Contraf-CUT na Marcha das Mulheres exige igualdade de oportunidades
A Marcha das Mulheres realizada em São Paulo e iniciada em Campinas, avança nesta terça, 16 de março, pelo interior do Estado, e chega até a cidade de Perus, exigindo igualdade de oportunidades e a capacidade de todos em respeitar as diferenças. A Contraf-CUT está representada pela secretária de políticas sociais, Deise Recoaro.
Com o apoio do carro de som, a mobilização que conta com a adesão de cerca de 2.000 mulheres, segue pela Rodovia Anhanguera, em fila dupla e acostamento. “Estamos em frente à Natura, empresa de cosméticos que emprega mão de obra feminina para dizer que as mulheres precisam ser valorizadas, que não somos mercadoria e também para reafirmarmos que a nossa luta acontece todos os dias”, afirma Deise Recoaro.
Debate
No período da tarde a marcha das mulheres terá encontro com a filha de Che Guevara, Aleida Guevara, para debater a luta pela transformação da sociedade, sob o tema Paz e Desmilitarização. Local: Rodovia Anhanguera, Km 25,5 s/n – São Paulo – F: 11- 3916-6200/ 3911-0191.
Programação
A 3ª Marcha Mundial das Mulheres seguirá para Osasco na quarta 17 e será encerrada com ato público na quinta-feira, 18 de março, no estádio do Pacaembú. Rua Capivari, 213, São Paulo.
“Convocamos todos os cutistas dos sindicatos e federações para participar do ato de encerramento dessa mobilização que marca os 10 anos da Marcha Mundial das Mulheres e os 100 anos do Dia Internacional das Mulheres”, finaliza Deise Recoaro.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.
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Direto de São Paulo, bancária que participa da marcha relata dia-a-dia das mulheres
A redação do SindBancários entrou em contato nesta terça, dia 16, com a bancária e presidente da Apcef/RS, Célia Zingler, uma das duas mil mulheres que saíram de Campinas no dia 8 de março rumo a São Paulo. Entre os temas, Célia fala sobre a organização e a distribuição das tarefas diárias, os aplausos e as ofensas que as mulheres têm escutado e sobre as atividades políticas diárias organizadas pela Marcha Mundial das Mulheres (MMM).
Depois de oito dias marchando, garantindo não ter passado por nenhuma preparação física antes da maratona, só psicológica, Célia afirma não estar cansada. “Todos os dias, percorremos entre 10 a 14 km. Mas está tranquilo. A gente caminha por um tempo, depois descansa. Às vezes está muito quente, aí fica mais difícil. Mas os dois últimos dias o clima ajudou bastante, até choveu”, explica a bancária.
Quando questionada sobre a interação com o público, a presidente da Apcef/RS destaca principalmente a curiosidade da população que não tinha conhecimento da caminhada. “Muita gente não sabia da atividade. Quando tomam conhecimento do motivo e todo o percurso que fizemos e vamos fazer, as pessoas nos aplaudem muito. Em alguns locais, principalmente cidades maiores, as prefeituras nos recebem com shows e até com café da manhã”, diz admirada.
Empolgada, ela garante que a grande visibilidade está servindo para passar a mensagem de que as mulheres marcharão e não desistirão de lutar até estarem livres da desigualdade e do preconceito. A bancária ainda lembra as palestras e oficinas que ocorrem diariamente. “Todos os dias, geralmente à tarde, participamos de debates políticos. Além de protestar, estamos adquirindo conhecimento, nos formando politicamente”.
Célia se mostra indignada apenas com a atitude de alguns homens, que as ofendem ao passar pela marcha. “Em alguns lugares, como na rodovia Anhanguera, uma das pistas acabou sendo paralisada para que possamos passar. Tivemos que escutar alguns homens mandando a gente ir trabalhar, perguntando se não tínhamos mais nada pra fazer… Em dois ou três lugares quiseram passar com os carros por cima de nós”, relata a bancária, garantindo que essas afrontas não as assustam.
Célia também ressalta a solidariedade que há entre as mulheres. “Todo mundo se ajuda, todas temos uma madrinha para cuidar, para que ninguém se perca caso alguém se machuque e fique para trás. Estamos e precisamos estar bem organizadas, tanto em questões como saúde e segurança. Se alguém está com bolhas no pé, sente-se mal, há pessoas especializadas para cuidar delas; uma ambulância sempre nos acompanha”.
A alimentação é outro ponto que recebe bastante atenção. Segundo Célia, a comida é feita de forma centralizada e o cardápio sempre prevê alimentos energéticos. “Todas nós recebemos nossas viandas, onde não pode faltar arroz, feijão, alguma carne e verduras. Também insistimos para que as mulheres comam bastante bananas”.
A previsão de chegada em São Paulo é na quinta, dia 18. Segundo Célia, a expectativa é de que haja uma recepção calorosa por parte dos paulistanos. Ela ainda faz menção de que todo dia mais pessoas estão se integrando a caminhada, e de que outras pessoas, oriundas de outras cidades e estados, chegarão a São Paulo no mesmo dia para esperar as mulheres.
A caminhada está prevista no calendário da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Integram o momento pelo menos outros 50 países, que estão realizando marchas e outras atividades de luta.
Fonte: Imprensa/SindBancários
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.sindbancarios.org.br.