Fundação tem 19,4% de participação na empresa, criada para alugar sondas de perfuração do pré-sal à Petrobras
A Fundação vai investir R$ 350 milhões na companhia Sete Brasil – por meio do Fundo de Investimento em Participações (FIP Sondas), administrado pela CAIXA – e ocupar dois assentos no Conselho de Administração e um no Conselho Fiscal da companhia. Com rentabilidade real projetada de 13,6% ao ano e perspectivas de abertura de capital na Bolsa de Valores, o negócio é considerado uma boa oportunidade de investimento para a FUNCEF.
Na sexta-feira (13/5), o diretor de Investimentos da FUNCEF Demósthenes Marques participou da cerimônia de formalização da Sete Brasil, em São Paulo. Também estiveram presentes o ministro da Fazenda Guido Mantega, o presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli; o presidente da Sete Brasil João Carlos Ferraz, além de dirigentes de fundos de pensão e dos bancos acionistas.
“A estrutura acionária da empresa é robusta e reúne grandes fundos de pensão e sócios financeiros de magnitude”, frisa Demósthenes Marques. Além da FUNCEF, que detém 19,4% de participação, são cotistas a Petros (19,4%), Previ (10%), Valia (4%), os bancos Santander, Bradesco BBI e BTG Pactual (cada um com 13,9%) e a Petrobras (5%).
A Sete Brasil foi estruturada para adquirir navios-sondas junto a estaleiros nacionais que serão alugados à Petrobras com contratos de longo prazo. Sete deles já foram encomendados ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, que venceu a licitação lançada pela estatal em novembro de 2010. A Sete Brasil também terá o direito de preferência para adquirir outras 21 sondas junto a estaleiros brasileiros, o que a tornará uma das maiores empresas do mundo no setor de aluguel de sondas para exploração de águas profundas e ultraprofundas.
Uma das vantagens é que as sondas serão alugadas à Petrobras em contratos longos, de 10 e 20 anos, o que permite segurança no fluxo de caixa do investimento. “Isso é um fato importante, pois a receita é previsível e durante os contratos nosso risco é o de crédito Petrobras”, explica Demósthenes Marques. Ele destaca que a construção das 28 sondas deverá gerar cerca de 160 mil empregos diretos e indiretos no Brasil. “Além da perspectiva de boas taxas de retorno, o negócio vai contribuir para acelerar o desenvolvimento da indústria naval brasileira”, acrescenta o diretor.
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Comunicação Social da FUNCEF
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