Total registrado pelas 50 maiores instituições chegou a R$ 17,4 bi no primeiro semestre. Os 50 maiores bancos brasileiros registraram um crescimento de 40,3% no lucro líquido em um ano, segundo ranking do Banco Central (BC), relativo ao primeiro semestre deste ano.
São Paulo, 13 de Setembro de 2006 – Total registrado pelas 50 maiores instituições chegou a R$ 17,4 bi no primeiro semestre. Os 50 maiores bancos brasileiros registraram um crescimento de 40,3% no lucro líquido em um ano, segundo ranking do Banco Central (BC), relativo ao primeiro semestre deste ano. O lucro deste universo de instituições, que representam 84% do ssitema financeiro brasileiro, ficou em R$ 17,4 bilhões no período, ante R$ 12,4 bilhões nos primeiros seis meses de 2005.
Os ativos totais somavam R$ 1,536 trilhão em 30 de junho, um crescimento de 19,9% em relação aos R$ 1,282 trilhão no mesmo mês do ano passado. O patrimônio líquido passou de R$ 118,7 bilhões para R$ 132,2 bilhões; e os depósitos totais, de R$ 563,3 bilhões para R$ 662,5 bilhões. A rentabilidade também cresceu bastante, de 20,9% para 25,4%.
O ranking do BC, que classifica as instituições pelos ativos totais menos intermediação financeira, ficou inalterado em relação ao que era há um ano e há seis meses. Nos primeiros dez lugares, permanecem Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa, ABN Amro Real, Safra, HSBC e Banco Votorantim.
Receitas de crédito
O aumento do lucro e da rentabilidade dos bancos no período deu-se em função da forte expansão no crédito. Apesar da alta da inadimplência, que obrigou o reforço nas provisões contra créditos de difícil liquidação (o que tem impacto negativo sobre os lucros), as margens cresceram devido a alguns fatores, como a queda da taxa básica e a mudança do mix das carteiras, cada vez mais voltadas a operações de varejo, de maior risco e maior retorno.
Estudo da consultoria Austin Asis com base nos primeiros 16 balanços semestrais publicados pelos bancos mostra que os ganhos com as operações de crédito vêm crescendo em ritmo mais acelerado do que os volumes emprestados: enquanto a carteira chegou a R$ 359 bilhões em junho (uma alta de 23% em doze meses), as receitas com crédito aumentaram 28%, para R$ 39 bilhões.
Mas alguns analistas acreditam que daqui para a frente o cenário pode mudar um pouco: para eles, a redução dos spreads deve fazer com que os lucros cresçam a uma taxa menor daqui para a frente. A alta dos ganhos entre dezembro e junho último foi de 13,7% – se esta taxa se mantiver nos próximos seis meses, o aumento dos lucros dos bancos em dezembro deste ano em relação à dezembro de 2005 ficará em 27,5% – bem menos do que os 40,3% dos últimos doze meses. Erivelto Rodrigues, presidente da Austin, acredita que a médio prazo, os bancos terão que deixar de ganhar na margem e ganhar com escala.
(Fonte: Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados)
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Por Mhais• 13 de setembro de 2006• 10:42• Sem categoria
Lucro do sistema cresce 40% em um ano, segundo o BC
Total registrado pelas 50 maiores instituições chegou a R$ 17,4 bi no primeiro semestre. Os 50 maiores bancos brasileiros registraram um crescimento de 40,3% no lucro líquido em um ano, segundo ranking do Banco Central (BC), relativo ao primeiro semestre deste ano.
São Paulo, 13 de Setembro de 2006 – Total registrado pelas 50 maiores instituições chegou a R$ 17,4 bi no primeiro semestre. Os 50 maiores bancos brasileiros registraram um crescimento de 40,3% no lucro líquido em um ano, segundo ranking do Banco Central (BC), relativo ao primeiro semestre deste ano. O lucro deste universo de instituições, que representam 84% do ssitema financeiro brasileiro, ficou em R$ 17,4 bilhões no período, ante R$ 12,4 bilhões nos primeiros seis meses de 2005.
Os ativos totais somavam R$ 1,536 trilhão em 30 de junho, um crescimento de 19,9% em relação aos R$ 1,282 trilhão no mesmo mês do ano passado. O patrimônio líquido passou de R$ 118,7 bilhões para R$ 132,2 bilhões; e os depósitos totais, de R$ 563,3 bilhões para R$ 662,5 bilhões. A rentabilidade também cresceu bastante, de 20,9% para 25,4%.
O ranking do BC, que classifica as instituições pelos ativos totais menos intermediação financeira, ficou inalterado em relação ao que era há um ano e há seis meses. Nos primeiros dez lugares, permanecem Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa, ABN Amro Real, Safra, HSBC e Banco Votorantim.
Receitas de crédito
O aumento do lucro e da rentabilidade dos bancos no período deu-se em função da forte expansão no crédito. Apesar da alta da inadimplência, que obrigou o reforço nas provisões contra créditos de difícil liquidação (o que tem impacto negativo sobre os lucros), as margens cresceram devido a alguns fatores, como a queda da taxa básica e a mudança do mix das carteiras, cada vez mais voltadas a operações de varejo, de maior risco e maior retorno.
Estudo da consultoria Austin Asis com base nos primeiros 16 balanços semestrais publicados pelos bancos mostra que os ganhos com as operações de crédito vêm crescendo em ritmo mais acelerado do que os volumes emprestados: enquanto a carteira chegou a R$ 359 bilhões em junho (uma alta de 23% em doze meses), as receitas com crédito aumentaram 28%, para R$ 39 bilhões.
Mas alguns analistas acreditam que daqui para a frente o cenário pode mudar um pouco: para eles, a redução dos spreads deve fazer com que os lucros cresçam a uma taxa menor daqui para a frente. A alta dos ganhos entre dezembro e junho último foi de 13,7% – se esta taxa se mantiver nos próximos seis meses, o aumento dos lucros dos bancos em dezembro deste ano em relação à dezembro de 2005 ficará em 27,5% – bem menos do que os 40,3% dos últimos doze meses. Erivelto Rodrigues, presidente da Austin, acredita que a médio prazo, os bancos terão que deixar de ganhar na margem e ganhar com escala.
(Fonte: Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados)
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