Lutas por bandeiras como igualdade de direitos e salários estiveram presentes desde a fundação do Sindicato
São Paulo – A extensão da licença-maternidade para seis meses, garantida na campanha nacional unificada de 2009, representou uma grande vitória para todas as bancárias e confirma um histórico de conquistas das mulheres da categoria.
“O Sindicato sempre levantou a bandeira da igualdade de direitos”, lembra a diretora de entidade Marta Soares dos Santos, destacando que, quando a representação foi fundada, em 1923, já aceitava a filiação de mulheres, ao contrário das maioria das entidades de classe da época.
Rapidamente as bancárias organizaram-se e iniciaram a luta pelos seus direitos. A coluna feminina de uma edição da Folha Bancária de 1934 chama “todas as bancárias à luta consciente pela conquista de seus direitos políticos e econômicos, à liberdade de agir e pensar” e por “equiparação salarial e direito à maternidade”.
Em 1963, as bancárias participaram ativamente da 1ª Conferência Nacional da Mulher Trabalhadora, com destaque para a atuação de Maria Andrade, que levantou bandeiras como a jornada de seis horas e o salário-família. O 1º Encontro da Mulher Bancária aconteceu em 1981, ano em que foi conquistado o auxílio creche/babá. Em princípio, só os pais com filhos de até 70 meses de idade eram contemplados. Na campanha salarial de 1992 foi garantida a extensão para pais de crianças com até sete anos completos.
Em 2000, a categoria foi a primeira a conquistar a cláusula de igualdade de oportunidades em convenção coletiva. “Sabemos que ainda estamos longe de poder considerar este direito plenamente respeitado, mas só o fato de estar na convenção coletiva já é uma vitória, pois quando nos reunimos com o banco usamos isso como base para as negociações”, diz Marta.
Ela lembra que, apesar de as bancárias já serem metade da categoria, 60% dos bancários que recebem até três salários mínimos são mulheres. E, conforme o salário cresce, a participação feminina cai, até chegar na faixa dos 20 salários ou mais, na qual apenas 26% são mulheres. “A diferença salarial para funções idênticas chega a 30% a menos para as mulheres em alguns casos”, denuncia.
No início dos anos 2000, o Sindicato encampou uma campanha pela divisão mais justa das tarefas no lar, as relações compartilhadas. “Esse é um dos temas permanentes da nossa luta, que nunca saem da pauta”, diz Marta.
Por Danilo Pretti Di Giorgi – 10/03/2010.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.