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Comitê de Política Monetária mantém o país com a maior taxa de juro do mundo; recusa a reduzir os juros é tentativa de introduzir a crise americana no Brasil

A decisão do Banco Central de manter os juros básicos em 13,75% – o que, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses, significa uma taxa real de 8%, novamente muito além do segundo lugar em juros no mundo, a Hungria (5,6%), do terceiro, a Turquia (5%), para não falar que o quarto colocado é a Austrália, com meros 3% ao ano, e abaixo disso estão os juros básicos de todos os outros países da Terra – teria o único sentido de que o sr. Meirelles e seus 7 cúmplices do Comitê de Política Monetária do BC (Copom) consideram que todos os brasileiros, do presidente da República à mais humilde dona de casa, passando pelos trabalhadores, empresários, políticos, economistas, intelectuais e mais o que exista neste país, são idiotas que não sabem o que é bom para si mesmos e o que é certo para a coletividade.

LUMINARES

Já que todos os citados são a favor de que os juros sejam menores, e acham que baixar os juros – sobretudo quando a crise norte-americana ronda o nosso quintal – é uma necessidade para que o crescimento seja mantido, conclui-se que somente Meirelles e esses 7 luminares é que percebem que o país necessita é de juros altos, estupidamente altos, que esfolem todos, travem a produção, impeçam os investimentos, quebrem o consumo e aumentem o desemprego. Todos os outros, com exceção dos membros do Copom, nada entendem de economia ou do país ou de suas necessidades.

Mas, abstraindo o caráter profundamente antidemocrático das decisões do Copom (quem elegeu esses elementos para mandarem no dinheiro do país?), não estamos, leitores, diante de um caso de megalomania. Forçoso é reconhecer que o sr. Meirelles, apesar da aparência algo rotunda, não é um Napoleão de hospício. Se fosse assim, bastaria interná-lo numa instituição apropriada. Mas o problema – e se trata do mais agudo problema com que o país se defronta – não é de doença. Pertence, meramente, ao ramo da canalhice.

Todos os países do mundo têm baixado as taxas de juros para enfrentar a crise – ou evitá-la. Trata-se de uma medida óbvia quando a ameaça é uma recessão, mesmo do ponto de vista mais vulgar, isto é, neoliberal. Meirelles sabe disso. Tanto assim que o comunicado do Copom começa com “tendo a maioria dos membros do Comitê discutido a possibilidade de reduzir a taxa básica de juros já nesta reunião…”.

Então, por que não o fizeram? Há o problema geral de sempre: enquanto o BC for um feudo administrado por funcionários de bancos estrangeiros, será o interesse dos bancos estrangeiros que eles contemplarão. Mais ainda quando esses bancos – inclusive os maiores, como o Citibank – estão sofrendo as conseqüências de sua própria irresponsabilidade e ganância, desesperadamente em busca de dinheiro do Estado para sobreviver.

Mas existe outro motivo, este puramente político: como o presidente da República observou, basta ligar a televisão ou ler qualquer órgão da imprensa reacionária para constatar uma torcida, uma verdadeira histeria pela crise. No essencial essa crise, oriunda das matrizes imperialistas, ainda não afetou o Brasil, exceto tangencialmente. Mas, a julgar pelo noticiário de certos jornais, rádios e Tvs, ela já deveria ter feito aqui o que Átila, o huno, fazia ao passar: devastar até a pastagem dos bois, cavalos e cabras.

Significativamente, a alta taxa básica de juros (Selic), no momento, como declararam há poucos dias os presidentes do Banco do Brasil, do BNDES e a presidente da Caixa Econômica Federal, impede que os bancos estatais baixem mais os seus juros. Portanto, é o principal entrave para a política do presidente Lula de usar os bancos estatais para combater a escassez de crédito e os juros altos dos bancos privados. Em síntese: os juros básicos do BC são o obstáculo central à política de não deixar que o país seja arrastado pela crise norte-americana, como até agora não o foi.

Voltando ao “noticiário” que mencionamos, é óbvio que ele tem mais a ver com o ódio da derrotada mídia golpista a Lula, ao seu governo, e ao que eles representam, do que com a realidade. Primeiro, a crise de que eles falam não é a crise verdadeira, mas puro terrorismo. Segundo, não há motivo para que nos assustemos com crise alguma. Pelo contrário, a crise da metrópole é o momento dos países dependentes irem em frente, como já aconteceu em nossa História em vários momentos – o mais notável deles, o ciclo de desenvolvimento implementado pela Revolução de 30, enquanto os países centrais se debatiam no atoleiro da crise iniciada em 1929.

Mas também é evidente que para isso – para que continuemos a crescer – são necessárias medidas que evitem a importação da crise. É a esse esforço que se tem dedicado o presidente Lula.

No entanto, o grande limite a essas medidas são os juros do BC. Além de impedir que os bancos públicos atuem estimulando o crescimento via juros baixos e oferta de crédito, ninguém – sobretudo os empresários – poderá acreditar plenamente que tais medidas vão funcionar se os juros continuarem nos píncaros da alucinação financeira. Todos sabem que os juros altos são uma barreira às medidas para incentivar o crescimento. Daí, a expectativa e a pressão que cercou a reunião do Copom, com o próprio presidente tendo declarado há poucos dias que “é hora de baixar juros, é hora de baixar preços”.

OBSESSÃO

Portanto, a recusa a baixar os juros é, sem tirar nem por, a tentativa de introduzir a crise americana no Brasil, contra, literalmente, a vontade do país inteiro. O motivo para isso é, descaradamente, político: o principal obstáculo para a reação no Brasil, agora e nas eleições de 2010, é a imensa popularidade de Lula, cuja base é o crescimento que seu governo trouxe ao país. Destruir esse crescimento passou a ser a obsessão dos marginais incrustados na mídia, no parlamento – e no Banco Central.

De onde se pode concluir que o comunicado do BC (“tendo a maioria dos membros do Comitê discutido a possibilidade de reduzir a taxa básica de juros já nesta reunião…”) é, mais do que cinismo, a confissão da canalhice. Além, evidentemente, de ser uma tentativa repulsiva de se manter nos cargos enganando o próximo.

Por CARLOS LOPES.

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Lula: mídia realiza “propaganda sistematizada em favor da crise”

“Tem gente torcendo para a gente quebrar”, afirmou o presidente da República em Tocantins

Durante inauguração do trecho Araguaína-Colinas (TO) e do Pátio Multimodal da Ferrovia Norte-Sul, na terça-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ação da mídia monopolista de semear o pânico sobre os efeitos da crise econômica. “É só vocês lerem, leiam e vejam televisão, escutem rádio, ou seja, é quase uma propaganda sistematizada em favor da crise, é quase uma propaganda”, afirmou.

O presidente advertiu que “tem gente torcendo para a gente quebrar, tem gente que vai se deitar rezando: ‘Tomara que a crise pegue o Brasil para esse Lula se lascar’”.

“Eu acho que a gente tem que falar da crise porque ela é séria, ela é profunda, mas a crise não foi causada por nós. Eu posso dizer, como presidente da República, olhando para vocês: não tem nenhum país do mundo mais preparado do que o Brasil para enfrentar esta crise. Não tem nenhum país do mundo mais preparado do que o Brasil, com mais estabilidade. Nós temos reservas, nós temos mercado interno, e nós temos uma economia crescente”, frisou o presidente.

Lula reprovou a economia baseada na especulação e defendeu o crescimento baseado na produção. “Nunca houve nenhuma razão para o petróleo custar US$ 150 o barril. Era pura especulação no mercado futuro. Diziam que era a China, e era mentira, era especulação. Vocês viram o alimento subir em julho do ano passado, estourou o preço da soja, por quê? Exploração. Porque nada explica que aquelas coisas tenham subido como subiram”, disse. E enfatizou: “Quando alguém quer ganhar dinheiro sem produzir um bem, ou é ladrão ou é especulador, porque o dinheiro de uma nação tem que ser produzido à custa da produção: é produzir um capacete, é produzir um sapato, é produzir um óculos, é produzir uma máquina, é produzir uma caneta, é produzir uma máquina fotográfica”.

Inversamente, expressou Lula, sustentar o crescimento fora da economia real, lastreado apenas em papéis, resulta em bancarrota: “Se for da especulação, acontece o que aconteceu nos Estados Unidos, cria uma bolha, é como se fosse um ovo sem gema: você quebra e não tem nada dentro. Então, quebrou a economia americana, eles já colocaram lá mais de US$ 1 trilhão e 300 bilhões”. Registremos que dos chamados países desenvolvidos (G-7), quatro já se encontram em recessão: EUA, Japão, Alemanha e Itália. E a Inglaterra está bem próxima.

“A minha vinda aqui para inaugurar esta obra, e o que eu vou fazer no ano que vem, visitando nossas obras, é a resposta que eu dou à crise. Eu disse aos governadores: não parem de investir um centavo. Se a gente parar de investir, a crise vem”, sublinhou. “O meu orgulho é este, é saber que esta ferrovia vai transportar soja que vai gerar emprego, vai transportar álcool que vai gerar emprego, vai transformar produtos industriais que serão feitos aqui e que vão gerar empregos. Não tem nada mais importante para um presidente da República, que durante 27 anos trabalhou dentro de uma fábrica, do que saber que em seis anos nós criamos mais de 10,5 milhões de empregos com carteira nacional assinada”, acrescentou.

Lula avaliou que o momento não é para gasto em custeio, mas com investimentos em obras de infra-estrutura, “investimento em coisas que possam gerar empregos”. Segundo o presidente, para viabilizar o investimento é preciso “consertar” o crédito – isto é, os juros – que está muito alto. “Eu sei que tem um problema chamado crédito que nós vamos consertar, porque o crédito está muito alto neste país e o dinheiro desapareceu. Nós vamos consertar isso. Agora, o momento de investir é este, para a gente se preparar”, destacou Lula.

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Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 6,8% no 3º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou uma variação de 6,8% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Até setembro, acumula uma taxa de 6,4%. Os números foram divulgados na terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o órgão, para o expressivo resultado alcançado no terceiro trimestre “o maior destaque foi o crescimento de 19,7% da Formação Bruta de Capital Fixo, explicado, principalmente, pelo aumento da produção interna e da importação de máquinas e equipamentos”. Outro ponto essencial foi o consumo das famílias, com alta de 7,3%.

“O crescimento se espalhou por toda a economia, principalmente nas áreas mais importantes, como investimentos e construção civil, indústria e consumo das famílias”, afirmou a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Nos trimestres anteriores, os investimentos (FBCF) evoluíram 16,0%, 15,4% e 16,6%, respectivamente, no quarto trimestre de 2007 e primeiro e segundo trimestres de 2008. “Segundo os dados até o terceiro trimestre, a economia brasileira atravessava um período de grande crescimento econômico, caracterizado principalmente por um boom de investimentos”, avalia o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

No terceiro trimestre, o PIB não sofreu os impactos da crise. A principal questão se encontra exatamente naquilo que tem sustentado o crescimento: a expansão dos investimentos. Com a sabotagem aberta do Banco Central, que insiste em manter os juros em níveis estratosféricos – 13,75% ao ano -, o ritmo de crescimento dificilmente será mantido no quarto trimestre, mesmo que não comprometa a expansão do PIB no corrente ano. O problema mais sério que o BC põe em perigo com seus juros altos é o resultado de 2009. “Não se trata tão somente de uma política de defesa dos níveis de renda e emprego, o que em si já é muito importante, mas também de uma política que incentive ao máximo a preservação daquele momento único que vivia o investimento no país. Nesse sentido, são necessárias várias ações, e a primeira dela é uma significativa (e não mera indicativa) redução da taxa básica de juros”, defende o Iedi.

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No terceiro trimestre, PIB cresce 1,8 % em relação ao segundo trimestre

O PIB(1) a preços de mercado apresentou elevação de 6,8% no terceiro trimestre de 2008, em relação a igual trimestre de 2007. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou um aumento de 6,3% e os Impostos sobre Produtos uma elevação de 10,1%. Na taxa acumulada em doze meses terminados em setembro, o crescimento foi de 6,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

O PIB a preços de mercado apresentou crescimento de 1,8% no terceiro trimestre de 2008, em relação ao segundo trimestre, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. O destaque foi a Indústria, com crescimento de 2,6%, seguida pela Agropecuária, com elevação de 1,5%, e Serviços com aumento de 1,4%. Cabe salientar que as séries são sazonalmente ajustadas de maneira direta, ou seja, as séries são ajustadas individualmente.

O Produto Interno Bruto medido a preços de mercado, para o terceiro trimestre de 2008, alcançou R$ 747,3 bilhões, sendo R$ 631,5 bilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 115,8 bilhões aos Impostos sobre Produtos.

Em relação aos componentes da demanda interna, destaca-se o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo de 6,7% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao segundo trimestre. A Despesa de Consumo das Famílias cresceu 2,8%, seguida pela Despesa de Consumo da Administração Pública com elevação de 1,5%. Já pelo lado do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram queda de 0,6% e as Importações de Bens e Serviços cresceram 6,4%, apresentando o 12º crescimento seguido nessa base de comparação.

No 3º trimestre, em relação ao mesmo período de 2007, a construção civil cresceu 11,7%

O PIB a preços de mercado apresentou elevação de 6,8% no terceiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo trimestre de 2007. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou um aumento de 6,3% e os Impostos sobre Produtos uma elevação de 10,1%. Dentre os setores que contribuem para a geração do Valor Adicionado, a Indústria obteve o melhor desempenho, com uma taxa positiva de 7,1%, seguida pela Agropecuária, com elevação de 6,4%, e pelo setor de Serviços, que apresentou um crescimento de 5,9% na comparação com o mesmo trimestre de 2007.

A taxa da Agropecuária pode ser explicada pelo desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no trimestre, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA-IBGE) de outubro. Esse é o caso, por exemplo, do trigo, do café e da cana-de-açúcar, com estimativas de crescimento de produção no ano de 2007 de 41,3%, 28,3% e 17,4%, respectivamente. Por outro lado, a mandioca possui uma estimativa de queda de produção de 1,0%.

Na atividade industrial, o destaque foi a Construção Civil apresentando uma taxa de crescimento de 11,7%. A Extrativa Mineral elevou-se 7,8%, em grande parte decorrência aumento de 6,2% da produção de petróleo e gás e de 10,6% da produção de minério de ferro. Em seguida vieram a Indústria de Transformação e a Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana com as taxas de crescimento de 5,9% e 5,7%, respectivamente.

O setor de Serviços apresentou crescimento de 5,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os maiores destaques foram para Serviços de Informação (10,0%); Comércio (atacadista e varejista) com uma taxa positiva de 9,8% e Intermediação Financeira e Seguros (8,8%); seguidos por Outros Serviços (5,8%) e Transporte, Armazenagem e Correio (5,7%). Os outros subsetores tiveram os seguintes desempenhos: Serviços Imobiliários e Aluguel (2,9%). e Administração, Saúde e Educação Pública (2,5%).

A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 19,7% e foi destaque da demanda no trimestre

Dentre os componentes da demanda interna, o maior destaque foi o crescimento de 19,7% da Formação Bruta de Capital Fixo, explicado, principalmente, pelo aumento da produção interna e da importação de máquinas e equipamentos. A Despesa de Consumo das Famílias alcançou a taxa positiva de 7,3%, o 20º crescimento consecutivo nessa comparação. Um dos fatores que contribuíram para este resultado foi a elevação de 10,6% da massa salarial real(2). Já a Despesa de Consumo da Administração Pública apresentou crescimento de 6,4% no terceiro trimestre de 2008 na comparação com o mesmo período de 2007.

Pelo lado do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços mantiveram-se em crescimento, apesar da desaceleração, registrando taxa de 2,0% no período. As Importações de Bens e Serviços também apresentaram mais uma vez elevação nesta comparação, da ordem de 22,8%, o vigésimo crescimento seguido. Cabe registrar que, desde o primeiro trimestre de 2006, o crescimento das Importações de Bens e Serviços supera o das Exportações de Bens e Serviços nessa base de comparação.

PIB acumulou crescimento de 6,4% ao longo do ano (em relação ao mesmo período do ano anterior)

O PIB a preços de mercado de janeiro a setembro de 2008 apresentou crescimento de 6,4%, em relação à igual período de 2007. Na mesma base de comparação, os setores da Agropecuária, Indústria e Serviços cresceram 6,7%, 6,5% e 5,5%, respectivamente.

Dentre os quatro subsetores do setor Industrial todos apresentaram taxas positivas na comparação do acumulado do ano de 2008, sendo que o destaque foi o crescimento da Construção Civil (10,2%). A Indústria de Transformação e a Extrativa Mineral apresentaram crescimento de 6,1% e 5,6%, respectivamente. Já a Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou elevação de 4,9%.

No setor de Serviços, as maiores elevações foram registradas na Intermediação Financeira e Seguros (10,7%), nos Serviços de Informação (8,8%) e no Comércio (8,6). Os demais também apresentaram crescimento: Transporte, armazenagem e correio (5,0%); Outros serviços (4,7%), Atividades imobiliárias e aluguel (3,3%) e Administração, Saúde e Educação Pública (2,0%).

Na análise da demanda interna, considerando a comparação do acumulado de janeiro a setembro contra o mesmo período de 2007, destaca-se o crescimento de 17,3% da Formação Bruta de Capital Fixo, seguida pela Despesa de Consumo das Famílias com taxa de 6,5% e a Despesa de Consumo da Administração Pública, com 5,7%. Por outro lado, analisando o setor externo, as Importações de Bens e Serviços continuam crescendo a uma taxa superior à registrada pelas Exportações de Bens e Serviços, 22,6% contra 1,6%, respectivamente.

PIB acumulou crescimento de 6,3% nos últimos quatro trimestres (em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores)

O PIB a preços de mercado acumulado nos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2008, apresentou crescimento de 6,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da elevação de 5,8% do Valor Adicionado a preços básicos e do aumento de 9,2% nos Impostos sobre Produtos. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu do desempenho positivo dos três setores que o compõem: Agropecuária (7,2%), Indústria (5,8%) e Serviços (5,7%).

Dentre os subsetores da Indústria, a taxa mais alta foi registrada pela Construção Civil (9,2%). A Indústria da Transformação e a Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana apresentaram o mesmo crescimento: 5,3%. A Extrativa Mineral apresentou elevação de 4,3%.

As maiores taxas nos Serviços foram verificadas nos subsetores Intermediação Financeira e Seguros, Comércio e Serviços de Informação (13,4% , 8,7% e 8,7%, respectivamente). Os demais apresentaram os seguintes crescimentos: Transporte, Armazenagem e Correio (5,2%); Outros Serviços (3,6%); Serviços Imobiliários e Aluguel (3,3 %) e Administração Pública, Saúde e Educação Públicas (2,5%).

Na análise da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 6,7%. A Formação Bruta de Capital Fixo apresentou crescimento de 17,0%, o 18º crescimento seguido. Um dos fatores que possibilitaram este incremento foi o desempenho da Construção Civil, que vem se recuperando desde o terceiro trimestre de 2004, nessa base de comparação e o crescimento da importação de máquinas e equipamentos. Por fim, a Despesa de Consumo da Administração Pública atingiu 5,1%.

Já no âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram um crescimento de 2,8% e as Importações de Bens e Serviços tiveram elevação de 22,8%.

Valores Correntes e Conta Econômica Trimestral

O Produto Interno Bruto medido a preços de mercado, para o terceiro trimestre de 2008, alcançou R$ 747,3 bilhões, sendo R$ 631,5 bilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 115,8 bilhões aos Impostos sobre Produtos. Considerando o Valor Adicionado dos setores de atividade no terceiro trimestre de 2008, a Agropecuária registrou R$ 37,3 bilhões, a Indústria R$ 189,3 bilhões e os Serviços R$ 405,0 bilhões.

No resultado do trimestre, a Necessidade de Financiamento alcançou R$ 11,4 bilhões contra uma Capacidade de Financiamento de R$ 0,4 bilhão em 2007, redução explicada, principalmente, pela diminuição no Saldo Externo de Bens e Serviços no montante de R$ 6,8 bilhões e aumento de R$ 4,7 bilhões em Renda Líquida de Propriedade Enviada ao Resto do Mundo.

A Renda Nacional Bruta atingiu R$ 730,0 bilhões no terceiro trimestre de 2008 contra R$ 642,7 bilhões no respectivo período de 2007. Nessa mesma base de comparação a Poupança Bruta atingiu R$ 141,5 bilhões contra R$ 124,6 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a Renda Nacional Bruta alcançou R$ 2.088,6 bilhões e a Poupança Bruta R$ 381,8 bilhões.

* As tabelas completas podem ser encontradas no site do IBGE (www.ibge.gov.br)
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(1) PIB -Produto interno bruto Bens e serviços produzidos no país descontadas as despesas com os insumos utilizados no processo de produção durante o ano. É a medida do total do valor adicionado bruto gerado por todas as atividades econômicas.

(2) Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE).

Comunicação Social
09 de dezembro de 2008

A NOTÍCIA COMPLETA TRAZ UMA TABELA E UM GRÁFICO QUE CONTRIBUEM NA ILUSTRAÇÃO DO ASSUNTO.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ibge.gov.br.

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