Para o verão, a Sanepar coloca em operação os sistemas de coleta e tratamento de esgoto nos balneários situados entre Matinhos e Pontal do Paraná e deverá adotar medidas drásticas em relação a quem não fizer as ligações à rede. As sanções poderão chegar ao corte do abastecimento de água. A informação foi prestada nesta terça-feira (28), na Escola de Governo, pelo presidente da companhia, Stênio Jacob.
“Vamos continuar orientando a população, mas para que o direito de todos prevaleça sobre a vontade individual poderemos, a partir de dezembro, efetuar cortes em imóveis que não efetuarem as ligações, pois temos que garantir a qualidade da água de nossas praias”, reforçou.
SISTEMAS – Stênio destacou que, depois de garantir o pleno abastecimento de água no litoral durante a temporada, a Sanepar concluiu e está entregando nova fase das obras de esgoto, com a entrada em operação dos sistemas que vão atender os balneários de Matinhos e Pontal. As unidades já estão dimensionadas de forma a atender a população fixa e flutuante dos municípios até 2015.
O complexo de obras de Matinhos, no valor de R$ 47 milhões, inclui uma estação de tratamento de esgotos, com capacidade para tratar 190 litros por segundo, cinco estações elevatórias de esgoto, 11.290 metros de linhas de recalque e 3.600 metros de coletores-tronco.
Por sua vez, o sistema de esgoto em Pontal do Paraná já está em operação e as obras devem ser inauguradas no lançamento da Operação Verão. Os investimentos são de R$ 56 milhões. Em Pontal, foi construída uma estação de tratamento de esgoto, com capacidade para tratar 160 litros de esgoto por segundo. Também estão prontas seis estações elevatórias e implantados 82.711 metros de rede coletora; 11.280 metros de linhas de recalque e 11.270 metros de coletores-tronco.
Assim, balneários como Ipanema, Shangri-lá, Santa Terezinha, Canoas, Solimar, Pontal do Sul e outros já contarão, nesta temporada, com rede de coleta e tratamento de esgoto.
O presidente da Sanepar informou que, na temporada, a Sanepar vai continuar promovendo campanhas para orientar os donos de imóveis do litoral sobre a importância do tratamento adequado do esgoto doméstico. É o programa Se Ligue na Rede, onde a empresa orienta e fiscaliza os proprietários de imóveis para que liguem corretamente o esgoto de suas casas à rede coletora da Sanepar, alertando para a responsabilidade de cada veranista com a despoluição de nossas praias.
Com obras como estas, com responsabilidade social e ambiental, a Sanepar caminha para o futuro sem esquecer dos heróis do passado.
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Sanepar investe mais de R$ 1,5 bilhão em obras de saneamento em todo o PR
As obras de saneamento vão empregar recursos superiores a R$ 1,5 bilhão até 2010 no Paraná, gerando mais de 233 mil empregos diretos e indiretos e elevando a média estadual da população com coleta e tratamento de esgoto para 65%, acima dos percentuais exigidos pela Organização Mundial de Saúde. Os números foram apresentados nesta terça-feira (28), na Escola de Governo, pelo presidente da Sanepar, Stênio Jacob.
Anualmente serão empregados na execução de obras, em média, R$ 517 milhões. Este valor representa, neste ano, a execução de mais de 400 obras em todo o Estado. De 2003 a 2007, já foram investidos no setor mais de R$ 1,7 bilhão, o que gerou 262 mil empregos diretos e indiretos. “Trata-se do maior programa de construção de obras no setor, que está modificando a realidade do saneamento no Paraná e nos colocando de forma definitiva como exemplo para o País”, acrescentou Stênio.
EVOLUÇÃO – Segundo o presidente da Sanepar, os investimentos em esgoto vão atender, no final de 2010, quase 5,5 milhões de paranaenses contra pouco mais de 3,4 milhões atendidos em dezembro de 2002. Com isso, os índices vão saltar de 43% para 65% da população atendida, sendo que em cidades com mais de 50 mil habitantes o percentual vai superar os 80%, com a Curitiba atingindo praticamente 95%.
Da mesma forma, 9 milhões de paranaenses terão água tratada, contra pouco mais de 7,7 milhões que eram atendidos em 2002.
Jacob lembrou várias obras de grande porte recentemente inauguradas. Caso do complexo de obras do Sistema Miringuava, em São José dos Pinhais, que custou mais de R$ 143 milhões e beneficia 800 mil pessoas na Grande Curitiba. Também da barragem Piraquara II, obra de R$ 40 milhões, que atenderá mais 350 mil moradores da Região Metropolitana de Curitiba e afastará da capital e região a ameaça do racionamento.
Também foram citadas as novas estações de tratamento de esgoto de Fazenda Rio Grande, Santa Terezinha e Apucarana, inauguradas no decorrer deste ano, “dentre centenas de obras que neste ano se espalham por todo o Paraná, levando saúde para milhares de pessoas”.
VISÃO – Para o presidente da empresa, a Sanepar atua com uma visão de futuro, mas não abandona o passado, lembrando o lançamento, nesta última segunda-feira (27) do cartão telefônico da Brasil Telecom, que comemora o centenário do reservatório do Alto São Francisco, em Curitiba, com 102 mil exemplares distribuídos em todo o Estado.
Dentre as ações de futuro, destacou o uso do lodo de esgoto como adubo agrícola, premiado pela Finep (empresa Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia) como inovação tecnológica em 2006, e a geração de energia elétrica a partir das estações de tratamento, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, num projeto piloto em Foz do Iguaçu, que vem atraindo as atenções de todo o setor.
Stênio finalizou lembrando que o trabalho da empresa é reconhecido com premiações, como a recebida no último dia 24 pelo sistema de Londrina: o Prêmio Nacional de Qualidade em Saneamento, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. “Assim é que se faz saneamento básico no Paraná. Levando saúde, respeitando o meio ambiente, desenvolvendo novas tecnologias e sendo referência para o setor”, completou.
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