Brasília – O ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, confirmou que as auditorias do órgão confirmam que 2002 foi o “ano de ouro” dos lucros da empresa Planam, acusada de chefiar o esquema de fraudes para a compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento Geral da União.
Segundo a CGU, a Planam teve convênios no valor total de R$ 27 milhões nesse ano. Um montante de cerca de 30% em relação ao total apurado desde antes de 2000. Veja o quadro de valores apurados:
Ano
Valores de convênios com a Planam
Antes de 2000
–
2000
R$ 9.636.850,22
2001
R$ 19.827.984,87
2002
R$ 27.040.272,74
2003
R$ 13.450.083,69
2004
R$ 9.040.296,00
Total
R$ 78.995.487,52
Fonte: CGU
Contudo, Hage não afirma que isso é prova de que nas gestões do Ministério da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso haveria mais facilidades para a atuação da empresa. “O volume de compras de 2002 foi o maior de todos. Foi o ano de ouro da Planam. Se isso está a maior facilidades, não é a CGU que pode chegar a essa conclusão, mas os órgãos julgadores, que são a CPI, a Justiça e os tribunais de contas.”
O ministro da CGU reafirmou que o órgão não tem provas de participação direta de nenhum parlamentar. “Não temos provas de participação direta de nenhum parlamentar. Há indícios que com os depoimentos colhidos pela PF, MP e CPI, gravações de escutas e documentos apreendidos podem levar a incriminação de A ou B. O conjunto pode incriminar, e não só o trabalho da CGU”, disse.
As informação da CGU são encaminhadas para a Justiça e para a CPI a partir de pedidos formais. Segundo Hage, a tramitação dos processos da investigação sobre as fraudes das ambulâncias seguirá os ritos normais. “Tudo será enviado ao Ministério Público. E os processos administrativos também seguiram normalmente”.
Hage considera, no entanto, que os indícios de envolvimento do ex-ministro da Saúde e candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, nas fraudes merecem o mesmo tratamento dos órgãos de investigação e da imprensa que o dispensado ao também ex-ministro da Saúde e candidato petista ao governo de Pernambuco Humberto Costa (PT-PE). “Em relação ao Serra deve ser dado o mesmo tratamento que usaram para incriminar Humberto Costa”, avalia o ministro.
Por lessandra Bastos e Aloisio Milani – Repórteres da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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Por Mhais• 18 de setembro de 2006• 23:37• Sem categoria
CGU afirma que 2002 foi o ano de ouro para empresa Planam
Brasília – O ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, confirmou que as auditorias do órgão confirmam que 2002 foi o “ano de ouro” dos lucros da empresa Planam, acusada de chefiar o esquema de fraudes para a compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento Geral da União.
Segundo a CGU, a Planam teve convênios no valor total de R$ 27 milhões nesse ano. Um montante de cerca de 30% em relação ao total apurado desde antes de 2000. Veja o quadro de valores apurados:
Ano
Valores de convênios com a Planam
Antes de 2000
–
2000
R$ 9.636.850,22
2001
R$ 19.827.984,87
2002
R$ 27.040.272,74
2003
R$ 13.450.083,69
2004
R$ 9.040.296,00
Total
R$ 78.995.487,52
Fonte: CGU
Contudo, Hage não afirma que isso é prova de que nas gestões do Ministério da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso haveria mais facilidades para a atuação da empresa. “O volume de compras de 2002 foi o maior de todos. Foi o ano de ouro da Planam. Se isso está a maior facilidades, não é a CGU que pode chegar a essa conclusão, mas os órgãos julgadores, que são a CPI, a Justiça e os tribunais de contas.”
O ministro da CGU reafirmou que o órgão não tem provas de participação direta de nenhum parlamentar. “Não temos provas de participação direta de nenhum parlamentar. Há indícios que com os depoimentos colhidos pela PF, MP e CPI, gravações de escutas e documentos apreendidos podem levar a incriminação de A ou B. O conjunto pode incriminar, e não só o trabalho da CGU”, disse.
As informação da CGU são encaminhadas para a Justiça e para a CPI a partir de pedidos formais. Segundo Hage, a tramitação dos processos da investigação sobre as fraudes das ambulâncias seguirá os ritos normais. “Tudo será enviado ao Ministério Público. E os processos administrativos também seguiram normalmente”.
Hage considera, no entanto, que os indícios de envolvimento do ex-ministro da Saúde e candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, nas fraudes merecem o mesmo tratamento dos órgãos de investigação e da imprensa que o dispensado ao também ex-ministro da Saúde e candidato petista ao governo de Pernambuco Humberto Costa (PT-PE). “Em relação ao Serra deve ser dado o mesmo tratamento que usaram para incriminar Humberto Costa”, avalia o ministro.
Por lessandra Bastos e Aloisio Milani – Repórteres da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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