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Déficit das transações do país com o exterior até abril supera previsão do Banco Central

Brasília – O déficit em transações correntes (todas as transações do país com o exterior) de US$ 14,068 bilhões nos quatro primeiros meses do ano é o maior para o período desde 1947, quando teve início a série histórica do Banco Central. O resultado supera a previsão do BC para o ano, de US$ 12 bilhões. No próximo mês, o Banco Central deverá rever as projeções para o ano.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o principal motivo é a redução do saldo da balança comercial, que chegou no quadrimestre a US$ 4,579 bilhões. Essa redução se deve ao ritmo de crescimento maior das importações (44% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado) do que das exportações (14%).

Outro fator apontado por Lopes é o aumento das remessas de lucros e dividendos de empresas filiais no Brasil para o exterior que chegou a US$ 12,358 bilhões, contra US$ 5,175 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Os setores que mais enviaram lucros e dividendos ao exterior foram serviços financeiros (25,1%), veículos automotores (20,7%) e metalurgia (10,7%). De acordo com Lopes, esses são setores que têm enfrentando dificuldades no exterior, por isso as filiais brasileiras mandam recursos para fora. Segundo dados parciais de maio, até hoje, o envio de lucros e dividendos chegou a US$ 2,9 bilhões.

Lopes explicou, no entanto, que a tendência é de “acomodação” do déficit em conta corrente nos próximos meses. Segundo ele, a expectativa é de regularização das exportações, o que é indicado pelo resultado parcial de maio, até o dia 18, que registra superávit comercial de US$ 2,219 bilhões, já considerado o maior resultado do ano. Ele lembrou que em abril as exportações foram prejudicadas por atrasos no embarque de minério e de soja, em função da greve de auditores fiscais, de manifestações de produtores argentinos, entre outros fatores. “Só agora em maio é que o fluxo volta à normalidade”.

No caso dos lucros e dividendos, para Lopes, a expectativa é de redução dessas remessas. “Tende a estabilizar e até cair porque esses lucros começam a ser reinvestidos. Quando se tem uma economia crescendo, a expectativa é que aumente os investimentos e o lucro é para reinvestimento também”. Para o mês de abril, a expectativa do BC é que o déficit em transações correntes fique em US$ 1,5 bilhão.

O Banco Central também registrou recorde para o investimento estrangeiro direto (IED) no país que chegou a US$ 3,872 bilhões, em abril, e acumulou US$ 12,671 bilhões em quatro meses, os maiores resultados para o período, desde 1947. A projeção para maio é de que o IED fique em US$ 1,4 bilhão. Até hoje, está em US$ 1,1 bilhão.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

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Transações financeiras do país com exterior têm déficit de US$ 3,3 bilhões em abril

Brasília – O saldo das transações correntes do Brasil com o exterior ficou negativo em US$ 3,310 bilhões em abril, acumulando US$ 14,068 bilhões no ano. O valor já está acima da previsão do Banco Central para o ano que é de déficit de US$ 12 bilhões. Analistas de mercado projetam para o ano um total negativo de US$ 20 bilhões nas transações correntes.

Nos mesmos períodos do ano passado, os números foram positivos em US$1,806 bilhão e US$ 2,047 bilhões. Os dados são da nota do Setor Externo, divulgada hoje (26) pelo Banco Central.

A balança comercial ficou com saldo positivo de US$ 1,744 bilhão em abril e acumulou US$ 4,579 bilhões em quatro meses, contra US$ 4,178 bilhões de março do ano passado e US$ 12,898 bilhões até abril de 2007.

A conta de rendas e serviços (remessas de lucros, dividendos e juros aos exterior e gastos com viagens internacionais) fechou o mês com déficit de US$ 5,331 bilhões; as transferências unilaterais correntes ficaram positivas em US$ 8,674 bilhões.

O investimento estrangeiro direto no Brasil (aquele que se destina aos setores produtivos da economia) ficou em US$ 3,872 bilhões no mês, contra o resultado de US$ 3,471 bilhões do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o investimento estrangeiro direto acumula US$ 12,671 bilhões. Para o ano, a previsão do Banco Central é de que entrem na economia brasileira US$ 32 bilhões.

A dívida externa brasileira estimada em abril chegou a US$ 200,2 bilhões, com redução de US$ 2,5 bilhões em relação à posição estimada para março.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

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País recebeu US$ 1,8 bilhão até 21 de maio

Brasília – A entrada de dólares no país chegou a US$ 1,8 bilhão até o dia 21 de maio, segundo dados parciais divulgados hoje (26) pelo Banco Central.

A contribuição das operações da balança comercial foi de US$ 2,8 bilhões, com exportações de US$ 10,6 bilhões e importações de US$ 7,7 bilhões. Nas operações financeiras, o saldo de entrada e saída de dólares é negativo em US$ 1,054 bilhão.

Em abril, a entrada de dólares superou as saídas em US$ 10,7 bilhões.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

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