Além de adoecerem por culpa do banco, funcionários precisam pagar por cada exame ou consulta realizados
São Paulo – Ademir Rubens da Silva entrou no Banco Noroeste (hoje Santander Banespa) em 1987. Depois de seis anos de muitas horas extras no setor de compensação, foi afastado, em 1993, com Lesões por Esforço Repetitivo (LER) no punho e no braço direitos.
“Voltei várias vezes ao trabalho, mas não existe uma política de reabilitação, a carga continua intensa, então você acaba tendo que se afastar de novo”, diz Ademir.
Apesar de estar doente por culpa das condições inadequadas de trabalho, Ademir precisa pagar um extra toda vez que se utiliza do plano de saúde do banco.
“Como estou em dificuldades financeiras, acabo procurando hospitais públicos para fazer meu tratamento. Faço Ortopedia, Fisioterapia e Psicoterapia no SUS, onde o atendimento não é bom, tem muita gente, mas não tenho escolha. Eu acho que o banco não deveria cobrar o tratamento médico dos lesionados. Eu não sou culpado por ter ficado doente”, diz.
A exemplo de Ademir, Marcio Miranda, do Bradesco, também não consegue pagar por todo o seu tratamento e se utiliza do SUS para grande parte dos serviços médicos que precisa, se submetendo às dificuldades enfrentadas por quem precisa recorrer aos hospitais públicos, como demora no atendimento e filas intermináveis. “Se uso o plano de Saúde do Bradesco, o banco faz débitos diretos em conta corrente por cada procedimento”, explica.
Marcio e Ademir participaram hoje da atividade em frente ao Bradesco da av. Paulista contra o assédio moral nos bancos.
Por Danilo Pretti Di Giorgi
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
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Por Mhais• 13 de setembro de 2006• 10:25• Sem categoria
Bancários lesionados tem que recorrer ao SUS
Além de adoecerem por culpa do banco, funcionários precisam pagar por cada exame ou consulta realizados
São Paulo – Ademir Rubens da Silva entrou no Banco Noroeste (hoje Santander Banespa) em 1987. Depois de seis anos de muitas horas extras no setor de compensação, foi afastado, em 1993, com Lesões por Esforço Repetitivo (LER) no punho e no braço direitos.
“Voltei várias vezes ao trabalho, mas não existe uma política de reabilitação, a carga continua intensa, então você acaba tendo que se afastar de novo”, diz Ademir.
Apesar de estar doente por culpa das condições inadequadas de trabalho, Ademir precisa pagar um extra toda vez que se utiliza do plano de saúde do banco.
“Como estou em dificuldades financeiras, acabo procurando hospitais públicos para fazer meu tratamento. Faço Ortopedia, Fisioterapia e Psicoterapia no SUS, onde o atendimento não é bom, tem muita gente, mas não tenho escolha. Eu acho que o banco não deveria cobrar o tratamento médico dos lesionados. Eu não sou culpado por ter ficado doente”, diz.
A exemplo de Ademir, Marcio Miranda, do Bradesco, também não consegue pagar por todo o seu tratamento e se utiliza do SUS para grande parte dos serviços médicos que precisa, se submetendo às dificuldades enfrentadas por quem precisa recorrer aos hospitais públicos, como demora no atendimento e filas intermináveis. “Se uso o plano de Saúde do Bradesco, o banco faz débitos diretos em conta corrente por cada procedimento”, explica.
Marcio e Ademir participaram hoje da atividade em frente ao Bradesco da av. Paulista contra o assédio moral nos bancos.
Por Danilo Pretti Di Giorgi
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
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