O presidente Lula decidiu ir pessoalmente à Caixa Econômica Federal cobrar medidas para baratear o crédito e aumentar a oferta de financiamentos à população e às empresas. A visita, como definem os técnicos do banco, deveria ter acontecido ontem. Mas por questão de agenda do presidente, foi transferida para amanhã. Lula passará parte da manhã reunido com toda a diretoria de Caixa, conforme confirmou o banco.
A presença de Lula na Caixa, sem nenhum evento específico — ele já esteve no banco em duas oportunidades, uma para comemorar as 500 mil contas do Caixa Aqui, outra para inaugurar a sala de prefeitos —, está sendo vista como um forte sinal de pressão para que o banco se enquadre o mais rapidamente ao pacote que vem sendo preparado em conjunto pelo Palácio do Planalto e pelo Ministério da Fazenda. É o que o governo chama de “choque de crédito”. Lula acredita que, se reeleito em outubro, precisa ter em mãos instrumentos para incentivar o crescimento econômico por meio do crédito, que, nos últimos dois anos, deu uma boa ajuda ao consumo das famílias, mesmo com os juros altíssimos.
O governo vê a Caixa como principal alavanca para dar o pontapé inicial nesse choque de crédito, pois tem como públicos-alvo a população de baixa renda e as pequenas e médias empresas. A pressão de Lula torna-se maior na Caixa, pois o banco tem controle total do Tesouro Nacional. Não está sujeito às avaliações dos investidores como o Banco do Brasil, cujas ações são listadas no rigoroso Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no qual só entram empresas que primam pela transparência e respeitam os acionistas minoritários. Além disso, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, é considerada uma fiel cumpridora de ordens.
Descontentes
As pressões para que os bancos públicos ampliem a oferta de crédito e derrubem as taxas de juros acentuaram-se nos últimos dois meses. Nesse período, o próprio Lula comandou duas reuniões no Palácio do Planalto com os presidentes dessas instituições. Nos encontros, demonstrou o seu descontentamento com o fato de o sistema bancário não ter repassado integralmente para consumidores e empresas todos os cortes promovidos pelo Banco Central na taxa básica de juros (Selic).
Nesses encontros, duas propostas foram apresentadas para reduzir o custo do crédito. A primeira é a diminuição da contribuição que os bancos são obrigados a fazer ao Fundo Garantidor do Crédito (FGC), uma espécie de seguro para os depositantes, no caso de quebra de uma instituição. Atualmente, essa contribuição é de 0,30% ao ano sobre os saldos médios das chamadas operações garantidas, como os depósitos à vista e a caderneta de poupança. Os bancos querem que a taxa caia para 0,10% ao ano. A outra medida apresentada prevê a criação do crédito consignado para as micro e pequenas empresas.
Fonte: Correio Braziliense
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Por Mhais• 3 de agosto de 2006• 09:48• Sem categoria
Presidente Lula se reúne amanhã com direção da Caixa
O presidente Lula decidiu ir pessoalmente à Caixa Econômica Federal cobrar medidas para baratear o crédito e aumentar a oferta de financiamentos à população e às empresas. A visita, como definem os técnicos do banco, deveria ter acontecido ontem. Mas por questão de agenda do presidente, foi transferida para amanhã. Lula passará parte da manhã reunido com toda a diretoria de Caixa, conforme confirmou o banco.
A presença de Lula na Caixa, sem nenhum evento específico — ele já esteve no banco em duas oportunidades, uma para comemorar as 500 mil contas do Caixa Aqui, outra para inaugurar a sala de prefeitos —, está sendo vista como um forte sinal de pressão para que o banco se enquadre o mais rapidamente ao pacote que vem sendo preparado em conjunto pelo Palácio do Planalto e pelo Ministério da Fazenda. É o que o governo chama de “choque de crédito”. Lula acredita que, se reeleito em outubro, precisa ter em mãos instrumentos para incentivar o crescimento econômico por meio do crédito, que, nos últimos dois anos, deu uma boa ajuda ao consumo das famílias, mesmo com os juros altíssimos.
O governo vê a Caixa como principal alavanca para dar o pontapé inicial nesse choque de crédito, pois tem como públicos-alvo a população de baixa renda e as pequenas e médias empresas. A pressão de Lula torna-se maior na Caixa, pois o banco tem controle total do Tesouro Nacional. Não está sujeito às avaliações dos investidores como o Banco do Brasil, cujas ações são listadas no rigoroso Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no qual só entram empresas que primam pela transparência e respeitam os acionistas minoritários. Além disso, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, é considerada uma fiel cumpridora de ordens.
Descontentes
As pressões para que os bancos públicos ampliem a oferta de crédito e derrubem as taxas de juros acentuaram-se nos últimos dois meses. Nesse período, o próprio Lula comandou duas reuniões no Palácio do Planalto com os presidentes dessas instituições. Nos encontros, demonstrou o seu descontentamento com o fato de o sistema bancário não ter repassado integralmente para consumidores e empresas todos os cortes promovidos pelo Banco Central na taxa básica de juros (Selic).
Nesses encontros, duas propostas foram apresentadas para reduzir o custo do crédito. A primeira é a diminuição da contribuição que os bancos são obrigados a fazer ao Fundo Garantidor do Crédito (FGC), uma espécie de seguro para os depositantes, no caso de quebra de uma instituição. Atualmente, essa contribuição é de 0,30% ao ano sobre os saldos médios das chamadas operações garantidas, como os depósitos à vista e a caderneta de poupança. Os bancos querem que a taxa caia para 0,10% ao ano. A outra medida apresentada prevê a criação do crédito consignado para as micro e pequenas empresas.
Fonte: Correio Braziliense
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