Várias unidades de cooperativas de crédito da região de Toledo estão sem expediente ou terão sua abertura atrasada. As paralisações desta quinta-feira (19), organizadas por sindicatos que representam os trabalhadores das cooperativas de crédito de todo o Paraná, são uma resposta a proposta indecente apresentada pela Ocepar, entidade que representa as cooperativas de crédito nas negociações salariais. As atividades envolveram unidades do Sicoob, Sicredi e controladorias regionais em Toledo e região.
A categoria iniciou as mobilizações ontem (18) quando em todo o Paraná foram realizadas paralisações e atividades de conscientização junto aos trabalhadores, associados e clientes, distribuição de panfletos e reuniões. “Essas ações deverão continuar nas próximas semanas até que exista um posicionamento mais sério dos diretores das cooperativas de crédito em devolver aos trabalhadores o que lhes é de direito”, afirma Gilberto Gedeão Soares, representante da FETEC-CUT-PR nas negociações.
Reivindicações
Os trabalhadores das cooperativas de crédito reivindicam em sua minuta, entregue no mês de junho, atualização dos salários, com referência no Acordo não renovado de 1996/1997, retorno e atualização dos tíquetes alimentação/refeição, também com base no Acordo de 1996/1997, novo modelo de Participação nas Sobras e assistência médica e odontológica.
Proposta foi recusada prontamente
No dia 11 de outubro, depois de muito atraso, finalmente a Ocepar apresentou uma proposta para a assinatura do Acordo Coletivo 2006/2007. A lentidão no processo infelizmente não significou cláusulas que atendessem as necessidades dos trabalhadores. A proposta limitou-se a renovar o Acordo Coletivo atual e propor a implantação da jornada de oito horas e é tão negativa que mesmo com uma jornada de trabalho ampliada, prontamente rejeitada pela Comissão de Negociação, o piso é proporcionalmente inferior à jornada de seis horas. Usualmente as propostas dos representantes patronais são levadas para análise da categoria, mas o que a Ocepar propôs aos trabalhadores das cooperativas de crédito do Paraná foi tão aquém do esperado que a rejeição foi imediata, ainda na mesa de negociação, pelos representantes da FETEC-CUT-PR, Gilberto Gedeão Soares e Armando Dibax.
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Por Mhais• 19 de outubro de 2006• 11:14• Sem categoria
Trabalhadores das Cooperativas de Crédito no Paraná concentram paralisações na região de Toledo
Várias unidades de cooperativas de crédito da região de Toledo estão sem expediente ou terão sua abertura atrasada. As paralisações desta quinta-feira (19), organizadas por sindicatos que representam os trabalhadores das cooperativas de crédito de todo o Paraná, são uma resposta a proposta indecente apresentada pela Ocepar, entidade que representa as cooperativas de crédito nas negociações salariais. As atividades envolveram unidades do Sicoob, Sicredi e controladorias regionais em Toledo e região.
A categoria iniciou as mobilizações ontem (18) quando em todo o Paraná foram realizadas paralisações e atividades de conscientização junto aos trabalhadores, associados e clientes, distribuição de panfletos e reuniões. “Essas ações deverão continuar nas próximas semanas até que exista um posicionamento mais sério dos diretores das cooperativas de crédito em devolver aos trabalhadores o que lhes é de direito”, afirma Gilberto Gedeão Soares, representante da FETEC-CUT-PR nas negociações.
Reivindicações
Os trabalhadores das cooperativas de crédito reivindicam em sua minuta, entregue no mês de junho, atualização dos salários, com referência no Acordo não renovado de 1996/1997, retorno e atualização dos tíquetes alimentação/refeição, também com base no Acordo de 1996/1997, novo modelo de Participação nas Sobras e assistência médica e odontológica.
Proposta foi recusada prontamente
No dia 11 de outubro, depois de muito atraso, finalmente a Ocepar apresentou uma proposta para a assinatura do Acordo Coletivo 2006/2007. A lentidão no processo infelizmente não significou cláusulas que atendessem as necessidades dos trabalhadores. A proposta limitou-se a renovar o Acordo Coletivo atual e propor a implantação da jornada de oito horas e é tão negativa que mesmo com uma jornada de trabalho ampliada, prontamente rejeitada pela Comissão de Negociação, o piso é proporcionalmente inferior à jornada de seis horas. Usualmente as propostas dos representantes patronais são levadas para análise da categoria, mas o que a Ocepar propôs aos trabalhadores das cooperativas de crédito do Paraná foi tão aquém do esperado que a rejeição foi imediata, ainda na mesa de negociação, pelos representantes da FETEC-CUT-PR, Gilberto Gedeão Soares e Armando Dibax.
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