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Ibase lança Observatório do Pré-Sal

Rio de Janeiro – O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) lançou hoje (9) o site Observatório do Pré-sal. Por seu intermédio, o Ibase pretende incentivar o controle social de empresas e negócios de extração mineral no Brasil. O site conta com um acervo de artigos, leis, pesquisas, estudos e documentos.

“As atividades de extração mineral têm papel importante e determinante para os rumos do país. Há algum tempo, a gente está trabalhando para ter o controle social dessas atividades, por meio da transparência total e da mobilização de rede de parceiros e atores sociais”, disse Claudia Mansur.

“O Observatório do Pré-sal é fruto do entendimento de que precisamos de uma ferramenta que dê transparência e ajude a mobilizar as diversas articulações existentes”, acrescentou Claudia. “Então, com o site, a gente pretende fazer com que essa ferramenta dê total transparência às ações locais e nacionais e aos documentos relevantes sobre o assunto. É um fórum de discussão que objetiva dar voz às comunidades.”

Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br

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Ibase lança Observatório do pré-sal

Com um acervo de artigos, leis, pesquisas, estudos e documentos, o site Observatório do Pré-sal se pretende uma ferramenta de monitoramento dos investimentos de empresas e negócios de extração mineral no Brasil. Seu lançamento será no próximo dia 9 de maio, às 16:30h, no Clube de Engenharia, no Centro do Rio de Janeiro.

Também durante o lançamento será apresentado o vídeo Desenvolvimento a Ferro e Fogo, narrado pelo ator Wagner Moura. O vídeo mostra a vivência dos moradores da região próxima à Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) na baia de Sepetiba. O roteiro foi baseado na publicação Companhia Siderúrgica do Atlântico – TK-CSA: Impactos e Irregularidades na Zona Oeste do Rio de Janeiro na Baia de Sepetiba, produzido pelo Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS).

Além da apresentação do site e do vídeo, a atividade conta com uma conferência com o pesquisador uruguaio Eduardo Gudynas, diretor do Centro Latino-americano de Ecologia Social, e o lançamento do livro Mineração transnacional e resistências sociais na África e na América Latina.

Gudynas é referência intelectual de um movimento crescente na América Latina que diz que a ideia de desenvolvimento está ultrapassada. “A tarefa não é pensar em desenvolvimento alternativo, mas alternativas de desenvolvimento”, pontua o pesquisador em entrevista concedida à revista Democracia Viva deste mês.

O livro Mineração transnacional e resistências sociais na África e na América Latina reúne experiências de resistência e de mobilização social frente às ações das companhias Vale (Brasil) e AngloGold Ashanti (África do Sul) na Argentina, Colômbia, Peru, Angola e Moçambique.

O vídeo e o livro serão disponibilizados integralmente no site Observatório do Pré-sal, que é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e tem o apoio do Revenue Watch Institute.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ibase.br

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O pré-sal e o tsunami na geopolítica do petróleo

Por João Antônio de Moraes, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

Uma nova ordem mundial começa a alterar a geopolítica do petróleo e, mais do que nunca, precisamos entender este processo e tratar o pré-sal como uma riqueza extremamente estratégica. O acidente nuclear no Japão, as mudanças políticas no Norte da África e no Oriente Médio e a visita de Barack Obama ao Brasil são fatos correlatos que colocam em alerta os movimentos sociais na defesa da nossa soberania energética.

O tsunami japonês varreu, pelo menos temporariamente, os planos de expansão nuclear dos principais países que apostam nesta fonte de energia como alternativa para reduzir a dependência de hidrocarbonetos (óleo e gás natural). A tendência é que estes recursos se tornem cada vez mais estratégicos para saciar a fome de energia do planeta. Hoje os combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás) são responsáveis por mais de 80% da matriz energética global. As estimativas da Agência Internacional de Energia são de que o consumo de petróleo continue aumentando em termos absolutos, ultrapassando nos próximos dez anos a marca de 100 milhões de barris por dia.

Em função disso, já estamos assistindo à corrida das principais nações em busca de novas fronteiras produtoras de petróleo e gás para garantir suas necessidades de abastecimento. Não por acaso, o Brasil foi o primeiro pouso de Barack Obama na América Latina. Por trás de sua “cordial” visita, estão intenções nada amistosas. Os Estados Unidos são o maior consumidor de petróleo do planeta (utilizam 25% da produção global) e também o mais vulnerável em meio à onda de revoltas que assola o Norte da África e o Oriente Médio, principal fonte abastecedora do país.

Em troca de petróleo, o império norte-americano tem apoiado e sustentado ditaduras e governos autoritários nestas regiões, intervindo militarmente sempre que seus interesses são ameaçados. É o que está acontecendo agora na Líbia, da mesma forma como aconteceu no Irã, no Iraque e no Afeganistão. Mas as movimentações de peças no tabuleiro de xadrez do mundo árabe levam os analistas políticos a acreditarem que uma nova coalizão de forças colocará em xeque a posição confortável que os Estados Unidos usufruíam no Oriente Médio até então.

Para que Washington diminua sua dependência da região, o Brasil é a bola da vez. Com o pré-sal, nosso país será uma das maiores reservas de petróleo do planeta e é de olho nesta riqueza que os Estados Unidos vêm tentando fechar acordos e parcerias com o governo brasileiro e a Petrobrás. A FUP e os movimentos sociais são contrários à tese de que o pré-sal deve fazer do Brasil um grande exportador de petróleo. Queremos que este estratégico recurso seja explorado de forma sustentável para desenvolver toda a sua cadeia produtiva. Desde a construção de navios e plataformas até a indústria petroquímica e plástica.

É desta forma que o país irá gerar emprego e renda e não exportando petróleo cru para abastecer países ricos, como os Estados Unidos, que durante décadas exploram e usufruem de recursos energéticos alheios para sustentar seus absurdos níveis de consumo. O pré-sal, como disse a presidenta Dilma, é o passaporte para que as gerações futuras tenham um país desenvolvido, com oportunidades para todos. Mas isso só será possível investindo na cadeia produtiva do petróleo aqui no Brasil, fomentando a indústria nacional, gerando emprego e renda para milhões de brasileiros.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.presal.org.br

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