Pelo cumprimento do acordo
Representantes dos sindicatos dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram, em assembléia no final da tarde desta segunda-feira (7), continuar em greve por tempo indeterminado até que a direção da empresa cumpra o acordo firmado com a categoria em novembro de 2007.
Na sexta-feira, o presidente Lula cobrou publicamente do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e do presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, a resolução do impasse.
De acordo com o diretor de Imprensa da Federação Nacional dos Trabalhadores da ECT (Fentec), Manoel Santana Cantoara, os funcionários não estão satisfeitos com o plano de cargos e salários proposto pela empresa. “O Correio quer ter autonomia para demitir o trabalhador, quando julgar que ele tem baixa produtividade, mas não explica para a gente quais seriam as características dessa baixa produtividade”, reclamou Santana, ao comentar as propostas da ECT.
Segundo o sindicalista, desde junho, a ECT reduziu o adicional de risco de 30% pago sobre o salário dos carteiros. Ele disse que outro problema é que o plano de cargos e salários proposto pela empresa extingue o título de carteiro, criando o agente de Correios, “um funcionário com mil e uma utilidades”.
Manoel Santana assegurou que, em nenhuma cidade do Brasil, os funcionários deixaram de manter o mínimo de 30% do quadro trabalhando. Ele informou que os sindicatos locais deverão fazer reuniões diárias para decidir os rumos da greve.
Confira a carta da FENTECT à população
Truques, farsa e inadimplência
A deflagração da Greve Nacional dos trabalhadores da ECT, no dia 1ºdeste mês, em momento algum teve a intenção de prejudicar ou causar transtorno à população brasileira. Mas, sim lutar por direitos adquiridos por meio de um acordo firmado pelo presidente da empresa, Carlos Henrique Custódio, e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares – FENTECT, que não esta sendo cumprido. A FENTECT representa mais de cem mil trabalhadores que estão sendo ultrajados e desmoralizados pelos atos do Sr. Carlos Henrique.
Em 20 de novembro passado foi assinado no ministério das Comunicações, com a anuência do ministro Hélio Costa e do presidente Lula, um acordo que garantia três pontos defendidos pela categoria que são o Adicional de Risco, o Plano de Carreiras Cargos e Salários – PCCS e a redistribuição da Participação nos Lucros e Resultados – PLR. Nenhum dos itens foi cumprido e o prazo estipulado, 30 de junho, desrespeitado não deixando outra opção a categoria, se não, partir para o enfrentamento ao presidente da ECT. Mesmo que com o prejuízo dos dias descontados, que com certeza fazem falta a todos estes pais e mães de família a luta não podia ser adiada.
Truques como transformar um adicional de risco em adicional de distribuição e coleta. Ou afirmar não ter condições de caixa para cumprir com o acordado quando o governo federal já repassou a verba para tal. Os 390 Milhões que a ECT recebeu para honrar o acordo estão sendo gastos em outras finalidades como, por exemplo, o aumento das gratificações dos altos escalões.
Farsas como fazer publicidade de coisas que nunca aconteceram tentando jogar a classe contra a FENTECT, ou enganar a opinião pública quando se diz que tudo foi negociado com os trabalhadores, ao passo que apenas decisões unilaterais e imposições são a política da presidência desta tão importante empresa para o Brasil. Na questão do PCCS como é possível que uma classe concordasse com demissões, desvio de funções e quase nenhuma ascensão profissional ou salarial que seja. Já o PLR além de prejudicar a grande maioria dos funcionários, os que literalmente carregam os Correios em seu dia a dia, da vantagens a uma pequena fração já beneficiada com altos rendimentos. Isso é menosprezar a categoria e a opinião dos brasileiros.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.