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Em sete meses, economia para pagar juros da dívida ultrapassa meta do ano

Brasília – O esforço fiscal nos sete primeiros meses de 2008 superou o previsto para todo o ano. De acordo com relatório divulgado hoje (26) pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Governo Central – formado pelo Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social – economizou R$ 68,430 bilhões.

Além de superar a meta de R$ 63,4 bilhões para este ano, o resultado é 43,2% maior que os R$ 47,8 bilhões obtidos nos sete primeiros meses do ano passado. No acumulado de 12 meses, o superávit primário, que é a economia de recursos para pagar os juros da dívida, atingiu 2,86% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta estabelecida é de 2,2% do PIB.

Apesar do aperto maior, o governo federal investiu mais neste ano. De janeiro a julho, o valor dos investimentos pagos somou R$ 12,865 bilhões, 49% a mais que os R$ 8,658 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, essa foi a maior expansão registrada até agora.

Os desembolsos com o Projeto Piloto de Investimento (PPI) também aumentaram na comparação com 2007. De acordo com o Tesouro, os pagamentos acumulados com o PPI atingiram R$ 3,31 bilhões de janeiro a julho, mais que o dobro em relação ao R$ 1,611 bilhão gastos nos sete primeiros meses de 2007.

Mesmo com a alta, os gastos com o PPI ainda estão distantes da meta de R$ 13,8 bilhões estabelecida para 2008. O PPI permite excluir do cálculo do superávit primário gastos com investimentos em infra-estrutura e saneamento básico, considerados prioritários.

No mês de julho, isoladamente, o Governo Central economizou menos que em junho. Segundo o Tesouro, o superávit primário foi de R$ 7,065 bilhões no mês passado, 10,7% a menos que os R$ 7,917 milhões registrados em junho.

A economia foi menor em julho devido ao adiantamento do décimo-terceiro salário aos servidores do Executivo Federal e ao pagamento do abono salarial pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.

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Maior superávit primário tem permitido redução da dívida pública, diz coordenador

Brasília – Os superávits primários mais fortes neste ano estão estimulando a queda da dívida pública. A avaliação é do coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Guilherme Pedras.

Ao comentar a queda de 3,39% no estoque da dívida pública, divulgada hoje (20) pelo Tesouro, Pedras explicou que a economia maior de recursos públicos tem permitido ao governo aumentar os resgates de títulos e reduzir as emissões de papéis, o que reduz o total da dívida.

Apenas no primeiro semestre, o Governo Central – formado pelo Tesouro Nacional, pela Previdência Social e pelo Banco Central – economizou R$ 61 bilhões, resultado 44% superior ao obtido no mesmo período de 2007. Esse montante, chamado de superávit primário, é usado para abater os juros da dívida pública.

No último mês, o Tesouro resgatou R$ 57,5 bilhões a mais do que emitiu em títulos da dívida interna. Segundo Pedras, esse volume, na maior parte, explica-se porque em julho tradicionalmente existe uma concentração de vencimentos de papéis prefixados. “O resgate líquido elevado já era esperado, mas, de agosto a dezembro, os vencimentos serão menores”, disse.

Em julho, no entanto, o resgate líquido foi maior que o de outros meses com perfil semelhante na administração da dívida. Em abril, quando também houve concentração de vencimentos, o Tesouro resgatou R$ 43 bilhões a mais do que emitiu em títulos da dívida interna.

O resgate de títulos também poderia ser sinal de que o Tesouro não está conseguindo atrair interessados em adquirir papéis do governo e financiar as contas públicas. Pedras, no entanto, rechaçou essa hipótese. “As condições de mercado são avaliadas o tempo todo pelo Tesouro e constatamos que não existe nenhuma rejeição”, alegou.

Segundo Pedras, nem no exterior as condições estão complicadas, apesar da turbulência internacional provocada pela crise no mercado imobiliário norte-americano: “Neste ano fizemos apenas uma emissão no exterior, nem tanto com a intenção de captar dólares, mas para melhorar o perfil da dívida pública”.

Em maio, o Brasil conseguiu captar US$ 525 milhões no exterior em títulos com vencimento em 2017. A operação foi considerada bem-sucedida pelo Tesouro Nacional.

Por meio da emissão de títulos, o Tesouro toma emprestado recursos dos investidores para fechar as contas públicas. O governo, no entanto, compromete-se a devolver o dinheiro com juros, o que representa endividamento para os cofres públicos.

Brasília – O esforço fiscal nos sete primeiros meses de 2008 superou o previsto para todo o ano. De acordo com relatório divulgado hoje (26) pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Governo Central – formado pelo Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social – economizou R$ 68,430 bilhões.

Além de superar a meta de R$ 63,4 bilhões para este ano, o resultado é 43,2% maior que os R$ 47,8 bilhões obtidos nos sete primeiros meses do ano passado. No acumulado de 12 meses, o superávit primário, que é a economia de recursos para pagar os juros da dívida, atingiu 2,86% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta estabelecida é de 2,2% do PIB.

Apesar do aperto maior, o governo federal investiu mais neste ano. De janeiro a julho, o valor dos investimentos pagos somou R$ 12,865 bilhões, 49% a mais que os R$ 8,658 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, essa foi a maior expansão registrada até agora.

Os desembolsos com o Projeto Piloto de Investimento (PPI) também aumentaram na comparação com 2007. De acordo com o Tesouro, os pagamentos acumulados com o PPI atingiram R$ 3,31 bilhões de janeiro a julho, mais que o dobro em relação ao R$ 1,611 bilhão gastos nos sete primeiros meses de 2007.

Mesmo com a alta, os gastos com o PPI ainda estão distantes da meta de R$ 13,8 bilhões estabelecida para 2008. O PPI permite excluir do cálculo do superávit primário gastos com investimentos em infra-estrutura e saneamento básico, considerados prioritários.

No mês de julho, isoladamente, o Governo Central economizou menos que em junho. Segundo o Tesouro, o superávit primário foi de R$ 7,065 bilhões no mês passado, 10,7% a menos que os R$ 7,917 milhões registrados em junho.

A economia foi menor em julho devido ao adiantamento do décimo-terceiro salário aos servidores do Executivo Federal e ao pagamento do abono salarial pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.

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Resgate elevado de títulos faz dívida pública cair 3,39% em julho

Brasília – O resgate de títulos compensou a alta dos juros e fez a dívida pública federal cair 3,39% no mês passado. Segundo relatório divulgado hoje (20) pelo Tesouro Nacional, o estoque da dívida passou de R$ 1,343 trilhão em junho para R$ 1,297 em julho.

A principal responsável pela queda foi a dívida mobiliária (em títulos) interna, que encerrou julho em R$ 1,204 trilhão, redução de R$ 42,9 bilhões. Segundo o Tesouro,a diminuição foi provocada principalmente pelo resgate líquido de R$ 57,5 bilhões em títulos federais.

Esse volume de resgate impediu que os juros pressionassem a dívida para cima, mesmo com as recentes elevações da taxa Selic, que mede os juros básicos da economia. De acordo com o relatório, a apropriação de juros somou R$ 14,6 bilhões, quase quatro vezes menos que os resgates líquidos.

A dívida pública externa fechou julho em R$ 71,9 bilhões, R$ 21,6 bilhões (2,7%) a menos que os R$ 93,5 bilhões registrados em junho. A valorização de 1,59% do real em relação ao dólar no mês passado e o resgate antecipado de títulos emitidos no exterior foram os principais responsáveis pela queda.

Apesar da queda no estoque, os reajustes nos juros básicos da economia afetaram a estratégia do governo de aumentar a oferta de títulos prefixados, favoráveis ao Tesouro porque permitem à equipe econômica prever exatamente quanto vai gastar para administrar a dívida. A parcela de papéis prefixados na dívida mobiliária caiu de 34,77% em junho para 30,88% em julho.

Em contrapartida, a proporção de títulos vinculados à taxa Selic aumentou de 37,32% para 39,66% no mesmo período, reflexo das altas de juros. As altas na inflação no primeiro semestre também atraíram o interesse dos investidores nos papéis vinculados a índices de preços, cuja fatia na dívida em títulos aumentou de 27,9% para 29,47%.

Esses percentuais levam em conta as operações de swap cambial reverso, procedimento realizado pelo Banco Central com o objetivo de conter a queda do dólar.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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