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81% dos pisos salariais não superam dois mínimos, revela estudo do Dieese

Estudo realizado pelo Dieese mostra que os pisos salariais brasileiros apresentam baixos patamares e continuam tomando como principal referência o valor do salário mínimo. O levantamento feito com base nas remunerações mínimas registradas em 2005 mostra que metade dos pisos valem entre 1 e 1,5 mínimos e cerca de 81% não ultrapassam 2 salários mínimos. Desde o dia 1º de abril o mínimo passou para R$ 350, mas estava em R$ 300 antes do último reajuste.

Para o Dieese, esse cenário de remuneração reforça a necessidade de uma política de valorização do salário mínimo que possa elevar o patamar salarial e melhorar a distribuição de renda.

Foram analisados 376 negociações firmadas ao longo do ano e registradas no Sistema de Acompanhamentos de Salários (SAS), sendo que apenas 5,3% dessas negociações superaram a margem de três salários mínimos. Outros 25,3% dos pisos ficaram situados entre 1,01 e 1,25 salários mínimos.

Se comparados os dados do ano passado com o levantamento de 2004 é possível observar que os pisos registraram aumentos nominais. Em 2005 o piso médio foi de R$ 495,52, enquanto a média salarial do ano anterior havia sido de R$ 439,34. Se esses valores são convertidos no valor do salário mínimo vigente na ocasião, a média fica praticamente inalterada, sendo equivalente a 1,73 no ano passado e 1,74 em 2004.

As remunerações básicas mais elevadas foram encontradas no setor de serviços, no qual mais de 40% das negociações resultaram em pisos superiores a 2 mínimos. Esse percentual é de 8% no comércio, e de 10,9% na indústria. Por outro lado, 30,3% dos pisos da indústria estão na faixa até 1,25 salário mínimo, e 22% no comércio se situam nesse patamar, contra 17,5% dos serviços.

Nos serviços, foi encontrada a maior média para os pisos salariais, de 2,19 salário mínimo (R$ 662,24). A menor é da indústria, com 1,52 mínimo (R$ 441,13). O comércio ficou entre os dois, com 1,62 salário mínimo (R$ 457,45). Os trabalhadores do setor rural, por sua vez, registraram piso salarial médio de 1,18 salário mínimo (R$ 349,04).

Fonte: Valor Online

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81% dos pisos salariais não superam dois mínimos, revela estudo do Dieese

Estudo realizado pelo Dieese mostra que os pisos salariais brasileiros apresentam baixos patamares e continuam tomando como principal referência o valor do salário mínimo. O levantamento feito com base nas remunerações mínimas registradas em 2005 mostra que metade dos pisos valem entre 1 e 1,5 mínimos e cerca de 81% não ultrapassam 2 salários mínimos. Desde o dia 1º de abril o mínimo passou para R$ 350, mas estava em R$ 300 antes do último reajuste.
Para o Dieese, esse cenário de remuneração reforça a necessidade de uma política de valorização do salário mínimo que possa elevar o patamar salarial e melhorar a distribuição de renda.
Foram analisados 376 negociações firmadas ao longo do ano e registradas no Sistema de Acompanhamentos de Salários (SAS), sendo que apenas 5,3% dessas negociações superaram a margem de três salários mínimos. Outros 25,3% dos pisos ficaram situados entre 1,01 e 1,25 salários mínimos.
Se comparados os dados do ano passado com o levantamento de 2004 é possível observar que os pisos registraram aumentos nominais. Em 2005 o piso médio foi de R$ 495,52, enquanto a média salarial do ano anterior havia sido de R$ 439,34. Se esses valores são convertidos no valor do salário mínimo vigente na ocasião, a média fica praticamente inalterada, sendo equivalente a 1,73 no ano passado e 1,74 em 2004.
As remunerações básicas mais elevadas foram encontradas no setor de serviços, no qual mais de 40% das negociações resultaram em pisos superiores a 2 mínimos. Esse percentual é de 8% no comércio, e de 10,9% na indústria. Por outro lado, 30,3% dos pisos da indústria estão na faixa até 1,25 salário mínimo, e 22% no comércio se situam nesse patamar, contra 17,5% dos serviços.
Nos serviços, foi encontrada a maior média para os pisos salariais, de 2,19 salário mínimo (R$ 662,24). A menor é da indústria, com 1,52 mínimo (R$ 441,13). O comércio ficou entre os dois, com 1,62 salário mínimo (R$ 457,45). Os trabalhadores do setor rural, por sua vez, registraram piso salarial médio de 1,18 salário mínimo (R$ 349,04).
Fonte: Valor Online

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