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Parceria Banco Popular e Casas Bahia atende a baixa renda

O Banco Popular do Brasil, braço do Banco do Brasil no segmento de microfinanças, assinou ontem um convênio com as Casas Bahia para a instalação de quiosques de atendimento bancário. Por enquanto, trata-se de uma experiência piloto em seis lojas na região do Grande ABC e na zona leste de São Paulo, mas a ambição do Banco Popular é fechar um contrato para que as 378 unidades das Casas Bahia virem correspondentes bancários.
“Nossa clientela tem tudo a ver com o perfil do Banco Popular”, disse Michael Klein, diretor administrativo da rede varejista. “Somos um banco popular, e eles são uma rede de lojas popular”, afirma Ivan Guimarães, presidente do Banco Popular. A clientela das Casas Bahia se concentra nas faixas de renda C, D e E, justamente a menos bancarizada.
Nos últimos meses, os bancos vêm concentrando esforços para fechar parcerias com redes varejistas – foi o caso, por exemplo, da associação entre o Banco Itaú e o Pão de Açúcar. As Casas Bahia, afirma Klein, foi um parceira cobiçada dentro dessa tendência e, depois de um mês de negociações, acabou se decidindo pelo Banco Popular porque vê muitas sinergias na operação conjunta. “Acho que os dois lados podem ganhar muito em termos de clientela”, diz Klein.
Fontes envolvidas nas negociações afirmam que a Casas Bahia escolheram o Banco Popular porque tinham interesse em manter o sistema de crediário próprio – segmento que mais despertava interesse dos outros bancos que disputavam o contrato. O Banco Popular, explicou essa fonte, não tem o menor intenção em comprar a carteira de crédito das Casas Bahia – busca apenas ampliar sua clientela e vender seus produtos, como as contas bancárias simplificadas e o microcrédito. O BB vinha estreitando os laços com as Casas Bahia há pelo menos dois anos, quando a rede varejista virou sua cliente.
Klein explica que a localização das agências piloto foi escolhida a dedo: estão todas próximas da matriz, que fica em São Caetano do Sul. “Queremos acompanhar o projeto de perto para avaliar seus resultados”, afirmou.
Nas seis agências, serão instalados quiosques de três metros quadrados cada. Pelo menos na primeira etapa, toda a operação será feita por funcionários de algumas das 20 empresas contratadas pelo Banco Popular para gerir pontos de venda. Numa fase posterior, explica Guimarães, deverão ser treinados funcionários da própria rede varejista para fazer o atendimento dos clientes. Ele disse que ainda não está definido o prazo de avaliação da experiência piloto.
Atualmente, o Banco Popular tem cerca de 1.500 pontos de atendimento, formados sobretudo por pequenos negócios localizados na periferia das grandes cidades da região Sudeste. As Casas Bahia, caso a parceria seja ampliada, será a primeira grande rede a se tornar correspondente bancário do Banco Popular. A instituição planeja se expandir a passos rápidos até o final do ano – a meta é que o número de pontos de atendimento seja multiplicado por três, atingindo 4.500. O número de clientes, que hoje é de apenas 70 mil, deverá chegar a 1 milhão. Um crescimento tão veloz leva em conta o anúncio, em breve, de outras associações. “Estamos negociando coisas grandes “, diz Guimarães. “Mas ainda não tem nada fechado.”
Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro

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Parceria Banco Popular e Casas Bahia atende a baixa renda

O Banco Popular do Brasil, braço do Banco do Brasil no segmento de microfinanças, assinou ontem um convênio com as Casas Bahia para a instalação de quiosques de atendimento bancário. Por enquanto, trata-se de uma experiência piloto em seis lojas na região do Grande ABC e na zona leste de São Paulo, mas a ambição do Banco Popular é fechar um contrato para que as 378 unidades das Casas Bahia virem correspondentes bancários.

“Nossa clientela tem tudo a ver com o perfil do Banco Popular”, disse Michael Klein, diretor administrativo da rede varejista. “Somos um banco popular, e eles são uma rede de lojas popular”, afirma Ivan Guimarães, presidente do Banco Popular. A clientela das Casas Bahia se concentra nas faixas de renda C, D e E, justamente a menos bancarizada.

Nos últimos meses, os bancos vêm concentrando esforços para fechar parcerias com redes varejistas – foi o caso, por exemplo, da associação entre o Banco Itaú e o Pão de Açúcar. As Casas Bahia, afirma Klein, foi um parceira cobiçada dentro dessa tendência e, depois de um mês de negociações, acabou se decidindo pelo Banco Popular porque vê muitas sinergias na operação conjunta. “Acho que os dois lados podem ganhar muito em termos de clientela”, diz Klein.

Fontes envolvidas nas negociações afirmam que a Casas Bahia escolheram o Banco Popular porque tinham interesse em manter o sistema de crediário próprio – segmento que mais despertava interesse dos outros bancos que disputavam o contrato. O Banco Popular, explicou essa fonte, não tem o menor intenção em comprar a carteira de crédito das Casas Bahia – busca apenas ampliar sua clientela e vender seus produtos, como as contas bancárias simplificadas e o microcrédito. O BB vinha estreitando os laços com as Casas Bahia há pelo menos dois anos, quando a rede varejista virou sua cliente.

Klein explica que a localização das agências piloto foi escolhida a dedo: estão todas próximas da matriz, que fica em São Caetano do Sul. “Queremos acompanhar o projeto de perto para avaliar seus resultados”, afirmou.

Nas seis agências, serão instalados quiosques de três metros quadrados cada. Pelo menos na primeira etapa, toda a operação será feita por funcionários de algumas das 20 empresas contratadas pelo Banco Popular para gerir pontos de venda. Numa fase posterior, explica Guimarães, deverão ser treinados funcionários da própria rede varejista para fazer o atendimento dos clientes. Ele disse que ainda não está definido o prazo de avaliação da experiência piloto.

Atualmente, o Banco Popular tem cerca de 1.500 pontos de atendimento, formados sobretudo por pequenos negócios localizados na periferia das grandes cidades da região Sudeste. As Casas Bahia, caso a parceria seja ampliada, será a primeira grande rede a se tornar correspondente bancário do Banco Popular. A instituição planeja se expandir a passos rápidos até o final do ano – a meta é que o número de pontos de atendimento seja multiplicado por três, atingindo 4.500. O número de clientes, que hoje é de apenas 70 mil, deverá chegar a 1 milhão. Um crescimento tão veloz leva em conta o anúncio, em breve, de outras associações. “Estamos negociando coisas grandes “, diz Guimarães. “Mas ainda não tem nada fechado.”

Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro

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