que não abre mão de seus princípios, não desrespeita a riqueza nacional e respeita e reconhece os movimentos sociais.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.smabc.org.br.