No semestre, 1.473.320 brasileiros conseguiram novos empregos com carteira assinada. O recorde comprova que o país atravessa seu melhor momento no mercado de trabalho, com farta abertura de vagas em todos os setores
Brasília, 15/07/2010 – O primeiro semestre de 2010 foi de boas notícias para os trabalhadores brasileiros, e culminou com a geração acumulada de 1.473.320 novos empregos formais, recorde para o período. A marca foi alcançada com a geração de 212.952 empregos celetistas em junho, segundo melhor resultado de toda a série histórica para o mês. Nos últimos 12 meses, verificou-se a criação de 2.168.924 postos de trabalho, equivalente à expansão de 6,71% no contingente de empregados celetistas do país, que hoje tem o contingente de 34.474.339 trabalhadores com carteira assinada.
Até então, o melhor resultado do semestre havia sido registrado em 2008: 1.361.388. O melhor resultado para junho é o de 2008, com 309.442 postos. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que apresentou os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na manhã desta quinta-feira (15), o recorde no semestre mostra que o mercado de trabalho no Brasil está contribuindo para o crescimento econômico do país.
“Os números do Caged mostram que a geração de empregos no Brasil continua crescendo substancialmente. É a prova inequívoca de que estamos no caminho certo, e estou convencido de que manteremos o crescimento no segundo semestre, e alcançaremos dois recordes: teremos 2,5 milhões de novos empregos este ano e 15 milhões de empregos no governo Lula”, comentou Lupi.
Setores – No primeiro semestre de 2010, seis dos oito setores da economia registraram recorde absoluto neste semestre. Os 25 subsetores expandiram o nível de emprego, com 16 deles apresentando saldos recordes para o período.
Apresentaram recorde os setores de Serviços (490.028), Indústria de Transformação (394.148), Construção Civil (230.019), Comércio (144.135), Serviços Industriais de Utilidade Pública (9.862) e Extrativa Mineral (8.801). Sem recorde, a Agricultura gerou 175.050 e a Administração Pública mais 21.277 novos postos de trabalho.
“As indústrias metalúrgica e calçadista, subsetores que mais demitiram durante a crise, foram os que mais contrataram este ano, ficando bastante acima da média de crescimento, em termos absolutos e proporcionais, respectivamente. Teremos um segundo semestre de crescimento geral, com índices bem próximos aos registrados no segundo semestre de 2009; e prevejo um período muito bom para a Indústria da Transformação”, comentou o ministro Lupi.
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Paraná gera 10,4 mil empregos em junho e tem o segundo melhor semestre da história
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o Paraná gerou, no mês de junho, 10.446 novos empregos com carteira assinada. O resultado é o melhor entre os estados da região Sul e um dos cinco melhores do país.
Com os novos números, chegou a 100.988 o total de empregos formais gerados no primeiro semestre do ano, segundo melhor saldo para o período, desde o início do cadastro do Ministério, em 1992.
Só os números de janeiro a maio já superaram em 46% o resultado de todo o ano de 2009, quando foram gerados 69.084 empregos com carteira assinada.
De acordo com o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Tércio Albuquerque, o bom desempenho paranaense comprova a eficácia das medidas adotadas pelo Governo Estadual no incentivo a geração de empregos.
“O governo do Paraná vem adotando ações em defesa do trabalhador e do empreendedor paranaense. São exemplos a isenção e redução de ICMS para micro e pequenas empresas, redução de impostos, oferta de microcrédito, qualificação profissional e garantia do maior salário mínimo regional do Brasil”, afirma o secretário.
SETORES – Entre as atividades da economia paranaense, o setor de serviços foi o que alcançou melhor desempenho em junho. Foram 3.469 novas contratações no mês e 33.454 no primeiro semestre do ano. Em seguida, aparece a indústria da transformação, com 2.810 empregos gerados no último mês e a agropecuária com 1.819 postos de trabalho. A construção civil colocou 1.259 trabalhadores no mercado formal e o comércio, 984.
Dos subsetores contabilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o maior saldo de empregos no mês de junho no Paraná veio da produção de alimentos e bebidas (1.205) e transporte e comunicação (1.193), seguidos pelos setores de administração de imóveis (1.084) e comércio varejista (873).
INTERIOR – Os dados mostram que as cidades do interior do Estado foram responsáveis por 65,6% do total de empregos gerados no Paraná em junho: 6.755 postos de trabalho. Já os 26 municípios que compõem a Região Metropolitana de Curitiba abriram 3.691 mil oportunidades, o que equivale a 34,3% do total de vagas.
Com o resultado de maio, sobe para 2.302.331 o número de trabalhadores do Paraná com registro formal. Destes, 747.124 conquistaram um emprego a partir de 2003, início dos governos de Roberto Requião e Orlando Pessuti. Para se ter uma dimensão dos números, nos oito anos do governo anterior, o saldo foi de 37.882 empregos.
BOX – DADOS COMPARATIVOS
Geração de empregos no Paraná, por ano
1995: -25.327
1996: -32.805
1997: 7.463
1998: -35.657
1999: -16.549
2000: 28.143
2001: 53.857
2002: 58.857
Saldo do período: 37.882 empregos
2003: 62.370
2004: 122.648
2005: 72.374
2006: 86.396
2007: 122.361
2008: 110.903
2009: 69.084
2010: 100.988 (até junho)
Saldo do período: 747.124 empregos
Fonte: Caged – Ministério do Trabalho e Emprego
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