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Por 19:08 Sem categoria

Vamos mostrar a quem, de fato, deve pertencer o poder, afirma o presidente da Central Única dos Trabalhadores

Dia Nacional de Mobilização da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Os motivos de nossa mobilização em Brasília na próxima quarta são conhecidos. Vamos lá para cobrar que o governo federal e o Congresso Nacional abandonem projetos contrários aos interesses da classe trabalhadora e aceitem propostas preparadas e defendidas pela CUT e seus sindicatos filiados.

Além da mobilização de rua, com 20 mil trabalhadores e trabalhadoras vindos de todas as regiões do Brasil, vamos na parte da tarde realizar audiências com ministros e parlamentares para tentar mais uma vez abrir negociação em torno dos pontos da pauta.

A garra de nossa militância vai se manifestar desde as nove da manhã, em concentração diante da Catedral, e depois na passeata rumo ao Congresso e no ato político que faremos lá em frente. De mãos dadas, daremos um abraço no Congresso, num gesto simbólico para mostrar a quem, de fato, deve pertencer o poder e a quem deve atender.

Estamos diante de novos riscos para os trabalhadores. São ameaças acalentadas por setores mais conservadores do empresariado, por setores do Congresso Nacional e – citamos por último para deixar em destaque – por setores do governo federal.

Nossa atividade será a quarta rodada de mobilizações nacionais nos últimos seis meses. É um processo de luta que vai crescendo e não deve se encerrar. Além de defendermos nossa pauta, acreditamos que nosso engajamento serve para lembrar aos brasileiros que vale a pena se envolver em manifestações populares. O Brasil precisa mudar – e pode mudar. Desde que os movimentos sociais fiquem em cima. Incansáveis.

Artur Henrique
Presidente nacional da CUT.
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Dia 15: CUT realiza mobilização em Brasília para cobrar governo e Congresso

Dia Nacional de Mobilização da CUT reunirá mais de 15 mil trabalhadores e trabalhadoras de todos os estados do país. As delegações vão se concentrar a partir das nove da manhã em frente à Catedral de Brasília

(São Paulo) Na próxima quarta-feira, 15 de agosto, a CUT vai realizar uma mobilização pelas ruas de Brasília, com a participação de mais de 15 mil trabalhadores e trabalhadoras de todos os estados do país.

É o Dia Nacional de Mobilização da CUT. Vindas de ônibus, as delegações vão se concentrar a partir das nove da manhã em frente à Catedral de Brasília. A partir das 10h, tem início o ato político e posteriormente a marcha rumo ao Congresso Nacional. Lá, as delegações vão se concentrar novamente e lideranças e militantes, em carros de som, comandam ato político para defender a pauta de reivindicações. Ao meio-dia será realizado um abraço ao Congresso, com todos os militantes de mãos dadas.

O atendimento da pauta depende em parte do Congresso Nacional, mas também do governo federal. Por isso, além da mobilização de rua, a CUT quer realizar audiências com ministros e parlamentares no período da tarde – as lideranças sindicais cutistas vão se dividir nessa tarefa, pois algumas audiências, se confirmadas, ocorrerão simultaneamente.

Parte significativa da pauta de reivindicações refere-se a ameaças aos direitos dos trabalhadores acenadas pelo governo federal. A CUT cobra que o governo Lula retire projetos já encaminhados e outros em gestação, e acolha propostas elaboradas pela Central e seus sindicatos filiados. Sobre o Congresso, a cobrança se dará pela aprovação de projetos de interesse da classe trabalhadora.

Entre as categorias que vão participar da mobilização, os metalúrgicos chegarão a Brasília primeiro, para realizar um acampamento entre os dias 13 e 15.

Veja a pauta de reivindicações da CUT:

– respeito total ao direito de greve e fim do interdito proibitório. Para tanto, a CUT defende que o governo abandone os projetos esboçados para restringir o direito de greve e ratifique a Convenção 151 da OIT, além de regulamentar um sistema de negociação permanente no serviço público, com participação dos usuários;

– manutenção, pelo Congresso, do veto à emenda 3;

– retirada do projeto de lei que pretende criar as fundações estatais de direito privado;

– manutenção dos direitos previdenciários e inclusão dos trabalhadores que atualmente estão fora do sistema, como forma de fazer justiça social e garantir a sustentação da Seguridade Social. Fim do fator previdenciário;

– reforma agrária, atualização do índice de produtividade e incentivo à agricultura familiar;

– retirada do PLP 01, que pretende “engessar” os investimentos federais na folha de pagamento da União;

– aprovação dos projetos de redução da jornada de trabalho e de limitação das horas extras;

– valorização da educação pública e adoção de um piso salarial nacional digno.

Fonte: CUT.

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