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A Paridade entre homens e mulheres é uma das prioridades da CUT

Em artigo, presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, defende equidade e igualdade de gênero como um direito fundamental

Escrito por: Artur Henrique

A equidade e igualdade de gênero são direitos fundamentais para a construção de um modelo de desenvolvimento, com justiça social e ambiental, combate à pobreza, geração de renda, valorização do trabalho e liberdade e autonomia sindicais.

Estamos falando em reconhecer imparcialmente os direitos de homens e mulheres e, também, em assegurar a igualdade de oportunidades para ambos os sexos. Ou seja, em garantir, sem discriminação de gênero, acesso ao mercado de trabalho, à educação, aos serviços de saúde, participação na economia e em processos decisórios nas empresas, nas entidades sindicais e de direitos das mulheres, enfim, em todas as instâncias da sociedade, inclusive nas relações interpessoais.

Esta é uma concepção da qual a CUT não abre mão. Para nós, democracia só com liberdade e igualdade de oportunidades e acesso para todos. E isso não se faz sem democratização das relações, sem a divisão do poder entre homens e mulheres que, apesar da inserção no mercado de trabalho, na política e nos meios acadêmico e sindical, ainda ocupam a maioria dos cargos subalternos.

Queremos acabar com essa subalternidade, garantir que as mulheres tenham poderes para decidir. No caso da instância sindical, desde as pautas de reivindicações de suas categorias até as formas de luta, de negociação. E a nossa central já deu vários passos em direção à democratização das relações de gênero. No movimento sindical, fomos pioneiros na discussão de temas como descriminalização do aborto e aprovação de cota mínima de gênero de 30% para os cargos de direção.

Em 2011, mais um avanço: aprovamos na 13ª Plenária Nacional a intensificação do debate sobre a participação igualitária entre homens e mulheres para os cargos de direção da Central, tanto nas instâncias estaduais quanto na nacional.

A luta pela igualdade de oportunidades é histórica e em nosso 11º Congresso Nacional da CUT, em julho, aprovaremos a paridade entre homens e mulheres nos cargos da diretoria executiva da CUT Nacional e das CUTs Estaduais. Mais um passo na caminhada pelas necessárias transformações na sociedade promovendo os direitos à igualdade, construindo novos modos de organizar a vida social para além da mercantilização e do autoritarismo do capital, consolidando um Estado da solidariedade, igualitário, orientado pelos valores do socialismo democrático.

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11º CONCUT – CUT abre Congresso com seminário internacional

Convidados do Brasil e do exterior discutirão os desafios para o enfrentamento a crise

Escrito por: Marize Muniz

A crise do capitalismo, que afeta especialmente países da Europa e os Estados Unidos desde 2008 e vem se aprofundando desde 2010, é o tema do primeiro seminário que a CUT vai realizar durante o 11° CONCUT – Congresso Nacional da Central.

E para debater as consequências da crise para a classe trabalhadora, entre outros, arrocho salarial e perdas de direitos trabalhistas e de cidadania; e, também, discutir estratégias de enfrentamento para garantir manutenção das conquistas e superar a crise, a direção da CUT convidou representantes de centrais sindicais internacionais e o professor Doutor pela USP Vladimir Safatle (veja abaixo programação completa do seminário).

O 11º CONCUT, que vai escolher a Direção Executiva da CUT para o período 2012-15, será realizado entre os dias 9 e 13 de julho no Transamérica Expo Center, na Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo.

Estão confirmadas as presenças de 2.400 delegados e delegadas indicados pelos Congressos Estaduais das CUTs em todo o Brasil e 140 dirigentes de centrais sindicais de mais de 40 países de todos os continentes. Até agora, a CUT recebeu mais de 300 pedidos de pessoas que querem participar do 11º CONCUT como  observadores.

Seminário Internacional – “Os Desafios dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Enfrentamento da Crise”

10h00 – Abertura

– Artur Henrique – presidente da CUT

–  João Antonio Felício – secretário de Relações Internacionais

– Hassan Yusuff – presidente da CSA (Central Sindical das Américas),

10h30 – Mesa – Liberdade e Autonomia: fortalecendo a organização sindical

Debatedores:

–  Michael Sommer – presidente da CSI-ITUC (Central Sindical Internacional)

–  Cathy Feingold – Diretora do Departº de Relações Internacionais da AFL-CIO

– Rafael Freire – Sec. de Política Econômica e Desenv. Sustentável – CSA

– Carmem Benitez – ACTRAV/OIT

– Artur Henrique da Silva Santos – Presidente da CUT

Mediadora: Rosane Silva – Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT

14h00 – MESA “As varias faces da Crise”

Debatedores:

– Vladimir Safatle – Filósofo, professor Doutor da USP

– Victor Baez – Secretário Geral da CSA

– Roland Schneider – Assessor Politico Senior da Trade Union Advisory Committee (TUAC), Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) in Paris.

Mediador: João Antonio Felício – Secretário de Relações

ARTIGO E NOTÍCIA COLHIDOS NO SÍTIO www.cut.org.br

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