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Salário médio de admissão tem alta de 29,14 porcento no governo Lula; geração de empregos novos alcança a marca de 13 milhões com carteira assinada

Desde 2003, vencimento subiu de 635,85 para R$ 821,13

Brasília, 15/07/2010 – O salário médio de admissão do trabalhador aumentou de R$ 635,85 em 2003 para R$ 821,13 em 2010, apresentando aumento real de 29,14%. Houve elevação generalizada em todas unidades da federação, com destaque para Rondônia (59,46%), Piauí (55,19%), Maranhão (46,50%) e Bahia (46,14%).

A Região Sudeste é a que paga os melhores salários no momento da admissão, R$ 928,25 para homens, R$ 804,66 para mulheres, média de R$ 884,22. O Nordeste paga os menores salários, R$ 722,88 para homens e R$ 669,81 para mulheres, média de R$ 708,40. A região que apresentou maior aumento no salário de admissão foi a região Sul, com 5,85%.

Homens receberam em média R$ 856,88 (ganho real de 31,41%) e mulheres R$ 753,23 (25,45% de alta). É possível verificar que quanto menor o grau de instrução, mais próximos são os salários de homens e mulheres. Os analfabetos homens tiveram um salário de R$ 615,49 e as analfabetas R$ 565,51, uma diferença de R$ 49,98.

Já homens com educação superior ganham R$ 2.709,82 e as mulheres 1.659,05, uma grande diferença de R$ 1.050,77. As mulheres com graduação de nível superior obtiveram o maior ganho percentual, 5,96% de aumento nos salários. Sergipe é o único estado do Brasil onde os salários médios de admissão das mulheres (R$737,07) superam os dos homens (R$ 693,97).

São Paulo foi o estado que melhor pagou na admissão, o salário médio no estado foi de R$ 944,55, em segundo ficou Rio de Janeiro com R$ 909,83 e em terceiro lugar Distrito Federal com R$ 845,23. Paraíba apresentou menor salário médio de admissão, um valor de R$ 628,07.

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Brasil acumula 13,2 milhões de novos empregos desde 2003

Número, baseado em dados da RAIS e do Caged, abrange trabalhadores celetistas e servidores públicos contratados nos últimos oito anos

Brasília, 15/07/2010 – Desde 2003, o Brasil acumulou saldo de 13.226.083 empregos formais. O número tem como base dados da Relação Anual de Informações Cadastrais (RAIS) – que abrange trabalhadores celetistas e servidores públicos federais, estaduais e municipais – somados ao saldo acumulado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a junho de 2010.

No comparativo semestral, o ano de 2010 apresentou o melhor resultado desde 2003 ao registrar a criação de 1.473.320 novos empregos formais. Entre janeiro e junho de 2003 houve acréscimo de 560.907 empregos formais e de janeiro a junho de 2004, 1.034.656. Em 2005, no mesmo período foram criados 966.303; em 2006, 923.798 e em 2007, 1.095.503. Em 2008 o saldo de emprego no primeiro semestre do ano foi de 1.361.388.

Nos seis primeiro meses do ano de 2009, em função da crise financeira mundial, houve decréscimo na geração de empregos, no país. Mesmo assim enquanto países europeus e os Estados Unidos perdiam milhares de postos de trabalho o Brasil criou 299.506.

O resultado anunciado nesta quinta-feira pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, de que foram criados no país, em junho, 212.952 novos empregos, é o segundo melhor desde 2003 para o período, sendo superado pelo registrado em junho de 2008 quando o país gerou 309.442 vagas de trabalho formal.

Em junho de 2003 foram gerados 125.795 mil empregos formais e em junho de 2004, 207.895 mil. O mês de junho de 2005 registrou a criação de 195.536 novos empregos formais, o mês de junho de 2006, 155.455 mil e o mês de junho de 2007, 181.667. Em junho de 2009 foram criadas 119.495 vagas de emprego formal, menor desempenho desde 2003, também, em função da crise financeira mundial, de 2008.

Setores – Ainda considerando-se o período entre 2003 e junho de 2010, contribuíram para esta performance, principalmente, a Agricultura, com a geração de cerca de 560 mil postos formais de trabalho; os Serviços, com 344 mil; a Indústria de Transformação, com 220 mil; o Comércio, com 221 mil; e a Construção Civil, com 140 mil.

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