Os bancários de Campo Mourão decidiram ontem em assembléia acabar com a greve. Eles aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 3,5%. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e Região, Luis Marcelo Legnani, o reajuste foi abaixo do pedido que era de 7,5% e reposição da inflação medida pelo INPC.
Ainda em estado de greve, os bancos funcionaram normalmente em Campo Mourão ontem e na última quarta-feira e foi grande o movimento, pois as pessoas acreditavam que a greve podia continuar na próxima segunda-feira. Legnani espera um movimento grande nas agências bancárias segunda-feira e terça-feira. “Depois disso tudo deverá voltar ao normal”, pondera.
Das agências bancárias de Campo Mourão apenas o Bradesco e o Itaú não aderiram a greve, sendo que o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Unibanco, HSBC, Real e Santander participaram da paralisação.
A proposta apresentada pela Fenaban, ainda na manhã de quarta-feira, teve um reajuste salarial de 2,85% para 3,50%. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também melhorou: a proposta prevê a distribuição de 80% do salário, já reajustado, mais R$ 828 na parte fixa. Além disso, ainda há uma parcela adicional que será de 8% da variação nominal do lucro líquido de 2006 em relação a 2005, distribuído linearmente para todos os funcionários, com teto de R$ 1.500.
Para os bancos que tiverem um aumento de pelo menos 15% na lucratividade, fica garantido o mínimo de R$ 1.000. A novidade fica por conta da regra básica que será paga em sua totalidade (80% do salário mais R$ 828) em até dez dias após a assinatura da convenção coletiva, isso só em relação aos bancos privados.
O Banco do Brasil também melhorou a proposta da PLR, elevando a parte variável de 88% para 95% do salário. O banco manteve os R$ 412,00 de parcela fixa e a distribuição linear de 4% do lucro líquido. A Caixa Econômica Federal também avançou no Plano de Cargos Comissionados (PCC). Ao todo, o banco apresentou seis propostas para corrigir o PCC, entre elas a extinção do cargo em comissão de gerente júnior. Esses empregados serão enquadrados nos cargos em comissão de gerente de relacionamento ou de atendimento.
Reivindicações – Os trabalhadores exigiam um reajuste 2,85% – mesmo valor ofertado pelos patrões- mas queriam também um adicional por produtividade de 7,05%. Além disso, a categoria quer um salário de PLR, mais um adicional de R$ 1.500.
Além do aumento salarial, os trabalhadores do setor pediam ainda o término das terceirizações de serviços, aumento da gratificação de caixa, fim do assédio moral e das metas abusivas e a ampliação do horário de atendimento nas agências, mas com a criação de dois turnos de trabalho.
Fonte: http://www.tribunadointerior.com.br
Por Antonio Marcio
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Por Mhais• 16 de outubro de 2006• 09:52• Sem categoria
Tribuna do Interior: Bancários aceitam proposta e acabam com a greve em Campo Mourão
Os bancários de Campo Mourão decidiram ontem em assembléia acabar com a greve. Eles aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 3,5%. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e Região, Luis Marcelo Legnani, o reajuste foi abaixo do pedido que era de 7,5% e reposição da inflação medida pelo INPC.
Ainda em estado de greve, os bancos funcionaram normalmente em Campo Mourão ontem e na última quarta-feira e foi grande o movimento, pois as pessoas acreditavam que a greve podia continuar na próxima segunda-feira. Legnani espera um movimento grande nas agências bancárias segunda-feira e terça-feira. “Depois disso tudo deverá voltar ao normal”, pondera.
Das agências bancárias de Campo Mourão apenas o Bradesco e o Itaú não aderiram a greve, sendo que o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Unibanco, HSBC, Real e Santander participaram da paralisação.
A proposta apresentada pela Fenaban, ainda na manhã de quarta-feira, teve um reajuste salarial de 2,85% para 3,50%. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também melhorou: a proposta prevê a distribuição de 80% do salário, já reajustado, mais R$ 828 na parte fixa. Além disso, ainda há uma parcela adicional que será de 8% da variação nominal do lucro líquido de 2006 em relação a 2005, distribuído linearmente para todos os funcionários, com teto de R$ 1.500.
Para os bancos que tiverem um aumento de pelo menos 15% na lucratividade, fica garantido o mínimo de R$ 1.000. A novidade fica por conta da regra básica que será paga em sua totalidade (80% do salário mais R$ 828) em até dez dias após a assinatura da convenção coletiva, isso só em relação aos bancos privados.
O Banco do Brasil também melhorou a proposta da PLR, elevando a parte variável de 88% para 95% do salário. O banco manteve os R$ 412,00 de parcela fixa e a distribuição linear de 4% do lucro líquido. A Caixa Econômica Federal também avançou no Plano de Cargos Comissionados (PCC). Ao todo, o banco apresentou seis propostas para corrigir o PCC, entre elas a extinção do cargo em comissão de gerente júnior. Esses empregados serão enquadrados nos cargos em comissão de gerente de relacionamento ou de atendimento.
Reivindicações – Os trabalhadores exigiam um reajuste 2,85% – mesmo valor ofertado pelos patrões- mas queriam também um adicional por produtividade de 7,05%. Além disso, a categoria quer um salário de PLR, mais um adicional de R$ 1.500.
Além do aumento salarial, os trabalhadores do setor pediam ainda o término das terceirizações de serviços, aumento da gratificação de caixa, fim do assédio moral e das metas abusivas e a ampliação do horário de atendimento nas agências, mas com a criação de dois turnos de trabalho.
Fonte: http://www.tribunadointerior.com.br
Por Antonio Marcio
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