Os trabalhadores bancários no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal participaram, neste sábado (15), dos Encontros Estaduais, realizados no Hotel Caravelle, em Curitiba. Os bancários indicaram os dirigentes sindicais Ana Smolka (BB) e Antonio Luiz Fermino (CEF) para a coordenação das comissões de organização dos empregados, que participam das negociações permanentes com os bancos.
Em seu encontro, os representantes de trabalhadores no BB de todo o Paraná deliberaram, como linhas gerais para a moblização, a intensificação da briga com o banco pelo fim das terceirizações, o fortalecimento da campanha unificada e a luta por um plano de cargos e salários (PCCS).
Nas discussões, os trabalhadores apontaram seu descontentamento com o posicionamento adotado pelo banco na mesa de negociações permanentes. A enrolação do banco fica evidente diante de reivindicações como plano odontológico e a revisão do plano de cargos, carreiras e salários.
Para os bancários do Paraná, a Campanha Salarial 2010 precisa exigir do banco o cumprimento do que é acordado e, diante do fato de que o banco não está cumprindo suas promessas e apenas enrolando, as premissas do plano de cargos, carreiras e salários precisam evoluir para uma proposta sistematizada, que represente os anseios dos bancários do BB.
Os trabalhadores na Caixa debateram a situação dos correspondentes bancários e lotéricos, que assumem atividades dos bancários, sem ter qualquer direito da CCT adquirido. Os bancários estudam a possibilidade de aplicar sanções jurídicas ao banco, para evitar estas distorções. Os bancários também defendem mais contratações e discutiram a função social da Caixa, um banco comercial, porém com características de potencializador de desenvolvimento social.
Também foram debatidas pendências da Funcef e asseguradas como bandeiras prioritárias a isonomia e o planos de cargos comissionados (PCC). Assim como no BB, a Caixa Econômica está devendo aos seus empregados um posicionamento e implementação de um PCC digno. Os trabalhadores querem uma forte mobilização para cobrar do banco os acordos não cumpridos.
Por: Patrícia Meyer.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.