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Itaú capta US$ 345 milhões com securitização

SÃO PAULO – Longe do tiroteio político no país, o investidor externo continua com apetite forte pelos papéis emitidos pelas empresas e bancos brasileiros. Ontem, foi a vez do Itaú fechar operação inovadora de securitização de fluxos financeiros -venda de títulos lastreados em ordens de pagamento de seus clientes no exterior ao país. O banco captou US$ 345 milhões, dos quais US$ 145 milhões vão pré-pagar títulos que só vencem em 2008 reduzindo o custo da dívida por mais do que a metade. É a primeira operação de gerenciamento de passivos ( ” liability management ” ) com títulos de mercado de um banco brasileiro.
A demanda pelos papéis perpétuos – sem vencimento final – da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) já passou US$ 1 bilhão, com relação aos US$ 150 milhões lançados inicialmente. Os papéis vão pagar rendimento em torno de 9,625% ao ano. A operação pode ser finalizada nesta semana, sob a liderança do Credit Suisse First Boston e do Deutsche Bank.
O frigorífico Bertin avisou aos investidores que vai pagar de 8,50% a 9% ao ano por papéis de vencimento em cinco anos no valor de US$ 100 milhões, em operação coordenada pelo Banco Standard de Investimento. Já a Usiminas está tomando empréstimo de US$ 200 milhões, segundo diretor de banco. A Cauê lançou papéis de US$ 150 milhões, com prazo de vencimento em dez anos, garantidos pela Comargo Corrêa Cimentos.
” O mercado externo hoje reconhece a estabilidade das instituições do país e a seriedade na condução da política econômica ” , disse o diretor da área internacional do Itaú, Paulo Soares. Por isso, em meio à crise política, as empresas estão conseguindo captar no exterior a custos em recorde de baixa e em prazos cada vez mais amplos. ” A situação está favorável para as empresas e não há grande estresse no mercado de câmbio ou títulos da dívida ” , comentou Soares.
Ele lembrou que o risco-país medido pelo índice EMBI do JP Morgan chegou a cair abaixo de 400 pontos básicos anteontem e continua próximo a isso. Para alguns especialistas, enquanto o presidente Lula e o ministro Palocci não forem atingidos, não há razões para maiores preocupações.
A própria captação do Itaú é uma prova das condições extremamente favoráveis do mercado internacional. Os US$ 145 milhões captados para pré-pagar dívida que vence em setembro de 2008 pagam juros de Libor, a taxa interbancária de Londres, mais 0,30% ao ano, em operação sem cobertura de risco político.
Na operação que está sendo pré-paga no dia 5 de agosto, feita em julho de 2003, os juros eram de 0,63% sobre a Libor, segundo o Valor Data. De juros, o banco paga hoje menos da metade do que pagou em 2003. E, o mais surpreendente: a captação de 2003 tinha seguro da MBIA e os US$ 145 milhões de hoje não têm qualquer tipo de seguro.
Já na parcela de US$ 200 milhões de dinheiro novo há o seguro total da Ambac, que garantiu aos papéis do Itaú o melhor risco de crédito possível – ” AAA ou Aaa ” pelas três principais agências de classificação de risco de crédito. ” A disponibilidade de seguro para o Brasil cresceu muito ” , disse Soares. Os US$ 200 milhões em títulos, de vencimento em 2012, vão pagar o menor juros para esse tipo de operação da história do país, segundo Soares -Libor mais 0,2% ao ano.
Segundo Soares, os US$ 200 milhões em dinheiro novo serão utilizados para o financiamento ao comércio exterior de longo prazo e para operações diversas de fluxo de caixa do banco. ” Os custos são bem competitivos ” , comemorou Soares.
Como são securitizadas as transferências feitas por meio da Swift, uma câmara de compensação e liquidação internacional, no código MT 100 ( ” Money Transfer 100 ” ), esse tipo de operação é conhecida como ” MT 100 ” . A estrutura da securitização -criação de uma empresa de propósito específico, sem risco de falência, que emite títulos com lastro – já garante que os títulos sejam grau de investimento ( ” investment grade ” ), selo de investimento não-especulativo das agências de rating. O líder da captação do Itaú foi o Calyon e o principal comprador, o investidor institucional americano.
Fonte: UOL

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Itaú capta US$ 345 milhões com securitização

SÃO PAULO – Longe do tiroteio político no país, o investidor externo continua com apetite forte pelos papéis emitidos pelas empresas e bancos brasileiros. Ontem, foi a vez do Itaú fechar operação inovadora de securitização de fluxos financeiros -venda de títulos lastreados em ordens de pagamento de seus clientes no exterior ao país. O banco captou US$ 345 milhões, dos quais US$ 145 milhões vão pré-pagar títulos que só vencem em 2008 reduzindo o custo da dívida por mais do que a metade. É a primeira operação de gerenciamento de passivos ( ” liability management ” ) com títulos de mercado de um banco brasileiro.

A demanda pelos papéis perpétuos – sem vencimento final – da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) já passou US$ 1 bilhão, com relação aos US$ 150 milhões lançados inicialmente. Os papéis vão pagar rendimento em torno de 9,625% ao ano. A operação pode ser finalizada nesta semana, sob a liderança do Credit Suisse First Boston e do Deutsche Bank.

O frigorífico Bertin avisou aos investidores que vai pagar de 8,50% a 9% ao ano por papéis de vencimento em cinco anos no valor de US$ 100 milhões, em operação coordenada pelo Banco Standard de Investimento. Já a Usiminas está tomando empréstimo de US$ 200 milhões, segundo diretor de banco. A Cauê lançou papéis de US$ 150 milhões, com prazo de vencimento em dez anos, garantidos pela Comargo Corrêa Cimentos.

” O mercado externo hoje reconhece a estabilidade das instituições do país e a seriedade na condução da política econômica ” , disse o diretor da área internacional do Itaú, Paulo Soares. Por isso, em meio à crise política, as empresas estão conseguindo captar no exterior a custos em recorde de baixa e em prazos cada vez mais amplos. ” A situação está favorável para as empresas e não há grande estresse no mercado de câmbio ou títulos da dívida ” , comentou Soares.

Ele lembrou que o risco-país medido pelo índice EMBI do JP Morgan chegou a cair abaixo de 400 pontos básicos anteontem e continua próximo a isso. Para alguns especialistas, enquanto o presidente Lula e o ministro Palocci não forem atingidos, não há razões para maiores preocupações.

A própria captação do Itaú é uma prova das condições extremamente favoráveis do mercado internacional. Os US$ 145 milhões captados para pré-pagar dívida que vence em setembro de 2008 pagam juros de Libor, a taxa interbancária de Londres, mais 0,30% ao ano, em operação sem cobertura de risco político.

Na operação que está sendo pré-paga no dia 5 de agosto, feita em julho de 2003, os juros eram de 0,63% sobre a Libor, segundo o Valor Data. De juros, o banco paga hoje menos da metade do que pagou em 2003. E, o mais surpreendente: a captação de 2003 tinha seguro da MBIA e os US$ 145 milhões de hoje não têm qualquer tipo de seguro.

Já na parcela de US$ 200 milhões de dinheiro novo há o seguro total da Ambac, que garantiu aos papéis do Itaú o melhor risco de crédito possível – ” AAA ou Aaa ” pelas três principais agências de classificação de risco de crédito. ” A disponibilidade de seguro para o Brasil cresceu muito ” , disse Soares. Os US$ 200 milhões em títulos, de vencimento em 2012, vão pagar o menor juros para esse tipo de operação da história do país, segundo Soares -Libor mais 0,2% ao ano.

Segundo Soares, os US$ 200 milhões em dinheiro novo serão utilizados para o financiamento ao comércio exterior de longo prazo e para operações diversas de fluxo de caixa do banco. ” Os custos são bem competitivos ” , comemorou Soares.

Como são securitizadas as transferências feitas por meio da Swift, uma câmara de compensação e liquidação internacional, no código MT 100 ( ” Money Transfer 100 ” ), esse tipo de operação é conhecida como ” MT 100 ” . A estrutura da securitização -criação de uma empresa de propósito específico, sem risco de falência, que emite títulos com lastro – já garante que os títulos sejam grau de investimento ( ” investment grade ” ), selo de investimento não-especulativo das agências de rating. O líder da captação do Itaú foi o Calyon e o principal comprador, o investidor institucional americano.

Fonte: UOL

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