Sensus confirma Vox Populi e mostra Dilma à frente de Serra
Levantamento do Sensus encomendado pela CNT registra empate técnico entre os pré-candidatos do PT e do PSDB, com vantagem de 2,5 pontos para Dilma
São Paulo – A pré-candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) aparece na frente de José Serra (PSDB) em pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes. A vantagem é de 2,5 pontos percentuais, o que configura empate técnico. A petista tem 35,7% contra 33,2% do tucano. Marina Silva (PV) registra 7,3%.
A 101ª edição do levantamento CNT/Sensus confirma os dados de outro instituto, o Vox Populi, cujos resultados foram publicados no sábado. As perguntas foram aplicadas a 2 mil pessoas de 10 a 14 de maio e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A lista de candidatos trouxe, pela primeira vez, um cenário com 11 candidatos. Nas edições anteriores, três ou quatro nomes eram incluídos, já que havia a indefinição sobre Ciro Gomes (PSB).
Em um cenário com apenas três candidatos – Dilma, Marina e Serra – mantém-se o empate, com pequena vantagem para o presidenciável do PSD: 37,8% contra 37%. Em um eventual segundo turno entre os dois principais nomes, a petista tem discreta vantagem, de 41,8% a 40,5%. Na edição anterior, Serra estava na liderança 33,2% contra 27,8% de Dilma no primeiro turno, e tinha 44% numa simulação de segundo turno.
Se a disputa do segundo turno tivesse Marina Silva, Dilma teria 51,7% e Serra 50,3%, contra 21% e 24% respectivamente.
Na pergunta espontânea, em que nenhum nome é apresentado aos entrevistados, Dilma aparece com vantagem ainda maior, 19,8% contra 14,4%. Mesmo sem poder concorrer, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria o terceiro, com 9,7% Marina Silva (PV), Ciro Gomes (PSB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Aécio Neves (PSDB) foram citados por menos de 1%.
Regiões
Dilma lidera apenas na região Nordeste, que representa 28% dos entrevistados – são 22 pontos de vantagem. Em todas as outras áreas, Serra está na frente. A maior vantagem do tucano é no Centro-Oeste e Norte, apresentados em conjunto pela pesquisa. São 12 pontos percentuais de vantagem. No Sul, Serra está cinco pontos à frente e no Sudeste há empate técnico.
Nas capitais e cidades médias, Dilma tem vantagem ante Serra, mas fica atrás nos grandes e pequenos municípios. Há empate na comparação entre ambiente urbano e rural, com pequena margem para a petista entre eleitores do campo.
Rejeição
Nas questões de limite de votos, Marina Silva aparece com maior percentual de eleitores que não votariam nela, o que é associado a um menor conhecimento sobre a senadora. Serra tem a segunda maior rejeição, já que 29,5% afirmam que não votariam no tucano de jeito de nenhum, contra 26,1% que não optariam por Dilma.
Enquanto a petista tem 7,4% dos entrevistados que ainda não sabem quem ela é, Serra é desconhecido por apenas 2,3%. Para 30% do total, o tucano representa a continuidade da gestão atual, enquanto 63% vêm Dilma como candidata capaz de dar sequência ao governo ula.
O candidato apoiado pelo presidente teria apoio de 27%, e 33,7% poderiam votar no nome defendido pelo presidente. Ao mesmo tempo, o nome defendido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria apoio de apenas 5,7% e rejeição de 55,4%.
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual. Publicado em 17/05/2010, 11:53.
Última atualização às 16:38.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.redebrasilatual.com.br.
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Vox Populi: Dilma ultrapassa Serra em todos os cenários
Publicação: 15/05/2010 17:41 Atualização: 15/05/2010 18:06
por Vinicius Sassine, no Correio Brasiliense
A pré-candidata do PT à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente do pré-candidato do PSDB, o ex-governador de São Paulo, José Serra, em pesquisa de intenção de votos feita pelo Instituto Vox Populi.
O levantamento traz a petista com 37% das intenções de voto, em empate técnico com Serra, que tem 34% na pesquisa estimulada. A margem de erro do levantamento é de 2,2%, para mais ou para menos.
Dois mil eleitores, moradores de 117 cidades (nas cinco regiões brasileiras), foram ouvidos no levantamento. Num eventual segundo turno, Dilma e Serra também estariam tecnicamente empatados, com 40% e 38%, respectivamente, dentro, portanto, da margem de erro de 2,2%.
A pesquisa de intenção de voto espontâneo – quando o eleitor abordado pelos pesquisadores diz em quem vai votar – também aponta a liderança de Dilma Rousseff. Ela aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Serra tem 15%. Em janeiro, cada candidato obteve 9% das intenções de votos espontâneos.
A candidata do PV, a ex-ministra Marina Silva, consolidou-se na terceira posição da pesquisa estimulada de intenção de voto, com 7%. O levantamento de votos espontâneos mostra o presidente Lula em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto, o que confirma a popularidade do presidente (mesmo sem poder se candidatar a um terceiro mandato, Lula é citado pelos eleitores).
As regiões onde Dilma Rousseff é mais lembrada são o Nordeste (44%) e o Norte (41%). Serra lidera no Sul (44%) e está tecnicamente empatado com a petista no Sudeste.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 7 de maio de 2010, sob o número 11.266/2010. As duas mil pessoas foram entrevistas entre os dias 8 e 13. O Correio publica todos os detalhes do levantamento na edição impressa de amanhã.
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Marcos Coimbra: A caminho da eleição
14/05/2010 12:34:44
por Marcos Coimbra, em Carta Capital
Há uma diferença que assume, neste ano, maior proeminência: a existente entre os que conhecem os candidatos e os que (ainda) não sabem quem são
Os eleitores podem ser divididos e agrupados de várias maneiras. Podemos falar de distinções demográficas, de gênero ou idade, por exemplo. Ou de diferenças socioeconômicas, como as que existem entre as pessoas em função de renda, escolaridade ou situação ocupacional.
A diversidade regional é importante. Na última eleição, houve uma nítida geografia no voto, com o Sul indo para um lado e o Norte/Nordeste para outro. Nesta, algo parecido acontece, ao menos por hora, com José Serra à frente onde Geraldo Alckmin havia ido bem e Dilma Rousseff se distanciando nos lugares onde Lula venceu.
As variações entre cidades pequenas e grandes, especialmente as metrópoles e as capitais, fazem parte de nosso folclore político. No interior, votava-se mais à direita, enquanto o voto urbano tendia a ir mais para candidatos de esquerda e para as oposições. Em seus primeiros anos, isso acontecia claramente com o PT. Hoje, mudou.
Todas essas diferenciações jogam seu papel nestas eleições. Olhando as pesquisas, vê-se que existem diferenças entre o que pensam fazer homens e mulheres, nordestinos e sulistas.
Mas há uma diferença que assume, neste ano, uma proeminência maior que no passado: a que existe entre os que conhecem os candidatos e os que (ainda) não sabem quem são. Essa é uma dimensão sempre fundamental na interpretação das pesquisas pré-eleitorais, mas nunca foi tão importante quanto agora.
A razão para isso é simples e tem a ver com três fatores. Primeiro, que temos um presidente que termina seu mandato com uma aprovação popular que nunca houve em nossa história. Segundo, que esse presidente indica uma candidata e assegura que ela encarnará a continuidade de seu governo. Terceiro, que ela é pouco conhecida, pois só existe, por enquanto, uma candidatura (até pouco tempo atrás, duas) que os eleitores conhecem bem.
Ao contrário das outras diferenciações, a do nível de conhecimento dos candidatos tende a desaparecer ao longo da campanha. À medida que ela avança, a desinformação cai, se aproximando de zero, enquanto se amplia a informação. No dia da eleição, teremos, desejavelmente, o universo de eleitores em condições semelhantes de escolha: todos podem optar entre todos os candidatos, pois têm deles um conhecimento parecido.
Enquanto estivermos distantes dessa situação de homogeneidade, as pesquisas de intenção de voto devem ser lidas com cuidado. Não que sejam menos válidas, mas por misturarem pessoas diferentes em um aspecto essencial da eleição.
É possível, no entanto, contornar esse problema. Basta considerar, em separado, as respostas dos que conhecem e dos que não conhecem os candidatos, de quem sabe e quem não sabe que Dilma é a candidata indicada por Lula. É o mesmo que se faz para comparar o que pensam jovens e velhos, ricos e pobres, moradores de áreas rurais e urbanas e todas as outras diferenciações.
Na última pesquisa publicada do Vox Populi, feita há um mês, a intenção estimulada de voto (considerados apenas três candidatos) do conjunto dos entrevistados foi de 38% para Serra, 33% para Dilma e 7% para Marina. Nesse resultado médio estão, naturalmente, tanto as repostas das pessoas que acertaram a identificação de Dilma como candidata do presidente quanto das que erraram ou não souberam fazê-lo.
Quando, porém, se analisam separadamente as intenções de voto dos dois segmentos, vê-se um quadro diferente.
A tabela mostra que, se levarmos em conta as intenções de voto dos eleitores que sabem que Dilma é a candidata de Lula (que são 70% do total), ela está 11 pontos porcentuais na frente de Serra. O ex-governador lidera no agregado apenas por ter uma imensa vantagem, de 43 pontos, entre os eleitores que não sabem quem ela é (e que são 30% do universo).
Um dia, esses que não sabem vão desaparecer e todos (ou quase todos) vão saber. Para Dilma, a boa notícia é que os que não a conhecem são ainda mais propensos a votar nela que os que já o fazem. Para Serra, só haverá boas notícias se tudo que está em curso mudar.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.viomundo.com.br.