Brasília – O banco sul-coreano Woori Bank quer abrir uma subsidiária no Brasil. Se obtiver a licença do Banco Central (BC), o Banco Woori Bank do Brasil S.A. terá sede em São Paulo e capital inicial de R$ 36,5 milhões para atuar com carteiras comercial e de investimentos e com operações no mercado de câmbio. O banco tem um representante credenciado no Brasil desde 2008.
Estatal, o Woori Bank é sediado em Seul, capital da Coreia do Sul e foi fundado em 1889. O governo detém 57% das ações. O Grupo Woori tem, hoje, cerca de 16 mil funcionários e 15 milhões de clientes, concentrados, principalmente, nos países asiáticos. A instituição opera também em Londres e nos Estados Unidos, onde tem 18 agências nas regiões de Nova York e da Califórnia para atender os imigrantes coreanos.
Em razão do crescente fluxo de imigração de coreanos também para o Brasil, registrado nos últimos anos, o representante do Woori Bank em São Paulo, Mun Kyun Ro, convenceu a matriz sobre a importância de ter uma filial no país. Com isso, o banco sul-coreano protocolou no BC, no mês passado, pedido de autorização de funcionamento de uma agência para operar atividades comerciais, de investimento e de câmbio. A maioria destes imigrantes estão instalados em São Paulo.
A filial brasileira terá o nome de Woori Bank do Brasil S.A. e será controlada pela matriz, que deterá 99,99% do capital acionário. Se o funcionamento for autorizado, será o terceiro banco coreano a operar em São Paulo, onde estão instalados o Korean Exchange Bank e o Korean Development Bank – desde 1998 e 2005, respectivamente.
Por Kelly Oliveira e Stênio Ribeiro – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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10/06/2010
Banco chinês com maior valor de mercado do mundo quer se instalar no Brasil
O Industrial & Commercial Bank of China (ICBC), o banco com maior valor de mercado no mundo (US$ 242,1 bilhões), planeja se instalar no Brasil no rastro de sua expansão internacional, disse ontem ao Valor seu presidente, Jiang Jianqing. “Temos planos de operar diretamente no Brasil, mas a forma como isso ocorrerá ainda está em aberto”, afirmou o representante chinês depois de fazer a principal palestra do encontro de primavera da associação dos bancos, o IIF, ontem em Viena.
O segundo maior banco chinês, o Banco da China, também vai atuar no mercado brasileiro. No final de março último, o Banco Central autorizou a instituição a iniciar suas operações no país.
O ICBC, por sua vez, tem planos de abrir cinco novas filiais na Europa e terminar o ano instalado em 21 países através de 108 filiais. Sua presença no Brasil pode encorajar os investidores chineses e asiáticos em geral a entrar mais decisivamente no Brasil e no resto da América Latina.
O ICBC tem ativos totais de US$ 1,430 trilhão e é o maior fornecedor de crédito na China. É controlado majoritariamente pelo governo chinês, mas um de seus acionistas minoritários é o banco americano Goldman Sachs, de triste reputação.
Quando uma autoridade chinesa fala, todo mundo presta atenção. E ontem não foi diferente no encontro dos banqueiros, em Viena. Jiang Jianqing foi apresentado à plateia sob uma saraivada de elogios por um dos dinossauros de Wall Street, William Rhodes, do Citibank, um dos poucos que alertou sem cessar em 2007 que o sistema financeiro estava indo contra o muro.
Em seu discurso em chinês, Jianqing insistiu que a recuperação da economia mundial está longe de ser sólida. Chamou atenção para vários fatores de incertezas e um longo caminho para se alcançar crescimento sustentável.
Para ele, “o maio risco no curto prazo é a crise da dívida soberana na Europa”, e algumas economias avançadas não têm muito espaço de manobra em suas politicas”. E alertou que uma saída laxista das medidas de estímulo fiscal pode causar uma “reversão de tendência na recuperação global”.
Como a maioria dos banqueiros na plateia, Jianqing também se mostrou preocupado com a regulação bancária futura. Notou que os emergentes estão assumindo maior importância na economia global e aconselhou os outros países a tirarem lições da experiência de países em desenvolvimento.
Fonte: Bloomberg – Jerome Favre.
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01/04/2010
Banco da China chega ao Brasil com capital de US$ 60 milhões
Três anos depois da solicitação ao Banco Central brasileiro, o Banco da China abre as operações no Brasil. Com US$ 60 milhões de capital inicial, o banco escolheu o país como sua porta de entrada na América Latina e pretende atuar diretamente no comércio bilateral, fornecendo recursos às companhias chinesas que desejam entrar no Brasil, bem como às companhias brasileiras em expansão para o mercado chinês.
Em evento do lançamento da instituição no país, o vice-presidente do banco, Chen Siqing, em conjunto com o presidente do banco no Brasil, Zhang Jianhua, enfatizou o fato de ser o primeiro banco chinês a ter atuação direta na América do Sul. “Nós somos o banco mais internacionalizado da China. Atuamos em 29 países em diversas regiões”, afirmou o executivo. O banco opera na China desde 1912 e hoje é o segundo maior banco em ativos do país.
O pedido do Banco da China para entrar no Brasil vinha sendo analisado pela autoridade monetária brasileira desde 2007. Entre o fim de 2008 e início de 2009, foi aprovada a entrada da instituição chinesa, que abriu os primeiros escritórios em São Paulo em julho de 2009, ainda em fase de pré-operação. O banco nega que tenha havido atraso no início das operações e enfatiza que houve demora do Banco Central.
Em um setor, como o mercado financeiro brasileiro, onde a regulamentação é forte e a competição é grande, o banco da China se diz apto a encarar os desafios. “Concordo que o mercado financeiro brasileiro é maduro, mas o Banco da China está entusiasmado para participar deste mercado e seguir os regulamentos”, afirmou Siqing.
Entre as vantagens competitivas do banco, seu vice-presidente destacou a capacidade de gestão de riscos, fator importante nos mercados latinos, e a possibilidade de “escolher os clientes”. “Nós vamos escolher as melhores empresas chinesas que querem entrar no mercado brasileiro e vamos escolher as brasileiras que têm mais relações econômicas com a China”, disse o executivo.
No caminho nas terras latino-americanas, a estratégia da instituição será a de apoiar ao segmento jurídico, aproveitando os mais de US$ 100 bilhões que circulam por ano no comércio entre a China e a região, além dos serviços financeiros oferecidos aos chineses que moram nos países latinos. A expansão para outras regiões brasileiras e para outros países na América Latina também já é discutida.
Ao ser questionado com relação ao valor de capital inicial, pequeno diante dos cerca de US$ 1 trilhão em lucro líquido que o banco apresentou em 2009 em suas operações globais, Siqing destaca a atenção que a matriz dá às operações brasileiras e afirma que o banco tem intenção de colocar mais recursos na sucursal, “conforme o desenvolvimento do negócio”.
Fonte: Valor Econômico – Vanessa Dezem, de São Paulo.
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