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Por 17:37 HSBC

Trabalhadores bancários querem a integralidade da Participação nos Lucros e Resultados no banco HSBC; pagamento acontece no dia 26

Sindicato de Curitiba e Região cobra pagamento integral da PLR no HSBC

Todos os anos, o banco é um dos últimos a divulgar o balanço. Bancários aguardam com ansiedade o valor a ser pago de PLR.

No início desta semana, o HSBC informou que efetuará o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no dia 26 de fevereiro. No entanto, como já é de costume, o banco ainda não divulgou o balanço referente ao ano de 2009. Ou seja, os bancários continuam sem saber se receberão ou não o teto da regra básica.

Diante deste impasse, o movimento sindical continua pressionando o HSBC para que seja pago o valor integral da PLR estabelecida na Convenção Coletiva de Trabalho. “Remunerar justamente e valorizar seus trabalhadores é o mínimo que o banco pode fazer neste momento”, afirma Carlos Alberto Kanak, secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados do HSBC (COE/HSBC).

Ainda durante esta semana, a COE/HSBC esteve reunida para debater a questão da PLR e discutir possíveis ações de mobilização. “Outros bancos privados já divulgaram seus balanços e confirmaram o pagamento da regra cheia. Esperamos que o HSBC também faça isso”, pontua Kanak.

Proteção ao emprego – Diante das novas regras estabelecidas pela Febraban para o Serviço de Compensação (Secom), o movimento sindical já está exigindo do HSBC o compromisso de adotar medidas de proteção ao emprego dos trabalhadores desta área. Os representantes dos bancários solicitaram ao banco, para a próxima reunião de negociação, a presença de um gestor que possa explicar quais serão as medidas internas tomadas.

Por: Renata Ortega.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.

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Remuneração de executivos opõe HSBC a seus investidores

O HSBC está em rota de colisão com alguns de seus maiores investidores em torno de planos para aumentar os salários dos seus executivos mais graduados no conselho de administração em 30% ou mais.

O banco iniciou consultas com seus investidores mais importantes sobre planos de conceder a Michael Geoghegan, o executivo-chefe, um aumento salarial de aproximadamente 35% em 2010.

O salário base de Geoghegan – sobre o qual todos os seus demais prêmios são calculados – foi de 1,07 milhão de libras esterlinas (US$ 1,6 milhão) em 2008 e permaneceu congelado no ano passado. O salário do diretor de Finanças, Douglas Flint, foi de 700 mil libras esterlinas em 2008 e também foi congelado em 2009. Sua base aumentará em pouco menos de 30% em 2010.

A remuneração de Geoghegan se compara com o salário de 1,1 milhão de libras esterlinas recebido em 2008 por John Varley, executivo-chefe do Barclays, seu maior rival do Reino Unido. Chris Lucas, diretor financeiro do Barclays, recebeu 638 mil libras esterlinas em 2008. Stephen Green, o presidente do conselho de administração, que no mês passado fez duras críticas contra o nível inflado e a estrutura distorcida das gratificações nos bancos, não receberá aumento salarial.

Os investidores estão cada vez mais sensíveis a planos de remuneração corporativos, depois que órgãos reguladores e líderes políticos os instaram a ser melhores “condutores” e a assegurar que os conselhos de administração prestem contas sobre remuneração dos executivos.

“Os investidores tendem a dirigir perguntas inquisitivas ao HSBC, tendo em vista o tamanho do aumento concedido aos mais altos executivos do banco no clima atual”, diz o chefe de um grupo de investidores, que acrescentou que os acionistas não poderão votar sobre o aumento nos salários-base.

O HSBC, que no ano passado captou 13,5 bilhões de libras esterlinas no que à época foi considerada a maior emissão de direitos do mundo, disse que os aumentos salariais foram concebidos para refletir uma mudança nas responsabilidades de Geoghegan e Flint.

Geoghegan transferiu no ano passado sua base para o regime de baixa tributação de Hong Kong. Flint assumiu responsabilidades adicionais no conselho de administração, passando a responder pela área de conformidade às normas, regulação e risco.

Vários investidores destacados do Reino Unido disseram que estão apreensivos porque um aumento de até 40% nos salários dos diretores poderá elevar não só a remuneração total neste ano, mas também a remuneração futura. A maioria dos itens particulares da remuneração é calculada como múltiplos do salários-base.

Erik Breen, encarregado de investimento responsável na Robeco na Holanda, que criticou os planos de remuneração da Shell no ano passado, disse ontem: “Um aumento nos salários deveria ser acompanhado por uma redução no elemento variável da remuneração”.

Em nota, o HSBC respondeu: “É importante ressaltar que o HSBC não se apropriou de nenhum dinheiro do contribuinte e que temos sido lucrativos, geramos capital, pagamos dividendos e continuamos completamente abertos para negócios durante toda a crise”.

Por Kate Burgess. Financial Times (Publicado no Valor Econômico)

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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