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Por 19:18 Sem categoria

O Sindicato é importante na luta pelos direitos do trabalhador

Linguagem de Libras é incorporada na comunicação do Sindicato com os trabalhadores.

Ela é a voz da assembléia

Uma antiga reivindicação dos metalúrgicos com deficiência começa a ser atendida por empresas, com ótimos resultados para os companheiros. Trata-se da presença de especialistas em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para traduzir por gestos o que é falado nas assembléias. O resultado agrada também às fábricas. Tanto que várias delas estão contratando o serviço desses profissionais.

Deise Silva Casagrande interpreta as assembléias na Toledo, em São Bernardo. Auxiliar de RH, ela passou a exercer a função por acaso, quando a empresa cumpriu a Lei de Cotas e contratou pessoas com deficiência. “Perguntaram se alguém gostaria de fazer o curso de Libras para auxiliar a comunicação com os novos colegas. Eu topei”, lembra. “Eles sempre me procuram quando têm algum problema”, revela Deise.

Fim do isolamento – O curso de intérprete foi feito por outras pessoas na Toledo e os resultados agradam. “O desempenho das pessoas com deficiência também melhorou pois não dependem mais de imitações ou instruções no papel para desenvolver o serviço”, completa Deise.

Carlos Alberto Gonçalves, o Krica, diretor do Sindicato, concorda com ela. “O trabalho do intérprete mostra a inclusão de fato. Em várias assembléias vemos pessoas com deficiência acompanhando ansiosos nossos informes, sem saber direito o que ocorre. A presença de um tradutor para Libras acaba com esse isolamento. É uma questão de cidadania”, diz Krica.

Pedagoga presta serviço no setor

A pedagoga Adriane Macarini Ferreira também faz tradução para Libras em fábricas de São Bernardo. Professora para pessoas com surdez na rede pública, ela é autora do projeto de intérprete de Libras que acontece na prefeitura da cidade.

Há alguns anos, alunos seus foram contratados pela Rolls-Royce, em São Bernardo. Quando houve um problema de comunicação entre eles e a empresa, Adriane foi chamada e resolveu a situação tão bem que foi incentivada a abrir uma empresa para prestar o mesmo auxílio a outras fábricas, como a própria Rolls-Royce, a Cyclop, a Termomecânica, a Marba e outras. “Quando surge algum problema com a empresa, esses trabalhadores entram em contato comigo através de uma mensagem de texto no celular ou pela internete. As empresas também me procuram quando precisam falar com eles”, revela a pedagoga.

Respeito – Adriane entende que traduzir para aos trabalhadores o que acontece na empresa é uma questão de respeito ao ser humano.

“No horário eleitoral, ensinava-se a votar mas a proposta dos candidatos não era apresentada aos eleitores surdos. Eles votavam sem saber direito no quê. No trabalho essa situação está mudando. E várias empresas também estão tomando consciência desse problema e adotando medidas para resolver a situação”, conclui Adriane.

Publicada na Tribuna Cidadania nº 25.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.smabc.org.br.

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