Trabalhadores entregaram documento a órgão que fiscaliza a previdência complementar pedindo impugnação das alterações impostas pelo banco
São Paulo – Os trabalhadores do Grupo Santander Brasil recorreram à Secretaria de Previdência Complementar (SPC) para impedir as mudanças no fundo de pensão dos funcionários, o HolandaPrevi. O banco alterou as regras de funcionamento do plano sem negociar com os participantes do fundo.
Os dirigentes sindicais Marcelo Gonçalves, do Sindicato, Ademir Wiederkehr, da Contraf-CUT, José Reinaldo, da Afubesp, Orlando Pucceti, do Sindicato do ABC, e o presidente da Anapar, José Ricardo Sasseron, estiveram em Brasília na quarta-feira, dia 17, em reunião com o secretário da pasta, Ricardo Pena, que fiscaliza os planos de previdência complementar. Durante o encontro foi entregue um documento detalhando como as mudanças trazem prejuízos para os participantes e funcionários do antigo Real.
“Alterar as regras com o jogo em andamento e ainda sem diálogo e negociação com as partes interessadas, nesse caso com os trabalhadores, contradiz o que sempre diz o presidente do Santander, que vive ressaltando que o jogo tem que ser jogado na bola e não na canela. Isso foi uma canelada. Na Espanha essa atitude não ocorreria”, afirma o funcionário do grupo Santander e diretor do Sindicato Marcelo Gonçalves.
O Sindicato continua orientando aos trabalhadores do Real a não aderir ao novo plano e acompanhar o desdobramento por meio do site e da Folha Bancária.
Por Carlos Fernandes – 18/06/2009.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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Bancários pedem manutenção do plano antigo do HolandaPrevi na SPC
A Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a Afubesp entraram com recurso administrativo na Secretaria da Previdência Complementar (SPC), pedindo a impugnação do registro e a manutenção do plano antigo do HolandaPrevi, extinto unilateralmente pelo Santander desde o dia 1º de junho. O documento foi recebido pelo secretário Ricardo Pena, durante audiência realizada na quarta-feira, dia 17, nas dependências do Ministério da Previdência, em Brasília.
Estiveram presentes o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, o empregado do ex-Real e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Marcelo Gonçalves, o funcionário do Santander e secretário-geral da Afubesp, José Reinaldo Martins, e o empregado do ex-Real e diretor do Sindicato dos Bancários do ABC, Orlando Puccetti.
A reunião foi solicitada pelo presidente nacional da Anapar, José Ricardo Sasseron, que participou junto com a secretária-geral da Anapar, Cláudia Ricardone. Acompanhou o secretário a diretora de análise técnica da SPC, Maria Ester Veras.
“Queremos salvaguardar os direitos dos atuais 32 mil participantes do HolandaPrevi. O banco extinguiu o plano antigo e diminuiu as suas contribuições, o que significa redução nas complementações de aposentadoria”, afirmou o representante da Contraf-CUT. “Não houve negociação com as entidades sindicais. O banco fez somente uma apresentação, disse que levou nove meses para fazer o novo plano, distribuiu uma cartilha e se recusa a corrigir injustiças e discutir melhorias”.
Marcelo acrescentou que, além de não dialogar com o movimento sindical, o HolandaPrevi não tem representantes eleitos pelos participantes nos Conselhos Deliberativo e Fiscal, contrariando o que o banco publicou na cartilha entregue aos funcionários. “Existem pessoas nomeadas pelo banco, sem representatividade e sem compromisso com os interesses dos participantes”, salientou. “Aliás, o estatuto não prevê eleições”.
Zé Reinaldo ressaltou que o novo plano é positivo para os chamados sem-prev do banco, os que não tinham contribuições da patrocinadora. “Mas é inaceitável a mudança do plano antigo, o que traz perdas para os participantes”, ressaltou. Ele também chamou a atenção para a alteração do benefício de risco, que antes era custeado pela patrocinadora.
Orlando lamentou a mudança das regras do HolandaPrevi, frisando que “o único objetivo do Santander é diminuir o dispêndio de recursos com o fundo de pensão”. Para ele, “há uma quebra na expectativa de complementação de aposentadoria”.
Após ouvir os bancários, Pena disse que a área técnica vai examinar o requerimento das entidades e declarou que uma das finalidades da SPC “é preservar o direito do participante”. Ele ainda se colocou à disposição para mediar um diálogo entre as partes.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.