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Lucro dos bancos aumenta no primeiro semestre de 2010

Brasília – O sistema bancário apresentou lucro líquido de R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, um aumento de R$ 1,5 bilhão em relação aos seis últimos meses de 2009 (R$ 23,7 bilhões), segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado hoje (23) pelo Banco Central (BC).

De acordo com o relatório, o “dinamismo da economia brasileira propiciou ambiente favorável ao desempenho do sistema bancário”. O BC destaca “a redução de despesas com aprovisionamentos, margem de intermediação [indicador de análise financeira] forte e estável e recuperação das receitas de serviços”. Também foi observado pelo BC a “melhora nos índices de eficiência e a redução da contribuição dos resultados não operacionais”.

Segundo o relatório, no curto prazo, “o sistema bancário tem sido capaz de se manter rentável, independentemente dos ganhos não recorrentes”.

“No médio prazo, entretanto, a tendência de queda dos spreads [diferença entre taxa de captação e a cobrada de clientes], as recentes capitalizações e eventuais mudanças na regulação prudencial com objetivo de reduzir a alavancagem podem aumentar a pressão sobre a rentabilidade”, diz o documento.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

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Bancos mantêm capacidade de honrar compromissos no primeiro semestre de 2010, diz BC

Brasília – A solvência das instituições financeiras – capacidade de cumprir compromissos – permanece em nível confortável, segundo avaliação do Relatório de Estabilidade Financeira, referente ao primeiro semestre de 2010, divulgado hoje (23) pelo Banco Central (BC).

“Os ativos líquidos mostraram-se suficientes para suportar as operações, inclusive em situações de estresse”, diz o relatório.

Segundo o documento, a acumulação de lucros permitiu que o Índice de Basileia, que representa a relação entre o capital e o risco das operações realizadas pelas instituições financeiras, se mantivesse bem acima do mínimo regulamentar de 11%.

O relatório mostra que houve redução do Índice de Basileia de 18,5%, em dezembro de 2009, para 17,3%, em junho de 2010. Entretanto, esse recuo de 0,6 ponto percentual foi reflexo de uma mudança normativa. “A variação restante teve origem predominante no maior requerimento de capital em razão do aumento nas operações de crédito.” Quanto mais o banco empresta, maior também é a necessidade de provisão de recursos para absorver possíveis perdas.

De acordo com o relatório, eventuais mudanças na regulamentação prudencial, em discussão em fóruns mundiais, “podem aumentar a pressão sobre a rentabilidade e impactar o índice de solvência das instituições”.

“Contudo, a boa situação de capitalização e liquidez, a capacidade de adaptação das instituições, bem como a retenção de lucros durante o período de transição para as novas regras devem minimizar esses impactos”, diz o relatório.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

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