A greve nacional dos bancários deve prosseguir por tempo indeterminado. Em assembléia realizada nesta quinta-feira, a categoria decidiu manter a greve iniciada na quarta-feira da semana passada. Com isso, a paralisação entra na sexta no décimo dia, sendo o oitavo em dias úteis.
A decisão de dar continuidade ao movimento foi tomada em assembléias realizadas em todo o país. Em São Paulo, o dia foi tenso para os bancários, que entraram em conflito com a polícia.
O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dirceu Travesso, chegou a ser preso pela PM no centro de São Paulo, durante piquete em frente à Nossa Caixa.
Para reclamar da estratégia dos bancos de chamar a PM, os bancários se reúnem amanhã com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. A audiência está marcada para as 15h em Brasília (DF).
Representantes da Executiva Nacional da CUT participaram ontem de uma audiência com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Nelson Jobim, para denunciarem as perseguições e demissões de dirigentes sindicais em todo o país nos últimos anos.
Eles denunciaram também as pressões feitas pelos bancos públicos e privados para que os grevistas retornem ao trabalho.
O movimento
Pelos cálculos da CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários) da CUT, a paralisação conta com a adesão de mais de 200 mil bancários de 24 capitais do país.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) manteve a proposta inicial de reajuste salarial e não sinalizou a intenção de mudar a oferta. A proposta da Fenaban prevê 8,5% de reajuste e mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. A categoria –que tem data-base para reajuste em setembro– pede 25% de aumento.
Fonte: FABIANA FUTEMA – Folha Online
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Por Mhais• 24 de setembro de 2004• 09:20• Sem categoria
Em dia tenso, bancários decidem manter greve
A greve nacional dos bancários deve prosseguir por tempo indeterminado. Em assembléia realizada nesta quinta-feira, a categoria decidiu manter a greve iniciada na quarta-feira da semana passada. Com isso, a paralisação entra na sexta no décimo dia, sendo o oitavo em dias úteis.
A decisão de dar continuidade ao movimento foi tomada em assembléias realizadas em todo o país. Em São Paulo, o dia foi tenso para os bancários, que entraram em conflito com a polícia.
O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dirceu Travesso, chegou a ser preso pela PM no centro de São Paulo, durante piquete em frente à Nossa Caixa.
Para reclamar da estratégia dos bancos de chamar a PM, os bancários se reúnem amanhã com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. A audiência está marcada para as 15h em Brasília (DF).
Representantes da Executiva Nacional da CUT participaram ontem de uma audiência com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Nelson Jobim, para denunciarem as perseguições e demissões de dirigentes sindicais em todo o país nos últimos anos.
Eles denunciaram também as pressões feitas pelos bancos públicos e privados para que os grevistas retornem ao trabalho.
O movimento
Pelos cálculos da CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários) da CUT, a paralisação conta com a adesão de mais de 200 mil bancários de 24 capitais do país.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) manteve a proposta inicial de reajuste salarial e não sinalizou a intenção de mudar a oferta. A proposta da Fenaban prevê 8,5% de reajuste e mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. A categoria –que tem data-base para reajuste em setembro– pede 25% de aumento.
Fonte: FABIANA FUTEMA – Folha Online
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