Assembléia decide pela continuidade da greve
E nesta quinta tem nova assembléia às 17h. Trabalhadores esperam nova proposta dos banqueirosSão Paulo – Greve forte em todo o Brasil. É com esse espírito de luta que os bancários partem para o segundo dia de greve nesta quinta, dia 9. Sem nova proposta dos banqueiros, os trabalhadores seguem parados para exigir aumento real de salários, PLR maior e valorização de pisos e vales. No país país, funcionários de mais de três mil agências bancárias aderiram à greve. Em São Paulo, Osasco e região pararam mais de 26 mil trabalhadores em 682 locais de trabalho, 22% no total.
A mobilização foi mais concentrada na zona leste, região da Paulista e cidade de Osasco. Por bancos, a greve foi mais forte na Caixa, Unibanco e Santander. Sete concentrações com serviços de call center e da área de sistemas dos bancos Santander, Bradesco e Unibanco foram envolvidos pelos protestos.
“Os bancários estão demonstrando muita garra. A vontade de parar e protestar está sendo maior que a truculência dos banqueiros, que insistem em tentar forçar a volta ao trabalho”, afirma o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, parabenizando os trabalhadores. “A greve está forte e nesta quinta deve crescer mais. Vamos pressionar até os banqueiros voltem à mesa de negociação com uma proposta decente”, completa Marcolino.
A categoria quer aumento real de 5% (além da inflação de 7,15%), valorização dos pisos, auxílio-creche de R$ 415, vale-refeição de R$ 17,50 por dia, além de PLR composta de três salários mais valor fixo de R$ 3.500. Se os bancários aceitassem a proposta rebaixada da federação dos bancos (Fenaban), as perdas poderiam chegar a R$ 1.800 na PLR deste ano.
Os bancários rejeitaram, no dia 29 de setembro, proposta que já havia sido rechaçada pelo Comando Nacional dos Bancários na mesa de negociação com os banqueiros que previa reajuste de 7,5% e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) menor do que a paga no ano passado. Até agora não há negociação marcada.
Assembléia – Nesta quinta, dia 9, tem nova assembléia na Quadra (Rua Tabatingüera, 192, Sé), a partir das 17h, para avaliar o movimento e deliberar sobre a continuidade da greve. Para participar, é necessário apresentar carteira funcional ou crachá do banco com foto.
Comando – O Comando de Greve, composto por todos os diretores do Sindicato, Contraf-CUT, Fetec-CUT/SP (da base de São Paulo, Osasco e região) e delegados sindicais do Banco do Brasil e da Caixa Federal reúne-se nesta quinta-feira, dia 8, na Quadra, às 16h, para discutir a organização do movimento.
Nome aos bois – Tem gestor que é mais real que o rei. Durante a greve nesta quarta, em vários locais de trabalho, gerentes pressionaram os trabalhadores a furar a greve por meio de um assédio moral descabido. “Estamos dando um aviso a esses gestores. Mais que denunciar as empresas, a partir de agora a Folha Bancária e o site do Sindicato vão divulgar os nomes de todos os chefes que desrespeitarem seus funcionários”, diz a secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira. “O Sindicato representa todos os bancários. Se o banco pressionar você gestor a pressionar os outros funcionários, entre em contato com um dirigente sindical e denuncie.”
Seeb São Paulo