Proposta foi apresentada ontem (20/09) pelo presidente do Sindicato, José Lopez Feijóo, ao Conselho da Presidência da República. Trabalhadores querem ainda nova tabela do Imposto de Renda e mudar a contribuição à Previdência.
Menos impostos: Feijóo pede fim da CPMF sobre salários
O presidente do Sindicato, José Lopez Feijóo, defendeu o fim da cobrança da CPMF sobre os salários durante a reunião de ontem do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília. “É uma reivindicação justa da nossa base”, disse o dirigente.
O CDES é integrado por 13 ministros e 90 representantes da sociedade civil, entre eles sindicalistas, que discutem as principais questões nacionais. A proposta de eliminar a CPMF sobre o salário deve constar do anteprojeto de reforma tributária que o Conselho ajuda a formular e que o governo federal vai enviar ao Congresso.
Compensação – Ainda sobre o chamado imposto do cheque, Feijóo reivindicou que a CPMF seja compensatória e possa ter seus valores abatidos sobre outros impostos, como o Imposto de Renda ou do recolhimento à Previdência.
“A CPMF tem a qualidade de combater a sonegação e a informalidade ao cobrar sobre a base bancária. Mas comete uma injustiça ao bi-tributar o trabalhador, que paga todos os seus impostos em dia”, afirmou.
A proposta pede ainda que os valores arrecadados pela CPMF sejam exclusivamente destinados à saúde, ao combate à fome e à pobreza e aos benefícios da Previdência.
Trabalhadores querem alívio no IR
Na mesma reunião do Conselho, os trabalhadores entregaram a proposta de uma tabela progressiva do Imposto de Renda. Hoje, são apenas duas alíquotas de cobrança que tributam os trabalhadores.
A tabela apresentada ontem traz novas alíquotas, inferiores a atual mínima de 15%, e que vão crescendo conforme o salário ou a renda.
Outra reivindicação para a reforma tributária é a criação do imposto sobre grandes fortunas e herança. “O mundo todo cobra esses impostos. E por que aqui não é cobrado?”, perguntou Feijóo.
Por fim, os trabalhadores querem mudar o sistema de contribuição à Previdência. A proposta é criar a cobrança sobre o faturamento das empresas e não mais sobre a folha de pagamento.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.smabc.org.br.