“O que a Fenaban apresentou não foi uma proposta, foi uma provocação”.
Nesta terça-feira, 29 de agosto, é dia da terceira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. No último encontro, os trabalhadores bancários ouviram um sonoro não, que repercutiu em manifestações e paralisações em todo o país, concentradas nos dias 24, 25 e 28. Os bancários mostraram sua força e que estão dispostos a lutar até o fim.
E agora banqueiros? Que tal abrir a mão?
Roberto Antônio Von Der Osten, presidente em exercício da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná, FETEC-CUT-PR lamenta o resultado da última reunião. “A expectativa era de que a Fenaban ao menos reajustasse com base na inflação e discutisse um índice de ganho real, entretanto, eles abriram a reunião do dia 21 propondo um acordo com validade de dois anos, mas sem reajuste algum agora”, conta Von Der Osten.
“A Fenaban disse que não é possível atender nenhuma das nossas reivindicações e que com a inflação baixa não há necessidade de negociações anuais. Podemos negociar o período de duração do contrato, mas aquela não era uma conversa do bem. Eles não pretendem recompor as perdas salariais”, concluiu.
“Esperamos uma mudança de postura”, disse Otávio Dias, secretário de Finanças e representante do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região no Comando Nacional. “O que eles apresentaram não foi uma proposta. Foi uma provocação. Se continuar assim, só nos resta parar por termo indeterminado”.
Sobre o teor das propostas aprovadas durante a Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, no final de julho, conta Otávio, “eles foram irônicos nas justificativas a cada uma das 20 negativas às nossas reivindicações prioritárias. Disseram não a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) linear e que não existe assédio moral/psíquico. Queremos que eles voltem a conversar com seriedade”.
Patrícia Meyer – FETEC-CUT-PR.
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