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Barrar a entrega do patrimônio público

O “Comitê de Defesa do Banco do Estado do Ceará (BEC)”, composto por sindicatos, associações, parlamentares e prefeitos dos mais diversos partidos, está convocando a população cearense a se mobilizar contra a tentativa de privatização da instituição, anunciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 15 de setembro.
Documento reivindicando que o BEC seja mantido como banco público e incorporado ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foi entregue em mãos ao presidente Lula no dia 11 de julho.
O Sindicato dos Bancários do Ceará promove no próximo dia 20, o Encontro Estadual dos Becistas, onde serão definidas as estratégias contra a privatização. Segundo Marcos Saraiva, presidente do Sindicato, “a luta é unitária para devolver o banco de fomento ao controle público estadual”, federalizado em 1999 durante o desgoverno FHC.
Para depreciar o patrimônio do BEC e facilitar a sua entrega aos interesses privados, nos últimos oito anos o quadro de pessoal foi reduzido em cerca de 40%, passando de 2.192 empregados em janeiro de 97 para apenas 866 em dezembro de 2004.
LUCRATIVO – Em 2001 o lucro do BEC foi de mais de 66 milhões, em 2002 registrou 48 milhões, em 2003 alcançou 86 milhões e em 2004 mais de 65 milhões. O BEC conta hoje com 201 pontos de atendimento bancário, constituído por uma rede de 70 agências e 117 postos de atendimento eletrônico. De olho gordo neste patrimônio do BEC, encontra-se o Banco GE (integrante do GE capital), braço financeiro do grupo norte-americano General Eletric e responsável por mais de 40% do lucro líquido da multinacional no mundo.
“Já assistimos esse filme em um passado recente. Quando instituições públicas foram entregues ao capital financeiro estrangeiro, os Estados deixaram de contar com seu agente financeiro e nenhum beneficio foi gerado em favor do desenvolvimento regional e federal”, declarou Marcos Saraiva. “Os Estados tiveram sua dívida extremamente elevada, pela imposição de um ‘saneamento’ de ativos e passivos realizado sob a ótica dos compradores de grupos multinacionais dos bancos brasileiros, os serviços bancários pioraram, os custos para a sociedade aumentaram com as tarifas abusivas”, acrescentou.
DESENVOLVIMENTO – Ao contrário da privatização, enfatizou o líder bancário, “defendemos o fortalecimento do BEC e sua preservação, por entender que o Brasil e, em especial o Nordeste e o Norte, não podem prescindir da atuação governamental no financiamento das atividades produtivas e na promoção do desenvolvimento econômico e social, que não são, nunca foram e nunca serão da responsabilidade e do interesse da banca privada”.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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Barrar a entrega do patrimônio público

O “Comitê de Defesa do Banco do Estado do Ceará (BEC)”, composto por sindicatos, associações, parlamentares e prefeitos dos mais diversos partidos, está convocando a população cearense a se mobilizar contra a tentativa de privatização da instituição, anunciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 15 de setembro.

Documento reivindicando que o BEC seja mantido como banco público e incorporado ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foi entregue em mãos ao presidente Lula no dia 11 de julho.

O Sindicato dos Bancários do Ceará promove no próximo dia 20, o Encontro Estadual dos Becistas, onde serão definidas as estratégias contra a privatização. Segundo Marcos Saraiva, presidente do Sindicato, “a luta é unitária para devolver o banco de fomento ao controle público estadual”, federalizado em 1999 durante o desgoverno FHC.

Para depreciar o patrimônio do BEC e facilitar a sua entrega aos interesses privados, nos últimos oito anos o quadro de pessoal foi reduzido em cerca de 40%, passando de 2.192 empregados em janeiro de 97 para apenas 866 em dezembro de 2004.

LUCRATIVO – Em 2001 o lucro do BEC foi de mais de 66 milhões, em 2002 registrou 48 milhões, em 2003 alcançou 86 milhões e em 2004 mais de 65 milhões. O BEC conta hoje com 201 pontos de atendimento bancário, constituído por uma rede de 70 agências e 117 postos de atendimento eletrônico. De olho gordo neste patrimônio do BEC, encontra-se o Banco GE (integrante do GE capital), braço financeiro do grupo norte-americano General Eletric e responsável por mais de 40% do lucro líquido da multinacional no mundo.

“Já assistimos esse filme em um passado recente. Quando instituições públicas foram entregues ao capital financeiro estrangeiro, os Estados deixaram de contar com seu agente financeiro e nenhum beneficio foi gerado em favor do desenvolvimento regional e federal”, declarou Marcos Saraiva. “Os Estados tiveram sua dívida extremamente elevada, pela imposição de um ‘saneamento’ de ativos e passivos realizado sob a ótica dos compradores de grupos multinacionais dos bancos brasileiros, os serviços bancários pioraram, os custos para a sociedade aumentaram com as tarifas abusivas”, acrescentou.

DESENVOLVIMENTO – Ao contrário da privatização, enfatizou o líder bancário, “defendemos o fortalecimento do BEC e sua preservação, por entender que o Brasil e, em especial o Nordeste e o Norte, não podem prescindir da atuação governamental no financiamento das atividades produtivas e na promoção do desenvolvimento econômico e social, que não são, nunca foram e nunca serão da responsabilidade e do interesse da banca privada”.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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