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Em São Paulo, sardinhadas em protesto contra demissão no Bradesco e em Curitiba é o Itaú que está demitindo; em comum, a perversidade patronal e a ganância por lucros destes dois bancos, que juntos lucraram mais de 4 bilhões de reais no primeiro trimestre

Caixa com quase 20 anos de empresa foi sumariamente colocada na rua

São Paulo – Com mais de 18 anos de banco, uma caixa do Bradesco foi surpreendentemente demitida há cerca de 15 dias. Pós-graduada em gestão de RH, perdeu o emprego sob uma daquelas justificativas que pouco explicam: falta de perspectiva de crescimento. Em seu longo tempo de dedicação, afastou-se apenas uma vez, no nascimento do filho, que hoje ainda é criança e dependente dela.

Foi esse o motivo que levou o Sindicato para a porta da agência Jardim Ângela, onde a bancária trabalhava, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Como protesto, foi feita uma sardinhada na porta do local, com aproximadamente 20 quilos de peixe cozidos na brasa.

“É mais uma arbitrariedade cometida pelo banco com uma funcionária que dedicou boa parte da vida à empresa. Foram 18 anos de trabalho. Será que isso não tem valor para o banco? Será que de uma hora para outra ela não serve mais? O funcionário precisa ser valorizado. É ele o principal responsável pelos lucros recordes constantemente divulgados”, diz Rubens Blanes, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco.

Os representantes dos trabalhadores ainda explicaram à população a razão da manifestação e obtiveram apoio maciço. “Muitas pessoas que pararam para nos ouvir conhecem a trabalhadora e ficaram indignados com a demissão. Todos disseram que ela era muito eficiente e sempre atendia com muito carinho”, completa Blanes.
Além de Blanes, participaram do protesto os dirigentes Marcos Antonio do Amaral, o Marquinhos, do Sindicato; Osvaldo Caetano e Haroldo Rocha, da Fetec-CUT/SP.

André Rossi – 06/05/2008.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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Itaú demite seletivamente em Curitiba

Sob a alegação de excedente e inadequação da mão-de-obra curitibana, o Banco Itaú vem adotando uma postura que privilegia a ganância pelos altos lucros.

Após terminar o prazo que previa a indenização adicional em casos de demissões, descrito na Convenção Coletiva Nacional, o banco passou a demitir trabalhadores que, segundo seu julgamento, não se enquadram na tal “cultura de performance”. Um absurdo !

O que se vê, são mães e pais de famílias sendo sumariamente demitidos após longos anos de dedicação e serviços prestados à empresa. Nem parece que cada um destes trabalhadores participou da construção deste que é um dos maiores bancos do país.

O movimento sindical cutista vem cobrando uma mudança de postura e caso não haja a devida sensibilização da diretoria do banco, a tendência é a radicalização dos ânimos.

FETEC-CUT-PR.

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Itaú tem lucro maior no primeiro trimestre e mantém projeções para 2008

SÃO PAULO (Reuters) – O Itaú obteve no primeiro trimestre lucro líquido de 2,04 bilhões de reais, avanço de 7,5 por cento sobre igual período de 2007. O balanço foi influenciado por um aumento expressivo na carteira de crédito e por um avanço menor na receita com prestação de serviços.

A previsão para o crescimento da carteira de crédito em 2008 foi mantida entre 25 e 30 por cento e o banco avalia fazer captações de recursos no exterior no decorrer do ano após a elevação do Brasil a grau de investimento na semana passada pela agência Standard & Poors.

O diretor de controladoria do Itaú, Silvio de Carvalho, disse que “estaremos mais presentes no mercado internacional em termos de captação de recursos”, mas evitou fazer previsões sobre quando e montantes de possíveis operações. O Itaú já era grau de investimento antes da elevação do Brasil e teve nota melhorada com o avanço do conceito do país.

Além disso, o executivo afirmou que grandes empresas do país também devem se voltar mais ao exterior em busca de recursos por conta das vantagens oferecidas pela melhora da classificação brasileira.

Apesar do crescimento no lucro, as ações do Itaú recuavam 3,8 por cento no início desta tarde afetadas por realização de lucro, segundo analistas consultados pela Reuters.

“Operacionalmente veio bem, o resultado recorrente veio em linha com o que esperávamos. A queda nas ações deve-se provavelmente à realização de lucros porque na semana passada elas subiram bem”, disse Lia da Graça, analista do Banif Investment.

O banco, segundo maior privado do país, encerrou o primeiro trimestre com uma carteira de 137,7 bilhões de reais ante 101,07 bilhões de reais registrados um ano antes. As áreas de destaque foram financiamento para veículos e cartão de crédito, no segmento pessoa física; e micro, pequenas e médias empresas, na área de pessoa jurídica.

“O primeiro trimestre foi um crescimento até atípico em relação a anos anteriores, normalmente o primeiro trimestre é menos ativo em operações”, disse Carvalho, citando que isso reflete um quadro de crescimento “bastante expressivo da economia brasileira”.

As operações internacionais do Itaú também cresceram no trimestre, com Argentina, Chile e Uruguai avançando 52,2 por cento, para 10,4 bilhões de reais.

Mas, apesar do crescimento externo, “nossa prioridade é Brasil e a segunda prioridade é Brasil também. Eventualmente, se aparecer um negocio atrativo, consideraremos (uma aquisição)”.

Uma média de estimativas de três analistas ouvidos pela Reuters Estimates previa lucro do Itaú em 1,95 bilhão de reais, enquanto o ganho recorrente da instituição ficou em 1,98 bilhão de reais.

Na semana passada, o Bradesco, maior banco privado do país, divulgou lucro líquido de 2,10 bilhões de reais, resultado 23,3 por cento acima do obtido no primeiro trimestre de 2007, com avanço de 38,5 por cento na carteira e sensível expansão nas áreas de seguros e previdência.

NÚMEROS

O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado do Itaú, importante indicador da rentabilidade de um banco, fechou o trimestre passado em 28,1 por cento ante 31,3 por cento um ano antes.

Já o resultado bruto de intermediação financeira somou 3,953 bilhões de reais, avanço de 6,3 por cento em relação ao primeiro trimestre de 2007.

Refletindo campanha de fidelização de clientes via redução de tarifas, a receita do Itaú com prestação de serviços somou 2,5 bilhões de reais, caindo 6,4 por cento em relação ao quarto trimestre e avançando 3,3 por cento na comparação com os três primeiros meses de 2007. Mas entre 2006 e 2007, a receita teve avanço maior, de 14 por cento.

O Itaú registrou ativos totais de 327,624 bilhões de reais no trimestre passado contra 257,85 bilhões de reais entre janeiro e março de 2007. Enquanto isso, o Bradesco viu seus ativos avançarem 26 por cento, para 355,52 bilhões de reais.

Por Alberto Alerigi Jr.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.reuters.com.br.

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