Protesto denuncia péssimas relações de trabalho na Positivo Informática
Baixos salários, demissões imotivadas, assédio moral, ausência de Plano de Cargos e Salários (PCS), redução do valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Todos esses fatores, aliados à ausência representativa do sindicato da categoria (Seletroar), fizeram com que os trabalhadores da Positivo Informática procurassem a Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) para defender seus direitos. E a entidade não titubeou, imediatamente mobilizou seus dirigentes e militantes e organizou um protesto na tarde desta terça-feira (26/02), em frente ao portão da fábrica, na Cidade Industrial de Curitiba, durante a troca de turno.
Durante a manifestação, diretores sindicais da base da CUT se revezavam no microfone e conseguiram sensibilizar o coletivo de funcionários sobre as irregularidades praticadas pela Positivo Informática. A grande maioria dos trabalhadores que estavam saindo do turno parou para ouvir as falas dos sindicalistas e recebeu um panfleto explicativo sobre os problemas nas relações de trabalho na empresa. Ao final de cada discurso, os sindicalistas eram ovacionados pelos funcionários.
A grande incoerência na Positivo Informática está mesmo na relação capital/trabalho. Enquanto a empresa anunciou na semana passada o lucro líquido recorde de R$ 254 milhões em 2007, crescimento de 66,3% em comparação com 2006, seus funcionários recebem os menores salários da categoria profissional e (pasmem!) a PLR de 2007 foi inferior a do ano anterior. Ainda por cima, a Positivo Informática impede a livre organização dos trabalhadores com demissões imotivadas daqueles que esboçam alguma reação contrária a essas irregularidades.
De acordo com o presidente da CUT-PR, Roni Anderson Barbosa, enquanto a direção da empresa não negociar com a comissão eleita em assembléia pelos trabalhadores, as manifestações continuarão. “Esse foi apenas o ponta pé inicial. Nós, sindicalistas da CUT, jamais aceitaremos essas injustiças contra os trabalhadores e prosseguiremos com os protestos na porta da fábrica até que as reivindicações sejam atendidas”, afirmou.
Além das manifestações, a CUT-Paraná vai protocolar denúncia no Ministério Público do Trabalho, na Superintendência Regional do Trabalho, e também junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT).
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.