REUNIÃO CONTOU COM A PRESENÇA DO PRESIDENTE DA CONTRAF-CUT, CARLOS CORDEIRO
Dirigentes sindicais de todo Paraná participaram de reunião na manhã desta quinta-feira, 01 de novembro, no Espaço Cultural e Esportivo dos Bancários, em Curitiba. O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, também esteve no encontro. Os bancários discutiram questões do Banco do Brasil, em especial, a jornada legal de 6 horas sem redução de salário.
Jornada e CCV – Conforme apontado durante as negociações da campanha salarial, o Banco do Brasil deve apresentar um acordo aditivo sobre a jornada de 6 horas. A primeira proposta do BB, ainda na campanha, clausulava que as ações de 7ª e 8ª horas deveriam ser suspensas ao criar um novo plano de funções e gratificações, que também não dizia se haveria ou não a redução salarial.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, pioneiro neste tipo de ações jurídicas, não concordou com o texto. “Quando foi apresentada a proposta de jornada, nosso Sindicato prontamente afirmou que não iria abrir mão das ações”, lembrou Otávio Dias, presidente do Sindicato. A entidade já ajuizou, de 2006 a 2012, 678 ações de 7ª e 8ª horas, como informou o assessor jurídico do Sindicato, o advogado Nasser Ahmad Allan.
Sobre a Comissão de Conciliação Voluntária que será proposta pelo banco, Carlos Cordeiro disse que é preciso aguardar o texto final. “A Contraf-CUT sabe que não haverá acordo se o texto não for satisfatório para os sindicatos que têm ação, principalmente”.
Pesquisa e Encontro nacional – Carlos Cordeiro apontou ainda que há dificuldade em negociar com o BB e que o movimento sindical precisa realizar uma pesquisa para traçar o perfil do bancário. Os presentes também ressaltaram a importância de se realizar um encontro nacional de dirigentes sindicais para debater o novo plano (jornada de 6 horas) que deverá ser apresentado pelo banco. O presidente da Contraf-CUT concorda que este é um passo importante que deve ser dado em breve.
Compensação de horas paradas – Em todo Brasil, o BB está pressionando seus bancários que aderiram a greve a compensarem integralmente as horas paradas. Há alguns dias, o banco editou um Boletim Pessoal afirmando que a recusa em repor integralmente as horas não trabalhadas será analisada “sob aspecto disciplinar”, numa clara ameaça aos trabalhadores. E mais: para intimidar os bancários, o banco também criou um documento de “convocação” para a compensação de horas e administradores de várias unidades estão obrigando os trabalhadores a assinar (saiba mais).
Tal atitude do banco vai contra a CCT 2012/2013, que prevê que não haja qualquer penalidade aos bancários e que as horas que não forem compensadas até 15 de dezembro serão anistiadas. “O que o banco está fazendo é terrorismo. O desgaste já é tanto com a jornada normal, imagine tendo de fazer 2h a mais, sob pressão?”, indagou Ana Smolka, diretora do Sindicato e representante do Paraná na Comissão de Empresa (CEE/BB).
Otávio Dias completou dizendo que é preciso escancarar a situação do Banco do Brasil. “Temos de denunciar à Presidência da República o que estão fazendo no BB. Os índices de bancários adoecidos são os maiores do sistema financeiro. Todos os dias, atendemos no Sindicato casos de bancários adoecidos por falta de condições de trabalho. E a direção do banco segue agindo de maneira intransigente”, finalizou.
Saiba mais
Jornada de 6h: Esclarecimentos sobre a proposta do BB
Por: Flávia Silveira
Notícia colhida no sítio http://www.bancariosdecuritiba.org.br/noticias_detalhe.asp?id=15660&id_cat=3
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Dirigentes do Paraná debatem CCV de jornada de 6h no Banco do Brasil
Dirigentes sindicais de todo o Paraná participaram de reunião no dia 1º de novembro, em Curitiba, para discutir temas relacionados ao Banco do Brasil, em especial o que diz respeito à jornada legal de 6 horas sem redução de salários. Representantes dos quatro Sindicatos que compõem o VIDA BANCÁRIA estiveram presentes. O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, também esteve no encontro.
Conforme acertado durante as negociações da Campanha Salarial deste ano, o Banco do Brasil deve apresentar um Acordo Aditivo sobre a jornada de 6 horas, bem como sobre os procedimentos que serão adotados através de CCV (Comissão de Conciliação Voluntária) para tratar do tema.
“O movimento sindical está aguardando o texto final para analisá-lo e adotar um posicionamento sobre o assunto”, afirma Gisa Bisotto, secretária geral do Sindicato de Londrina.
Carlos Cordeiro se lembrou das dificuldades de se negociar com o Banco do Brasil e que o movimento sindical precisa realizar uma pesquisa para traçar o perfil do trabalhador do BB.
“Além disso, também foi indicada a realização de um Encontro Nacional de dirigentes sindicais, o mais breve possível, para debater o novo plano (jornada de 6 horas), que deverá ser apresentado pelo banco”, acrescenta Gisa.
Compensação de horas paradas
Em todo Brasil, o BB está pressionando os bancários que aderiram à greve a compensarem integralmente as horas paradas. Há alguns dias, o banco editou um Boletim Pessoal afirmando que a recusa em repor integralmente as horas não trabalhadas será analisada “sob aspecto disciplinar”, numa clara ameaça aos trabalhadores.
E mais: para intimidar os bancários, o banco também criou um documento de “convocação” para a compensação de horas e administradores de várias unidades estão obrigando os trabalhadores a assinar.
“Tal atitude do banco vai contra a CCT 2012/2013, que não prevê qualquer penalidade aos bancários e que as horas que não forem compensadas até 15 de dezembro serão anistiadas”, aponta a diretora do Sindicato de Londrina.
Notícia colhida no sítio www.vidabancaria.com.br