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Valor Bruto da Produção agropecuária no Paraná aponta renda recorde de 52 bilhões de reais

A agricultura paranaense poderá atingir o valor recorde de R$ 52 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2012, referente à comercialização da safra agrícola e pecuária 2011/12. Esta é a primeira estimativa do VBP de 2012 divulgado nesta quarta-feira (09) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento.

A estimativa do VBP de 2012 poderá representar um acréscimo de 3% sobre o VBP de 2011, que teve um faturamento bruto de R$ 50,4 bilhões, que também foi recorde. A estimativa atual reflete o aumento significativo das cotações de soja e milho, grãos em que o Paraná se destaca como grande produtor e que foram responsáveis por boa parte da pauta de exportações do Estado.

O aumento de preços dos grãos no mercado externo compensou, em parte, a quebra de produção registrada na safra 11/12 em função de severa estiagem que atingiu o Paraná no início do ano passado.

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, apesar do clima que dizimou boa parte da produção de grãos no primeiro semestre de 2012, o VBP indica que a renda no campo conseguiu crescer impulsionada pela posição compradora de commodities no mundo, face à quebra da safra agrícola nos Estados Unidos, Argentina, Brasil, que são grandes países produtores de grãos.

Ortigara ressaltou que esse quadro demonstra mais uma vez o vigor e a importância da Agricultura na economia paranaense. Ele disse que o setor respondeu imediatamente ao reposicionamento do mercado, embora nem todos os produtores se beneficiaram do aumento de preços porque a maior parte já havia vendido sua produção.

Essa é a primeira versão do VBP 2012, calculado pelo Departamento de Economia Rural (Deral). Resultados mais consolidados ainda serão enviados à Secretaria da Fazenda e às prefeituras até o final de junho. As prefeituras terão um prazo para entrar com recursos caso achem necessário questionar a estimativa final que ainda será apresentada.

O Deral faz a estimativa de faturamento bruto da produção agropecuária de aproximadamente 500 itens em todo o Estado. O resultado é utilizado pela Secretaria da Fazenda para compor a cesta de índices que forma o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

AGRICULTURA – O Valor Bruto da Produção da Agricultura de 2012 reflete a quebra de produção na primeira safra de grãos por causa da estiagem e a compensação com o aumento de preços durante o ciclo da segunda safra de grãos plantada no Estado. Outras culturas plantadas em larga escala no Paraná como mandioca, fumo, cebola e tomate também contribuem com o incremento do VBP agrícola.

A soja continua a liderar o ranking de renda no campo, com um faturamento bruto de R$ 9 bilhões em 2012. Esse resultado representa uma redução de quase R$ 2 bilhões em relação a 2011 quando o faturamento bruto da soja atingiu R$ 10,8 bilhões. A economista do Deral, Fernanda Yonamini, atribuiu a queda na renda da soja à quebra de 30% na produção em função da estiagem.

Em compensação, a renda obtida com a comercialização de milho aumentou em R$ 1,5 bilhão, principalmente em função da comercialização da segunda safra que foi beneficiada pelo aumento de preços do mercado externo. Com isso as duas safras de milho deverão apresentar um faturamento recorde de R$ 6,4 bilhões, um aumento de 34% sobre o resultado do VBP anterior, cujo faturamento do milho foi de R$ 4,8 bilhões, também referente às duas safras plantadas no Estado.

A estimativa do Deral para a primeira safra de milho 2011/12 aponta para um faturamento bruto similar ao da safra anterior, quando atingiu R$ 2,4 bilhões, apesar da quebra de 10% na produção. Porém, a segunda safra de milho teve recorde de área plantada e produtividade, levando a um aumento na produção superior a 50%. Com o aumento ainda maior na renda obtida com a comercialização, o faturamento bruto do milho deve se elevar para aproximadamente R$ 4 bilhões na segunda safra.

Feijão e trigo, grãos onde o Paraná se destaca como líder na produção, apresentaram queda na produção e aumento de preço, o que manteve o VBP para essas duas culturas em torno de R$ 1 bilhão.

O faturamento bruto com a comercialização da cana-de-açúcar aponta para bons resultados com aumento na produção e nos preços. O VBP de 2012 para o setor poderá atingir R$ 2,664 bilhões, um aumento de quase R$ 500 milhões sobre o período anterior.

O setor florestal, correspondente à produção das serrarias e laminadoras, apresenta tendência para melhores resultados em 2012, em função do aumento de preços dos produtos. Em 2011, a renda deste grupo ficou em R$ 2 bilhões.

PECUÁRIA – A pecuária apresenta tendência de elevação na renda em função do aumento de preços dos principais produtos criados no Estado como aves e suínos, mas também no número de abates. Segundo Fernanda Yonamini, em função do aumento de custos com os preços dos grãos, a avicultura teve de reajustar seus preços, levando a uma renda de praticamente R$ 8 bilhões, que corresponde a um aumento de 25% sobre a renda de 2011.

Com a suinocultura aconteceu a mesma coisa, destaca Yonamini. Houve incremento nos abates em função do descarte de matrizes acarretado pela elevação dos custos, sem uma correção proporcional dos preços pagos aos suinocultores. O VBP da suinocultura aponta para um faturamento de R$ 2,3 bilhões, podendo superar em R$ 500 milhões o VBP anterior que foi de R$ 1,8 bilhão.

Notícia colhida no sítio http://www.aen.pr.gov.br

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Safra de 2012 bate recorde e chega a 162,1 milhões de toneladas

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A 12ª avaliação da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas confirmou uma safra recorde de 162,1 milhões de toneladas em 2012, 1,2% superior à obtida em 2011 (160,1 milhões de toneladas) e 0,3% menor que a estimativa de novembro (162,6 milhões de toneladas). A área colhida em 2012, de 48,8 milhões de hectares, apresentou acréscimo de 0,3% frente à área colhida em 2011 (48,7 milhões de hectares) e diminuição de -0,1% na comparação com a avaliação do mês anterior (48,9 milhões de hectares). O arroz, o milho e a soja foram os três principais produtos deste grupo, e, somados, representam 91,6% da estimativa da produção, respondendo por 85,1% da área colhida. Em relação ao ano anterior, o arroz apresentou uma redução na área de 13,7%, o milho, um acréscimo de 7,3% e a soja, acréscimo de 3,7%. No que se refere à produção, a do milho foi 27,0% maior, enquanto a de arroz e soja sofreram redução de, respectivamente, 15,4% e 12,3%, quando comparados a 2011.

Em dezembro de 2012, o IBGE também realizou o terceiro prognóstico de área e produção para a safra de 2013. A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas está estimada em 178,0 milhões de toneladas, 9,9% superior à safra colhida em 2012. Este incremento deve-se à recuperação e ao aumento previsto para as regiões Sul (27,9%) e Nordeste (32,3%), que sofreram com problemas climáticos em 2012. A área a ser colhida deve crescer 4,0% na região Sul e 23,5% na Nordeste. A região Centro-Oeste apresenta 4,1% de expansão de área, impulsionada pelos bons preços dos produtos, notadamente de soja e milho. As regiões Sudeste e Norte também estimam uma maior área de grãos para 2013, superando em 4,0% e 0,1%, respectivamente, as áreas colhidas em 2012.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página:
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa.

Em 2012, entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 70,8 milhões de toneladas; Sul, 55,5 milhões de toneladas; Sudeste, 19,2 milhões de toneladas; Nordeste, 11,9 milhões de toneladas e Norte, 4,7 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, foram constatados incrementos nas regiões Norte (7,3%), Sudeste (11,7%) e Centro-Oeste (26,2%) e decréscimos nas regiões Sul (-18,3%) e Nordeste (-18,4%). O Mato Grosso liderou como maior produtor de grãos, com uma participação de 25,0%, seguido pelo Paraná (19,1%) e Rio Grande do Sul (11,8%). Somados, estes estados representaram 55,9% do total nacional.

Estimativa de dezembro de 2012 em relação à produção obtida em 2011

Dentre os 26 produtos selecionados, nove apresentaram variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: amendoim em casca 1ª safra (24,9%), aveia em grão (13,4%), cacau em amêndoa (4,9%), café em grão arábica (17,3%), café em grão canephora (9,3%), cebola (0,1%), feijão em grão 3ª safra (11,5%), milho em grão 2ª safra (72,9%) e sorgo em grão (5,8%). Com variação negativa: algodão herbáceo em caroço (-2,2%), amendoim em casca 2ª safra (-11,7%), arroz em casca (-15,4%), batata-inglesa 1ª safra (-9,0%), batata-inglesa 2ª safra (-19,2%), batata-inglesa 3ª safra (-12,4%), cana-de-açúcar (-5,6%), cevada em grão (-14,3%), feijão em grão 1ª safra (-36,9%), feijão em grão 2ª safra (-0,4%), laranja (-4,3%), mamona em baga (-77,1%), mandioca (-4,0%), milho em grão 1ª safra (-2,6%), soja em grão (-12,3%), trigo em grão (-23,3%) e triticale em grão (-5,4%).

Destaques na estimativa de dezembro em relação a novembro 2012

Comparativamente ao mês de novembro, oito produtos se destacaram nas estimativas de produção: arroz em casca (-0,3%), café em grão arábica (1,5%), cana-de-açúcar (2,2%), laranja (-0,5%), mandioca raízes (-0,5%), milho em grão 2ª safra (-0,3%), soja em grão (0,2%) e trigo em grão (-9,8%).

Perspectivas para a produção agrícola de 2013

Dentre os 13 produtos de maior importância analisados para a próxima safra de verão, nove apresentam variações positivas na produção, comparativamente à safra de 2012: o arroz (4,6%), a batata-inglesa 1ª safra (2,9%), o café canephora (5,8%), a cana-de-açúcar (5,6%), o feijão 1ª safra (29,9%), o fumo (5,8%), a mandioca (4,3%), o milho 1ª safra (7,2%) e a soja (25,3%). Com decréscimo, estão relacionados: o algodão herbáceo (-23,1%), o amendoim 1ª safra (-11,0%), o café arábica (-9,5%) e a cebola (-2,9%). Com relação à área prevista, apresentam variação positiva frente a área colhida em 2012: o arroz (0,5%), o café arábica (0,5%), o café canephora (0,8%), a cebola (0,0%), o feijão 1ª safra (19,2%), o milho 1ª safra (4,2%) e a soja (8,9%). Os produtos que devem apresentar retração quanto à área colhida são: o algodão herbáceo (-23,3%), o amendoim 1ª safra (-0,9%), a batata-inglesa 1ª safra (-5,1%), a cana-de-açúcar (-2,4%), o fumo (-0,2%) e a mandioca (-3,7%).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – O prognóstico do algodão herbáceo para o ano de 2013 apresenta redução na área de plantio de cerca de 25,0% frente ao ano passado. Com informações de quase a totalidade das áreas de produção, a previsão de redução na produção é de 23,1% na comparação com 2012. Só no estado de Mato Grosso, maior produtor nacional, a redução na produção deve ser de, aproximadamente, 725 mil toneladas.

ARROZ (em casca) – A estimativa de produção de arroz em 2013 é de 11.900.575 toneladas, indicando um crescimento de 4,6% em relação à safra de 2012. A área a ser colhida está estimada em 2.383.728 hectares, um aumento de 0,5% em relação ao ano anterior. A região Sul deve produzir 9.301.486 toneladas em 2013, devendo participar com mais de 78% da produção nacional, uma expansão de 3,9% em relação a 2012. Neste 3º prognóstico, observa-se um aumento de 2,9% na estimativa de produção de arroz em relação à avaliação de novembro, reflexo do aumento de 2,7% na produtividade esperada e de 0,3% na área a ser colhida. Reavaliações no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, incrementam as estimativas em 258.963 toneladas, ou 3,3% a mais.

CAFÉ TOTAL (em grão) – O IBGE realizou em dezembro de 2012 a primeira estimativa para a safra nacional a ser colhida em 2013, que totaliza 2.887.056 toneladas (48,1 milhões de sacas), consideradas as espécies arábica e canephora. Somadas, as duas espécies apresentam um decréscimo de 5,8% em relação à safra de 2012, que foi de alta produtividade.

CAFÉ ARÁBICA (em grão) – Para o café arábica, que representa cerca de 72,0% do total colhido no país, observa-se um decréscimo de 9,5% de produção em relação a 2012. O Brasil deverá produzir 2.086.492 toneladas do grão, o que equivale a 34,8 milhões de sacas de 60 kg. A área destinada à colheita é de 1.596.429 ha, 0,5% superior à área colhida no ano passado. A área total ocupada com a cultura em todos os estágios de desenvolvimento decresce 8,6% no país. Minas Gerais, maior produtor brasileiro de café arábica, aponta decréscimo de 9,1% na produção esperada para 2013, totalizando 1.436.151 toneladas, o que representa 68,8% do total da produção de arábica esperada para o país em 2013.

CAFÉ CANEPHORA (em grão) – Para o café canephora, a estimativa inicial para 2013 é de que sejam produzidas 800.564 toneladas (13,3 milhões de sacas), 5,8% a mais que em 2012. A área a ser colhida está estimada em 507.524 ha e a área total ocupada com esta cultura é de 514.160 hectares. O Espírito Santo, maior produtor nacional de canephora, deve produzir, em 2013, 80,4% (643.359 toneladas ou 10,7 milhões de sacas) da produção nacional, um aumento de 9,3% em relação a 2012.

CANA-DE-AÇÚCAR – Para 2013, são estimados 712,5 milhões de toneladas de cana, 5,6% maior que a produção obtida em 2012. Apesar das estimativas melhores de produção, a cultura está perdendo área nesta avaliação para 2013, com redução da área total em 8,5% e redução da área destinada à colheita em 2,4%, sendo agora avaliadas em, respectivamente, 9,7 milhões de hectares e 9,2 milhões de hectares.

FEIJÃO (em grão) 1ª safra – Em 2013, a área destinada à colheita do feijão 1º safra deve crescer 19,2% frente a 2012, passando de 1.564.940 para 1.865.939 hectares. A produção de feijão 1ª safra deve alcançar 1.601.095 toneladas, um aumento de 29,9% frente à safra correspondente de 2012, sendo reflexo também do aumento da área a ser colhida e do rendimento médio, que deve crescer 8,9% em função do emprego de mais insumos e da previsão de situações climáticas normais.

MANDIOCA (raízes) – Embora as áreas plantada e colhida com a mandioca em 2013 estejam caindo 14,9% e 3,7%, respectivamente, em relação a 2012, a estimativa de produção está crescendo 4,3%, devendo alcançar 25,4 milhões de toneladas. Este aumento de produção é creditado à elevação de 8,3% no rendimento médio do país, que está sendo puxado para cima pelo Piauí (109,3%), Bahia (21,0%), Maranhão (9,3%), Espírito Santo (1,5%), Rio Grande do Sul (6,8%) e pela projeção de acréscimo de 8,7% no rendimento médio dos outros estados que ainda não informaram e que representam 48,1% da produção total brasileira.

MILHO (em grão) 1ª safra – Neste 3º prognóstico, verificou-se uma produção de 35,7 milhões de toneladas de milho, 7,2% maior que a observada em 2012 e 0,2% inferior ao segundo prognóstico. A área a ser colhida (7.344.010 ha) apresentou aumento de 4,2% e o rendimento médio (4.857 kg/ha) de 2,9% em relação ao mesmo período de 2012. Porém, observa-se uma redução de área plantada (-4,3%) quando comparado com a última safra. O Paraná aparece como maior produtor de milho 1ª safra (7,0 milhões de toneladas), praticamente empatado com Minas Gerais, segundo maior produtor, com diferença de apenas 3.260 toneladas, ambos com 19,5% de participação na safra nacional. No Paraná, a produção esperada para 2013 é 6,5% maior que a de 2012, apesar da redução de 12,6% em área, devido ao rendimento médio esperado ser 21,8% maior que a última safra, na qual houve grandes problemas climáticos. Minas Gerais apresenta redução de 1,8% na produção em relação ao ano anterior.

SOJA (em grão) – Em 2012, a produção nacional do grão diminuiu mais de 9,2 milhões de toneladas frente ao ano anterior. Em contrapartida, a previsão para 2013 é de grande aumento na produção da soja, pois a área a ser colhida é 8,9% superior (+2.223.961 ha), à colhida em 2012. No estado do Mato Grosso, maior produtor de soja do país, a expectativa de colheita é 10,3% (24.096.931 t) maior que a colheita anterior. Na região Sul, que sofreu com a seca em 2012, a expectativa de aumento da produção está em 99,3% no Rio Grande do Sul, 51,1% em Santa Catarina e 38,0% no Paraná. Na região Nordeste, Piauí, Maranhão e Bahia, somados, esperam produzir um total de 7.305.532 toneladas.

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA).

Em atenção a demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos para Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em outubro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.

Comunicação Social
09 de janeiro de 2013

Notícia colhida no sítio http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2304&id_pagina=1

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Produção industrial cai em seis dos 14 locais em novembro

Em novembro de 2012, já descontadas as influências sazonais, os índices regionais da produção industrial apontaram variação negativa em seis dos 14 locais pesquisados, com destaque para as quedas mais acentuadas registradas por Goiás (-14,7%), Espírito Santo (-6,3%), Pará (-6,0%) e Paraná (-5,1%). Vale ressaltar que todos esses locais mostraram resultados positivos em outubro: 16,5%, 13,4%, 4,5% e 2,8%, respectivamente. São Paulo (-1,9%) e Minas Gerais (-0,7%) completaram o conjunto de locais que apontaram resultados negativos nesse mês. Por outro lado, Região Nordeste, com crescimento de 4,2%, Bahia (3,5%), Santa Catarina (3,0%), Amazonas (2,9%), Ceará (2,2%) e Rio de Janeiro (2,1%) registraram as expansões mais intensas nesse mês, enquanto Pernambuco (1,3%) e Rio Grande do Sul (0,4%) assinalaram avanços mais moderados. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfregional/

A evolução do índice de média móvel trimestral para o total nacional mostrou variação negativa de 0,4% no trimestre encerrado em novembro frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em julho último. Em termos regionais, ainda em relação a esse índice na margem, oito dos 14 locais pesquisados também apontaram resultados negativos em novembro, com destaque para os recuos verificados no Paraná (-2,4%), Pernambuco (-2,2%), Rio Grande do Sul (-1,8%) e Goiás (-1,5%). Por outro lado, os maiores avanços foram registrados por Rio de Janeiro (0,9%), Espírito Santo (0,7%), Bahia (0,7%) e Minas Gerais (0,5%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial nacional recuou 1,0% em novembro de 2012, com nove dos 14 locais pesquisados apontando redução na produção. Nesse mês, as quedas mais intensas foram registradas por Paraná (-13,4%) e Goiás (-10,1%), pressionadas em grande parte pelo comportamento negativo dos setores de edição, impressão e reprodução de gravações (livros) e veículos automotores (caminhões), no primeiro local, e de produtos químicos (medicamentos) e alimentos e bebidas, no segundo. Espírito Santo (-8,4%), Rio Grande do Sul (-7,1%), Pernambuco (-5,1%), Pará (-4,3%), Amazonas (-3,7%) e Ceará (-1,4%) completaram o conjunto de locais que assinalaram recuos mais intensos que a média nacional, enquanto São Paulo, parque industrial mais diversificado do país, apontou taxa negativa mais moderada (-0,3%). Por outro lado, Bahia (8,8%) mostrou o avanço mais acentuado nesse mês, impulsionado em grande parte pelo desempenho positivo do setor de refino de petróleo e produção de álcool, influenciado, sobretudo, pela baixa base de comparação, já que esse ramo recuou 28,1% em novembro de 2011 por conta da paralisação técnica para manutenção em importante empresa do setor. Os demais resultados positivos foram registrados por Minas Gerais (3,0%), Região Nordeste (1,2%), Santa Catarina (1,1%) e Rio de Janeiro (0,4%).

No indicador acumulado para o período janeiro-novembro de 2012, a redução na produção atingiu nove dos 14 locais pesquisados, com destaque para Amazonas (-7,1%), Espírito Santo (-6,0%), Rio de Janeiro (-5,6%), São Paulo (-4,1%) e Rio Grande do Sul (-3,9%) que apontaram quedas acima da média nacional (-2,6%). Santa Catarina (-2,6%), Paraná (-2,5%), Ceará (-1,4%) e Pará (-0,9%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas no fechamento dos onze meses de 2012. Nesses locais, o menor dinamismo foi particularmente influenciado pelos setores relacionados à redução na fabricação de bens de consumo duráveis (motos, aparelhos de ar-condicionado, fornos de micro-ondas, telefones celulares, relógios, televisores e automóveis) e de bens de capital (especialmente para equipamentos de transporte e para construção), além da menor produção vinda dos setores extrativos (minérios de ferro), têxtil, vestuário e metalurgia básica. Por outro lado, Goiás (3,5%), Bahia (2,9%), Pernambuco (1,4%), Minas Gerais (1,3%) e Região Nordeste (1,2%) assinalaram os resultados positivos no índice acumulado no ano.

No índice acumulado nos últimos doze meses, o total nacional, ao recuar 2,5% em novembro, registrou resultado negativo menos intenso que os verificados em setembro (-3,0%) e outubro (-2,7%). Em termos regionais, nove dos 14 locais pesquisados também mostraram taxas negativas em novembro de 2012, com destaque para as perdas observadas no Amazonas (-6,4%), Rio de Janeiro (-5,3%), Espírito Santo (-5,0%), São Paulo (-4,0%), Rio Grande do Sul (-3,5%), Santa Catarina (-3,1%) e Ceará (-1,8%), enquanto Goiás (4,2%), Bahia (2,3%) e Pernambuco (1,6%) assinalaram as principais expansões.

Comunicação Social
09 de janeiro de 2013

Notícia colhida no sítio http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2303&id_pagina=1

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Queda em cinco segmentos puxa para baixo a produção industrial do Paraná

A produção industrial do Paraná apresentou decréscimo de 13,4% em novembro passado em relação ao mesmo mês de 2011. A retração se deve a resultados negativos de cinco dos 14 segmentos industriais pesquisados – refino de petróleo (-13,5%), edição e impressão (-56,7%), veículos automotores (-26,1%), borracha e plástico (-2,8%) e produtos de metal (-3%), excluídos máquinas e equipamentos.

Na comparação de novembro com outubro do ano passado, houve queda 5,1% na produção industrial paranaense, segundo dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgados nesta quarta-feira (09/01) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Apesar do baixo desempenho no comparativo mensal, a produção da indústria do Paraná apresenta resultado superior ao do setor no Brasil. No acumulado de doze meses, encerrado em novembro de 2012, a produção do parque fabril paranaense teve baixa de 0,5%, contra -2,5% na soma nacional. No Sul, houve queda mais acentuada em Santa Catarina (-3,1%) e Rio Grande do Sul (-3,5%).

ALTAS – O último relatório do IBGE sobre produção industrial mostra que nove atividades manufatureiras paranaenses avançaram em relação a novembro de 2011, com destaque para os ramos de mobiliário (12,1%), madeira (7,6%), bebidas (7%), máquinas e equipamentos (5,5%) e alimentos (4,6%).

“Os resultados desfavoráveis do conjunto da indústria paranaense em novembro podem ser atribuídos a uma base de comparação expandida no final de 2011, quando o setor, opondo-se à trajetória brasileira, cresceu de maneira expressiva”, analisou Julio Suzuki, diretor do Centro de Pesquisa do Ipardes.

Suzuki explicou que o fraco desempenho do segmento de refino de petróleo expressa o patamar mais baixo da atividade da Petrobras, cuja produção de óleo diesel, gasolina, GLP e óleo combustível declinou em novembro no complexo instalado em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

“No que se refere ao ramo de edição e impressão, o recuo produtivo deriva sobretudo do menor nível da fabricação de livros, ao passo que, na indústria automotiva, há significativa interferência da queda da produção de caminhões, acompanhando um movimento nacional”, complementou.

Notícia colhida no sítio http://www.aen.pr.gov.br

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